Poema na minha Rua Mario Quintana
Meu quarto
No teto do meu quarto
Havia minha goteira
-Mas que grosseira!
A goteira latia.
A goteira pedia
Por um pouco de moradia
Mas não poderia,
Poisme incomodaria.
Nas sombras da existência, eles me vislumbram,
Cegos à minha essência, surdos ao meu lamento.
Admiram o invólucro, ignoram a alma que habita,
Neste baile macabro da vida, sou um espectro errante.
Não busco o afeto da turba ignóbil e vã,
Prefiro nutrir as almas que comigo caminham.
Que se dane o mundo e seu julgamento fútil,
Sou o veneno e o antídoto, o pecado e a virtude.
Mil faces possuo, não por vil falsidade,
Mas pela complexidade de minha natureza.
Na cela úmida e fria de minha consciência,
Teu amor, paradoxo doce, é minha única clemência.
Sou a lua negra no céu da existência mundana,
Ora cruel como o inverno, ora terno como a primavera.
Entre o ódio e o amor, danço eternamente,
Um balé mórbido, belo em sua decadência.
O mundo me chama de monstro, outros de santo,
Eu sou apenas o reflexo de seus próprios encantos.
Ser, fazer, ter - trindade profana da humanidade,
Yin e Yang, em perpétua dualidade.
Valores imutáveis carrego como uma cruz,
Fiz chorar muitos, e chorei em solidão.
Posso ser gélido como a morte para meus inimigos,
E compassivo como um deus para estranhos em aflição.
Na cela fria do destino, teu amor me aquecia,
Às vezes, anseio voltar, para sentir tua falta com mais agonia.
O amor, esse tirano, exige sofrimento e medo,
Para florescer em sua plenitude, qual flor do mal em segredo.
O ódio gera violência, diz a sabedoria banal,
Mas já vi o amor causar dor mais fatal.
Entre pecados e virtudes, sou um ser grato,
Esperando que os céus vejam nisto algum valor inato.
Sou a lua em todas as suas fases etéreas,
Novo, crescente, cheio, minguante - uma dança sidérea.
Bom e mau, em medidas inconstantes,
Sou eu mesmo, em todos os instantes.
Quem sou eu para ti? Quem sou eu para o mundo?
Um enigma sem resposta, um abismo profundo.
Aceita-me em minha totalidade complexa,
Pois sou a poesia viva, bela em sua perplexidade.
Flavio “ The legendary “ Álvaro
Tenho medo de ser igual minha mãe
No fundo sinto que o medo é real
Tenho medo do futuro
E anseio por ele como anseia alguém com saudade
Me sinto cheia
De desinformação constante
De amarguras e arrependimentos que parecem que nunca vão se curar
Quero carinho
Quero corpos colados ao meu
E apertos ao amanhecer
Sinto falta
Falta de abraços
Falta de beijos
De amassos
Grito
Para o profundo do meu ser
E faz eco
Pois é muito denso
Intenso
Tudo que há dentro dele
Quero doce
Que a vida seja mais doce comigo
E que minhas perguntas
Sejam respondidas
Como quem pergunta a professora
Como quem tem respostas
Que minhas discussões
Sejam infinitas
Para que nunca falta assunto a nós
sinto falta do nós
Do dois
Do entrelaçamento das almas
Minha reza vai pro alto
Para que ilumine meus caminhos
E que me ajude nas escolhas de minha vida
Do alto desde o momento
Do agora
E aproveito - o
Como se nunca fosse acabar
A minha rima
É uma vitamina
Mistura de conhecimento
Forte em argumento
É viciante
Para quem é amante
Da literatura
Tipo rapadura
É doce, mas não é mole não
Tento evitar palavrão.
A minha rima
É uma vitamina
Mistura de conhecimento
Forte em argumento
É viciante
Para quem é amante
Da literatura.
Eu te amei mais do que eu podia me ver
Perdi a noção da minha própria existência
Mas nunca perdi a noção do amor que sinto por você
Só preciso te lembrar que minha vida é você.
Não sou o melhor poeta
Mas essa não é minha meta
Mais do que isso
Tenho compromisso
Com minha gente
Linha de frente
Contra o sistema.
Não tem mentira
Não tem primeiro de abril
Minha poesia
É como um fuzil
Tem alvo
A verdade que falo.
Em minha carne, crava-se o pecado,
mil agulhas costuram o eterno tormento.
Centenas de linhas percorrem minha pele flácida,
num último resplandecer de lágrimas tortuosas.
Recorro à purificação pelo fogo,
pelo rio sinuoso onde meu sangue se arrasta.
Já não basta um milagre—
é preciso uma liturgia profanada,
o silêncio ambíguo de algo taciturno,
mil preces mal proferidas,
um milhão de tufões soprando ao alento,
em busca do algoz.
Jaz o mal,
forjado por mil chibatadas e um milhão de brasas.
Conhecerás o caminho, talvez no ontem,
mas nunca no amanhã.
Conhecerás o sacrilégio, não por vontade,
mas pelo desejo da carne ao relento,
sob mil luares infinitos,
caindo ao desespero do próximo nascido.
Você, filho do diabo-homem, renascerá.
E ao abrir os olhos, sentirá o peso do primeiro suspiro,
como se sempre houvesse sido assim.
Como se jamais houvesse sido outro.
Como se o fogo fosse apenas a lembrança de algo inalcançável.
Profana Tentação
O lascivo pecado do seu andar desliza pelos labirintos moribundos da minha mente profanando meus pensamentos.
Não consigo explicar
Se eu chorar, você consegue ouvir minha voz?
Você pode tocar
minhas lágrimas com suas mãos?
Eu não sabia que as músicas eram tão bonitas
e que as palavras eram inadequadas
antes de cair nesse problema.
Há um lugar, eu sei
É possível contar tudo
Cheguei bem perto,
eu posso ouvir É impossível contar.
Acúmulo de ideias em minha mente se prendem por esse mundo ansioso.
Perco meu precioso tédio, meu tempo, para orgulhar os abastados e ver, a cada dia, minha nação mais miserável!
"Minha caminhada...
Nunca foi só...
Sempre tive comigo a minha fé, a minha voz, o meu sentir...
Nunca estive só...
Sempre tive a mim mesma, a minha alma, o meu coração..."
Se eu soubesse que seria a última vez teria te beijado mais isso é um fato.
Enfiaria minha mão entre os seus cabelos ainda úmidos,deslizando levemente sobre o seu pescoço,estamparia em meu rosto um sorriso de luxuria,daqueles de quem se deu bem no maior golpe da história.
E estas sensações ,eu sei, transbordariam ao ponto dos poros não se conterem, e deixariae levar pelo prazer de me banquetear ao ver estremecer a carne em seus ossos.Talvez falasse ao seu ouvido e o quão mútuamente delicioso estava sendo, concorda?
e mesmo que em meio a relutante resistência,minha doce voz ecoasse aos seus ouvidos,da maneira mais atenta me dedicaria a sentir sua respiração ofegante,o enbaracar dos dedos, os toques mais sutis, e a perca total do livre arbítrio que me foi dado.
Tenha consigo que certamente gravei na memória seu olhar,o som da sua voz e a parte na qual você me beijava enquanto estava dentro de mim e talvez isso seja o suficiente.
Bem que minha intuição não mente.
Já não gostava mais de você por saber que você mente.
Descobri suas mentiras e sumi da sua vida.
E confesso que estou muito mais feliz sozinha.
"Muitas vezes, a minha... a sua... a nossa saudade agradece aqueles momentos
que você nos proporciona de volta!..."
Otávio ABernardes
Goiânia, 04 de abril de 2025.
Bate-papo
"(Thaís Silva Oliveira R. de Lima - In memoriam)
Oi, menina, minha filha e pedaço de mim! A tia só quer falar de cada sorriso, choro e coisinhas que só nós sabíamos bem.
Tia e sobrinha, mãe e filha, não era assim? Mãe, porque você é fruto de um pedaço maior de mim. Como você falava: "Mãe do coração".
Sei que me ouve, sei que não duvidava do meu amor. Afinal, amor é demonstrado com pequenos gestos, não é?
Neste bate-papo simples, venho te falar que nada, nem ninguém, pode tirar de nós esta força chamada amor.
Menina, você sabe o que deixou comigo? Você sabe da certeza que tenho da magnitude do Pai Maior?
Então, neste papinho com você, quero lembrar daquele sorriso quando eu falava: "Linda, igual à tia!" rsrsrs... Estou repetindo, né?
Como todos que amamos, às vezes queremos seguir antes, temos que respeitar e a tia respeita. Respeito pela vontade do Pai Maior.
Neste bate-papo leve e sem cobranças – porque o amor não julga –, a tia fala pra você!!! Sua linda.
Vai!!! Vá na luz! Você quis voltar pra casa. Eu, chorando um pouquinho, e ao mesmo tempo, vem o consolo, porque, quando Deus quiser, também vou voltar, e a gente vai se encontrar.
Deus te abençoe! Te amo eternamente, sua tia-mãe Rosania Rica Almada."
Eu levo em meu coração bons sentimentos, minha história é repleta de altos e baixos como de muita gente, mas o que guardo em mim são memórias que me fizeram evoluir e me tornar quem eu sou.
Frase de Islene Souza
