Poema na minha Rua Mario Quintana
Ele é brincalhão, as vezes é devoção,
Ora canção, ora solidão, quer porque quer que a minha alma pura viva de aventura... Este é o meu coração!
Minha bagagem agora são as dúvidas. A cada livro volto ao ponto de partida e ao coração agitado de todos os primeiros tempos.
São 4 da manhã, que vento gostoso que vem da minha janela, ele passa pela cortina e encontra meu braço e metade do meu rosto, é gelado e refrescante, tem o cheiro da noite, é perfeito.
Sou grato por sentir sentimentos. Fazer com que minha mente abra caminhos que antes não conseguia enxergar. Viver sensações e sentir tudo o que a vida tem a oferecer, mesmo os momentos tristes.
Se eu tomei uma pancada na cabeça e perdi a memória, basta baterem na minha cabeça novamente que a memória volta.
Não posso mais me permitir dor... Meu peito transborda lamentos e minha mente em curto declara sofrimentos, por não ter você aqui nesse momento... Me torturo em procurar erros, falhas e desacertos!
Minha família veio do México. Você veio de mim. É como uma corrente. Como uma árvore. Com as raízes lá, mas crescendo aqui. Nos dois países. Eles se juntam em você.
É tudo sobre a minha mãe. Vocês caçaram a minha mãe, ofenderam sua dignidade em público. Ela passou mal por isso. Pois é...Mas, hoje é dia de perdoar, não é?
Nunca fui de me apegar tanto as coisas como me apeguei a essa minha mania de achar que amanha o dia será feliz.
A tristeza não escolhe padrões de dor, a sua é diferente da minha, da do seu vizinho, da do seu primo. Não existe tristeza igual, só sabe o tamanho da dor, quem sente.
Me perguntei o que fiz durante todos esses anos da minha vida! Não achei a resposta, porque não fiz absolutamente nada.
Sou chata, grossa, intempestiva e mesmo assim você nunca soltou a minha mão, nem mesmo nos momentos em que você estava quebrado por dentro. Prometo me tornar uma pessoa melhor. Promete não desistir da gente?
Se um dia me perguntarem se faria tudo igualzinho outra vez. A minha resposta seria: - Não. Pelo menos uma virgula eu mudaria de lugar.
Ele tem vergonha de mim... Que dor eu senti quando eu soube... passou um filme pela minha cabeça, de todas as lutas que passamos juntos, de tudo que superamos, tudo que vivemos até aqui! Mas parece que isso não foi o suficiente... Me perguntou se eu queria ir em um evento familiar que ia ter no trabalho dele, depois ele próprio respondeu que não, né "você não quer ir" na hora eu já senti aquela facada no peito... Ele com 43 anos eu com 29 nunca tive vergonha dele, mesmo sabendo que ele é bem mais velho que eu, sempre tive orgulho dele, da nossa história... Mas ele ao contrário tem vergonha de mim, pelo meu peso talvez, pelo fato de eu ter me desleixado depois de dar à luz a filha que ele tanto queria... Agora ele tem vergonha de mim! Tantas qualidades que eu tenho e ele só enxergou o meu peso.
Dez de que eu me lembro, eu nunca consegui me abrir com ninguém, durante toda minha vida participei de grupos de tipos de pessoas diferentes, eu tentava ser como elas, tentava me encontrar em algum lugar desse mundo, mas nunca me encachei em grupo nenhum. Por isso, hoje estou completamente passando por tudo sozinho, tentando me descobrir sozinho, só que com isso, como eu nunca coloco nada para fora, sempre guardo para mim! Acho tudo o que eu sempre guardei e escondi em mim, está querendo sair, mas só que não um por um como eles vieram e sim todos de uma vez. Não sei se consigo sobreviver se eles saírem de uma vez só, estou fazendo o máximo segurá-los, mas infelizmente todos os dias eu guardo mais e mais coisas em mim, desculpe mas já virou hábito e uma coisa que para mi não tem mais escolha. Então acho que estou totalmente perdido, e não tenho saída.
A leitura faz bem a minha mente trazendo acréscimos a minha vivência. E a interpretação do texto trás benefícios ao meu coração.
