Poema na minha Rua Mario Quintana

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Que impeça minha Loucura,
Caso te assuste o esquisito,
Caso Você Não seja a Cura,
Que me esqueça ao Infinito.

Ei, garota, você é perfeita.
Você encheu minha barriga de borboletas
Com o seu olhar penetrante
Agora te quero a todo instante
Meu coração está radiante
Com este sorriso tão resplandecente.

Das águas salgadas de Iemanjá
Me purifico
Desnudo minha alma
Entrego-me
Encanto com as cores e sons...
Quando em mim ecoa seu choro, dos meus olhos suas águas transbordam.
E do seu canto, não resisto, danço
Minha mãe das águas
o porto seguro para meu coração.

⁠Minha vitória vem incomodando mais que torcicolo, pelo Rap torci, claro
Rima rara trouxe, claro, reparo em cada ato
Conhecimento eu não busco, eu rapto
Rápido permaneço sozinho em meu deserto como se fosse um cacto
Ninguém me toca, vou seguindo intacto

Kant (rap)

Nota: Trecho da música RapGamers II.

Vi pela primeira vez na multidão
A praia foi a moldura da situação
Minha pele negra brilhava ao sol

Só em olhar
sentia vontade
só em piscar
sentia saudade

Decepção
mas que decepção

Ela segurou a bolsa quando me viu
Sua postura demonstrava uma insatisfação com a minha cor
Seu olhar me fuzilava sem pudor
E a minha alma nua
alvo das flechas da discriminação

Decepção
mas que decepção

Só porque o meu cabelo é rás’
minha mente é paz

Sei que sou imperfeito...
Mas é minha imperfeição que
me dá o devido sabor.

Olhos da razão

Natureza glorificada...
Me traz a paz desejada...
Conectando minha essência...
A toda essa existência...

A fauna e flora
Deste lugar
Me faz imaginar
A onde a vida pode estar

Paisagem magnifica
Que desmistifica
Que nós, seres humanos
Somos o centro destes planos...

O céu noturno
Revela a imensidão
Para aqueles que enxergam
Com os olhos da razão...

Enxergando profundamente
A insignificância
Da raça humana
Com toda a sua petulância

Permite minha ousadia

Se tua boca me desses
E teus lábios me beijassem,
Quem sabe, amor, não fizesses
Que nossos corpos se amassem.

Se a tua pele se entregasse,
Desinibida ao meu tacto,
Quem sabe não te levasse
A uma união de facto.

Se ao menos te permitisses
A aceitar o que proponho….
Talvez a porta me abrisses
E eu entrasse no teu sonho.

Te entregasses ao desejo
Me aceitasses com ternura,
E depois dum longo beijo
O arrepio da loucura.

Depois queimar-te na chama,
No fogo que tenho em mim…
Salta a fogueira, me ama,
Abre-te e diz-me que sim.

Entrega-te à fantasia
Na maior intimidade,
Permite minha ousadia
Deixa que te ame, à vontade.

No silêncio da noite quente,
Imagino em minha nuca teus lábios quentes,
A despertar-me de um sono profundo,
Envolvendo-me em carícias ardentes.

E entrego-me inteiro nos seus braços,
Minha sacerdotisa linda e envolvente,
Mas de súbito, acordo, para não profanar,
nossos templos por um ato inconsequente.

Porque não foi um pouco antes? Porque não apareceu quando tudo era mais simples, quando a minha vida era menos complexa, quando eu estava descobrindo tudo o que me fazia bem e não tinha um pingo de medo de viver tudo o que eu tinha para viver? Porque não veio mais cedo, não cruzou meu caminho numa daquelas longas viagens, porque não nos esbarramos numa dessas calçadas, num desses bares? Porque tudo agora, tão recente, sem termos a mínima chance de descobrirmos se a gente pode ser feliz, se a gente se completa como nosso abraço diz nos completar? Porque todo esse fingimento, essa farsa de um amor embutido numa amizade linda demais, companheira demais? No entanto, só nós sabemos o quanto nos precisamos, nos fazemos bem, somos felizes juntos.
Porque tudo agora? Tão tarde?
Tudo bem. Conformei-me, já.
É só um momento. Na verdade, é que agora estou aqui sozinha lembrando e com saudades. Todas as vezes que tenho esses momentos eu me revolto com o tempo, me revolto com as ironias do destino, e escrevo. Como se fosse um surto. É rápido. Logo passa. O que não passa mesmo é essa vontade de estar ao seu lado e todas as noites ouvir a sua respiração aqui no meu ouvido, sentir o seu cheiro; mesmo você estando longe, aí, também com saudades porque acabou de me confessar por uma mensagem.
Vai ser assim, pra sempre. Só não se esquece de me levar no pensamento, porque eu te levarei.

ESTRANHO MUNDO

O mundo mudou enquanto eu dormia,
Acordei e perdi minha fantasia.
Cadê os amigos, os amores que tinha?
Tudo está estranho, um vazio me domina.

O mundo gira e no lugar nada fica,
O som dessa engrenagem me embriaga, contamina.
Nos olhos um brilho com água cristalina,
Lembranças dos sonhos com luz alcalina.

O tempo não me esperou, fiquei na esquina,
Partiu no vento a vida colorida.
O amor morreu enquanto eu dormia,
Saudades de mim, vida vazia.

Somos meros espectadores dessa vida sofrida,
Meu corpo cansado inerte definha.
Minha perna teimosa ainda caminha,
Leva-me pro nada, abismo da vida...

Eu tô em minha casa, me sinto sozinho
Eu sou um estranho no ninho
Escravo do que sinto
O amor não faz nenhum sentido

“Sou a única atriz.
É difícil para uma mulher
interpretar uma peça toda.
A peça é a minha vida,
meu ato solo”.

A minha vida inteira
Eu nunca estive presente
Era apenas um fantasma
Fugindo de medo
Aqui nossos sonhos não são feitos
Eles estão vencidos

Sua escova junto a minha, o mesmo banho, a mesma cama, o mesmo sabonete...
Maquiagem perto do creme pra barbear,
Calçar suas sandálias e até usar o seu perfume de vez em quando...
Só pra te sentir mais perto de mim.
È isso que eu quero, tudo nosso, misturado fazendo parte do mesmo mundo.
O nosso mundo.

Livre não sou, que nem a própria vida
Mo consente.
Mas a minha aguerrida
Teimosia
É quebrar dia a dia
Um grilhão da corrente.

Livre não sou, mas quero a liberdade.
Trago-a dentro de mim como um destino.
E vão lá desdizer o sonho do menino
Que se afogou e flutua
Entre nenúfares de serenidade
Depois de ter a lua!

Miguel Torga
TORGA, M., Cântico do Homem, 1950

INDOMÁVEL

Não...
Eu não sei domar
esta minha rebeldia,
este meu lado anarquista,
este mar que corre em mim...

Exagero no perfume,
na falta de modos,
na sinceridade
sem fim...

Sou sujeita às marés,
indisciplinada,
louca,
desenfreada...

Sou movida
às tentações
da madrugada!

Por uma coisa tola
eu me entrego toda
e amanheço
procurando
explicação

com cara
de quem
não tem a mínima idéia
aonde
perdeu
a razão!

Eu tenho medo de me acomodar, mas te amo de verdade.
Eu preciso de você para voar, você é minha metade.
Amor, você sabe que é verdade.

Eu não preciso de alguém que fale sobre minha beleza
Ou que me trate como uma flor, com muita delicadeza
Que note a minha garra, minha força e admire minha natureza
Que me olhe nos olhos e me diga palavras com franqueza

Não preciso de alguém pra falar sobre o meu doce permufe
Ou que note um detalhe que mudei por não ser de costume
Que nas situações difíceis me de a mão ou me ajude
Porque eu respiro fundo, vejo possibilidades e sempre tomo atitude

Não preciso de alguém pra me curtir ou seguir
Pra me enviar mensagem ou um vídeo que me faça rir
Éh… Eu não preciso disso pra minha vida eu seguir
E não preciso de nada disso para me fazer sorrir

Tem muitas coisas nessa vida que eu não preciso ou não quero
Pessoas de mentira, palavras vazias, isso não tolero
Mas a vida não é diminuta, então não me desespero
E tudo isso que eu disse, disse que não preciso, mas não disse que não quero.

Minha Herança: Uma Flor


Achei você no meu jardim
Entristecido
Coração partido
Bichinho arredio

Peguei você pra mim
Como a um bandido
Cheio de vícios
E fiz assim, fiz assim

Reguei com tanta paciência
Podei as dores, as mágoas, doenças
Que nem as folhas secas vão embora
Eu trabalhei

Fiz tudo, todo meu destino
Eu dividi, ensinei de pouquinho
Gostar de si, ter esperança e persistência
Sempre

A minha herança pra você
É uma flor com um sino, uma canção
Um sonho, nem uma arma ou uma pedra
Eu deixarei

A minha herança pra você
É o amor capaz de fazê-lo tranqüilo
Pleno, reconhecendo o mundo
O que há em si

E hoje nos lembramos
Sem nenhuma tristeza
Dos foras que a vida nos deu
Ela com certeza estava juntando
Você e eu


Achei você no meu jardim