Poema na minha Rua Mario Quintana
Em minha casa, é claro, o sol cheirava a incenso. O reflexo batia na janela através das folhas do jambeiro. Chegava de mala e cuia com o início da manhã e só se despedia quando todos nos recolhíamos para o banho das seis. Nem quando a chuva garoava ele nos deixava por muito tempo, escondia-se de mansinho, só pra deixar a chuva regar o jambeiro.
No quintal de minha casa tinha o pé de jambeiro. Era imenso! Cresci com ele, até que um dia ele teve que ser cortado para o progresso de nosso lar. A casa seria ampliada e não tinha mais espaço para as árvores que ocupavam, e davam alegria ao nosso quintal. Foi uma infância de lutas, mas que a natureza estava sempre de prontidão para proporcionar momentos de uma infância, modesta, mas feliz.
eu queria tirar onda e decidir sobre minha vida e "superar" à Deus, não é isso que tentou fazer o "portador da luz"?
Me expressei na quinta sinfonia de Beethoven, vou gritar bem alto pra ver se Deus me ouve. Minha filosofia é a liberdade de expressão, minha poesia estanca à ferida do meu coração.
Quantos corações eu já feri com a minha verdade. Afastei todos de mim e vivi na solidão dessa cidade.
Em meio ao silêncio mais profundo, tua voz se faz ouvir, carregada de palavras que acariciam minha alma e alimentam o amor que nos une."
Minha psicóloga que está certa: Não sabemos nosso prazo de validade, por isso, não coloque a responsabilidade da sua vida nas mãos de outras pessoas.
Percebo todos os dias o quão indigno sou de ter o poder, mesmo que minha vontade seja genuína o meu corpo e meus instintos corrompidos me fazem tropeçar no abismo das mãos podres.
Sinto a podridão na minha lingua, meus olhos já viram muita podridão mas mesmo assim eu continuo "vivo" ao mesmo tempo que os outros, eu não sei por que eu deveria existir e não entendo o por que estou aqui.
Não duvide da minha capacidade, você não sabe onde posso alcançar.
DEUS não me criou com asas, mas me ensinou a voar.
Gosto da leveza desses dias em que a minha menice desafia a minha adultice e ambas saem por aí de mãos dadas fazendo as travessuras que a idade não me permite mais.
Ó dúvida impertinente que invade a minha mente, no vazio da alma dolente, esta se faz presente.
Entrego-me a esse movimento que você fez por um momento ou fujo e vivo num ultrajante tormento?
Ainda que eu possa sofrer com a tua ausência, tenho a convicção de que a minha presença irá persistir em ti por incontáveis anos."
