Poema Nao Ame sem Amar
a noite se cobre de véu
o véu das noivas e das clericais
noites de pernoites virginais
onde não há pecado, é só céu,
e a inocência de nós dois.
aos poucos tu vai seguindo o seu caminho
amarelando o céu com o sol que vai se nascendo
o teu corpo não sei quem vão invadindo
e fica eu, aqui, morrendo.
Na exuberância do entardecer exalas o perfume de uma fragrância não conhecida, a delicadeza de deixar-se ao vento, de esganar-se e inclinar-se com o sopro forte do acaso e voltar a ser o que era, uma flor.
Mesmo despedaçada exalas o perfume de uma fragrância não conhecida mas ainda existe o jardim e continuas ainda sendo uma flor.
A flor que existe em nossa vida, talvez despedaçada e desconhecida mas exalas o perfume de uma fragrância jamais sentida, o cheiro da flor chamada vida no arrebol de nossa essência.
A flor espargindo o amor com as lágrimas bentas da existência.
O amor que não me dedicastes
eu guardo em meu coração
o amor que jamais pronunciastes
está na poesia de minha oração
Ah! este amor que não mereci
o afeto do tamanho de minha ilusão
o amor que não conheci
se acabará comigo dentro do coração.
Ao amor, amor e amor
dedico-lhes uma flor.
Enquanto uma presença era o 'tudo' que qualquer pessoa buscaria, eu ia perdendo e não sabia, perdendo aos poucos aquela companhia que completava o meu ser sob os cuidados exaustivos de meus olhos e de minha intuição mediante as inúmeras evidências.
E hoje meus olhos se fechou, minha intuição se acabou, e não sei mais o que faz, para onde olha e quem facilmente beija, não sei mais onde está o meu amor.
Há um olhar envergonhado que se fecha
e palavras caladas que não sabem nada dizer
escuta a tua canção, um amor que não se deixa
mas se abandona sem nada mais pra fazer.
E ao léu há poesias e nostalgias
mas você está no outra lado da melodia
e nada posso fazer a não ser o estoque de rebeldias,
e vou me esquecendo extasiado em pleno dia.
Já que não posso falar pela dor,
Vou escrever e reiventar um grande amor.
um grande amor.
Comentando a frase de Charles Bukowski - "Há pessoas inesquecíveis e para isso não há cura".
De fato, não há cura, pois é um sentimento solitário daquilo que naturalmente não se pode esquecer, o impossível não é tão utópico. No final das contas, a culpa é nossa. Por isso, exagerar-se-á sempre da mesma coisa: poesias, álcool, filosofia e saudades. Para essas coisas loucas, uma boa filosofia com uma bebida qualquer.
E minhas mãos não tocaram a lua,
Mas colheu todas as estrelas do luar.
As mesmas mãos fortes e nuas,
Alcançou a sorte pelo olhar.
O horizonte inventa o infinito,
Mas não homizia o sol.
Há lonjuras inalcansáveis do dourado,
Do dourado amanhecido de arrebol.
Mas o fulgor do mais bonito,
Está no infinito,
De um horizonte esquecido pelo sol.
A poesia não me entrega
nessas palavras
meus segredos se revela
mais a poesia não entrega
quem a ela se revela
engana de forma mais bela
a desilusão de um poeta
Lembraças
Chorei, na varanda eu chorei
senti o abraço da dor
que ficou em mim e não tem fim
magoando-me com seu calor
Chorei no mais lindo dia
lembrei do passado, que me traz uma lembrança
feito criança senti falta, daquela idade
da forma que nascia e dormia minha esperança
e em um retrato, vejo a minha felicidade morta
Talvez
Talvez o sol não saia
o mar não se altere
o mal não caia
uma dor que não fere
O medo do medo
talvez não espante
e as cores do desejo
talvez não encante
Mais sempre no fundo
no amargo horizonte
ache o mundo
que o talvez não encontre
Palavras de amor
Não sei se falo
Palavras pequenas
Porém não agüenta
O peso que arrola
Meu coração
À distância nos trás
Reações que não sabemos
Descrever
Mas sim senti-las
A solidão que nos leva
A entender loucas razões
E não há distâncias
Metros de ti
Pois pulsa calado e abandonado
A declaração
Palavras não são
O todo e o inteiro
Pra poder expressar
Que em silêncio
Te amo
Não posso dizer te amo
Não sei se o que sinto é verdadeiro
Apesar de todo nosso encanto
Pode ser um sentimento passageiro
Não posso dizer te amo
Estou hipnotizado com sua beleza
E vejo agora meu desencanto
Ignoro toda sua delicadeza
Não posso dizer te amo
Apesar de que teu corpo incendeia meu ser
mas arde o sabor dos teus lábios estranhos
mesmo sem saber como viver
não posso dizer te amo
1968, o ano que não terminou
morreu um pensador
quando do céu caiu uma estrela;
morre um escritor
quando o Ai-5 causou tristeza;
morre um inventor
quando o mundo perdia sua grandeza;
morre um sonhador
o escritor Manuel Bandeira
* Homenagem ao escritor Manuel Bandeira falecido no ano de 1968, tal ano conhecido como " O ano que não terminou" pelos sucessivos acontecimentos que arrolou.
Já sente as saudades,
da amizade de verdade,
que há anos se formou.
Amigos não se esquecem,
estão vivos e inquietos,
em um típico caso de amor.
E quando houver distância,
e a falar a esperança, de um dia reencontrarmos,
recorra a lembrança,das brigas e festanças,
para juntos chorarmos.
Um dia chega o futuro,
com glória e horrores,
e se ficares olhando o escuro,
lembra de seus professores.
E quando a saudade afetar a razão,
quando tudo estiver sem jeito,
coloque a mão no peito,
por que todos estarão, no seu coração.
Homemangem ao 9º ano do Colégio Santa Terezinha Uiraúna PB.
Que seja lei!
Não adianta passar pela vida, sem passear por ela e aproveitá-la da melhor forma possível.
Cumpra-se.
Erra-se, sabe, quase continuamente, esperando de
Não se fazer nunca tanto mal mas quantas vezes se cai
A vida, sabe, é um fio em equilíbrio e antes ou depois
Nos encontramos distantes em frente a uma encruzilhada
Já não pensamos mais em flores,
Que agora não mais crescem.
Qual a vida sem amores?
Uma sem mais, tanto fenecem.
Jimmy Tampa
