Poema Menino

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Passas,
indiferente, não me diriges o olhar.
Como posso esquecer teu sorriso menino,
Teus lábios tocando aos meus,
A paixão que nos envolvia,
Como posso esquecer nossas noites,
nossas aventuras, o corpo vibrando de prazer...
Agora a vida não tem mais sentido,
Estou solta pelo mundo,
Esperando pela vida,
Por ti que me queres fazes sofrer,
Domina-te e não me faças morrer,
Só quero te amar, ser feliz e viver...

MABUJES




No deserto quando eu era menino
Uma voz bem ao longe sussurrava
Que a verdade não estava no destino
Mas em cada passo que eu dava.


Cresci sobre dunas de areia
Aprendi com a observação
Segui a luz que clareia
Na candeia da intuição.


Vi homens brigando por certezas
Que julgavam ser a única verdade
E outros chorando de tristeza
Por terem confiado em falsidades.


Não estão no fim da jornada
As respostas que tanto procuro
Elas estão nas várias pegadas
Que deixo nos longos percursos.


E a voz que me chama
É o outro eu que reside
No âmago das entranhas
Que minha mente não atinge.


Vi impérios desmoronarem
E o poder deixar os poderosos
Vi pessoas se digladiarem
Por conceitos religiosos.


Servi sem esperar recompensas
Ouvi opiniões contraditórias
Aprendi sobre os pais das crenças
E sobre personagens da história.


Mas foi no templo do silêncio
Que encontrei as respostas
Aos muitos questionamentos
Que pesavam em minhas costas.


A luz que o peregrino
Anseia encontrar
Só estará no destino
Se lá ele a colocar.


O viajante que junta azeite
Nos trajetos que permeia
No destino encontra deleite
Ao ver brilhar sua candeia.

Limpe o vidro do espelho
Até que ele consiga
Revelar o ser mais belo
Que seu interior abriga.


E caso ele se quebre
Não interrompa a viagem
Porque o que ele reflete
Vai além da sua imagem.


Ele exibe o outro eu
Que sua essência ilumina
E que o liga a Deus
Por ser centelha divina.


Não no fim, mas no caminho
Está a chance de redenção
Para quem nos pergaminhos
Anota sua evolução.


Se a noite roubar as cores
Das flores que você plantou
Deixe o sol devolver às flores
As cores que a noite roubou.


Seja guia e inspiração
Para quem caminha a esmo
Porque no fundo todos são
Peregrinos de si mesmos.


Eduardo de Paula Barreto
02/04/2026

O MENINO QUE NÃO ME VÊ


Nos corredores da escola, ele passa, sorriso solto, voz que abraça.
Faz piadas sem graça,
mesmo assim, eu acho graça.


Seu cheiro é vento, seu olhar é mar
e eu me afogo sem ninguém notar,
mas ele nem tenta reparar...


Ele fala das meninas, do beijo na festa,
eu rio, finjo festa.
Por dentro, uma guerra:
como posso amar quem nunca me amará?


Tento apagá-lo de cada pensamento,
mas ele volta como o vento.

Vários talentos naturalmente reunidos em uma pessoa incomparável, inesquecível, que desde menino já mostrava que havia vindo para este mundo para ser de fato surpreendente, de um jeito único, certamente, admirável, em diversas vertentes para diversos tipos de público

Os seus passos e o seu canto juntavam com maestria o lúdico com as suas músicas e assim, o palco logo era transformado em um lugar mágico, numa soma hipnotizante, cercado por sentimos profundos, corações acelerados por um entusiasmo fortemente contagiante, bastava um instante para ser memorável

Tão aclamado, aplaudido e inevitavelmente marcante que a sua partida foi muito lamentável, mas não resultou na sua ausência definitiva, pois ele permanece cada vez mais vivo, bem representado, querido, então a sua história continua, não ficou no passado, o seu sucesso perdura, o Rei do Pop segue com o seu reinado.

Menino… bom menino.

Você foi usado, humilhado, machucado, abusado, quebrado e, por fim, descartado.

Que Deus, em Sua infinita misericórdia, cubra você com luz dourada.
Que o amor eterno e a felicidade plena sejam agora o seu lar.

A saudade permanece.
Mas o seu nome, em alto e firme tom, clamamos por justiça.
E esse clamor continuará ecoando, provando o quanto você foi — e é — grande.

Milhões o viram nas telas.
Sob o seu brilho, não apenas na China, mas de norte a sul do mundo, você apareceu, foi conhecido e permanece vivo na memória de todos.
O mundo ainda o vê, ainda aprecia a sua voz, ainda admira a sua atuação.
Isso não morrerá.

Justiça. Sim, justiça.

Sinto que todos nós — aqueles que te amam — negligenciamos os sinais.
Eles estavam ali, explícitos.
E, mais uma vez, perdemos um ser de coração puro.
Perdemos para vermes, escrotos, monstros sem alma.

Deixamos passar.
Não percebemos, mesmo quando os pedidos de socorro estavam ali, expostos ao vivo para o mundo, nas suas próprias mãos.

Você estava nas mãos de monstros.
Perdoe-nos pela nossa negligência.
Mas a justiça será feita.

Justiça para o menino-homem.
Justiça para Yu Menglong.

Entre Órion e a Saudade

Eu o via como um menino,
daqueles que não querem crescer.
Carinhoso, um Peter Pan.

Ele prometeu me mostrar a constelação de Órion,
visível a olho nu — um presente do universo.

Certo dia, disse-me que, quando a saudade chegasse
e a noite estivesse em prantos,
bastaria eu fechar os olhos
para que o manto negro surgisse.

Mas que eu não me preocupasse,
pois logo a claridade apareceria,
com estrelas brilhantes e felizes.

E do nada deixei você se aproximar de mim,
com aquele jeitinho de menino inocente,
invadiu meu coração e tocou em minha alma.
Hoje tenho apenas as marcas da decepção,
da dor, de um coração que se deu por completo
para alguém que não sabia amar.

Demétrio Sena- Magé

Senhora marcada
pelo destino;
quero ser seu menino...
sem hora marcada.
...

Respeite autorias. É lei

A verdadeira beleza
Em todas as estações é Cristo.
Jesus menino era belo, peregrino
Nasceu da viagem; fez-se caminho.


Da experiência de nascer.
Brilhou o mundo.
Da experiência de morrer
Nasceu a vida!

Um Jesus humano.
Deus-homem
Que viveu a beleza
Do ordinário
-
A eternidade
de menino
a vontade do pai
foi seu alimento


o vento lírico
e as folhas de orvalho
o seu poema


fez dos lírios
canção
e do chão
história
ele é
Cristo

“E o menino, quando vem?”

Vocês já pararam para pensar que existem mulheres que escolhem não ter filhos?
Outras que não podem.
Há quem tente e não consiga.
Há quem tenha outros sonhos, outros planos, outras prioridades.
Há mulheres que congelam óvulos, que enfrentam limitações de saúde a sós ou no casal, ou que ainda não encontraram um ambiente seguro emocional, financeiro ou afetivo para gestar.

Convivo diariamente com mulheres das mais diversas realidades.

Recentemente, acompanhei simultaneamente três histórias: uma mãe celebrando a chegada prematura do seu filho; outra enfrentando a dor da perda gestacional; e mais uma transbordando felicidade com seu bebê nos braços.

E então me perguntei: será que as perguntas que fazemos são convenientes diante de realidades que desconhecemos?

Nem toda pergunta precisa ser feita, e muitos comentários podem ser evitados.
Às vezes, o silêncio acolhe mais.
Às vezes, um sorriso basta.
E quase sempre, o respeito é a forma mais bonita de cuidado.

Quem sou eu?


Eu sou aquele menino que quando tinha apenas cinco anos quando perdeu o pai e quando tinha sete anos 99% dos colegas de classes não queria fazer dupla comigo e quando completei treze anos estava desistindo de estudar e que no certo dia tive que mentir para um professor em tão esse sou eu um pouco feliz e um pouco triste.

No berço da Judeia nasceu,
um menino de olhar sereno,
trazendo ao mundo a promessa
de que o amor é o caminho pleno.


Belém repousa em terras feridas,
onde povos clamam por liberdade,
mas a voz suave ainda ecoa:
“Que a paz esteja em vossa verdade.”


Assalamu alaykum, Shalom,
palavras irmãs que se entrelaçam,
como rios que correm ao mar,
buscando o mesmo horizonte que abraçam.


Homens erguem muros e espadas,
chamam o próximo de inimigo,
mas esquecem que o Criador
não fez fronteiras no coração amigo.


O verdadeiro terror é o ódio,
que cega olhos e endurece mãos,
mas a luz divina insiste em brilhar
na esperança que une as nações.

⁠Te amo, menino.
Botou a mala nas costas e se foi
Nos bolsos, somente os bolsos
Na mente os planos valentes
Medo? Quantos!
Ficar seria concordar
Se acovardar, teria sido a morte
Misturei as lágrimas, me soltei dos meus abraços, abri as asas e saltei.
Não sei por quanto tempo
Nem sei por onde andei, de tanto que andei
Me ajudei e ajudei desconhecidos.
Apaguei as memórias e arrebentei os conceitos do poder das indiferenças nas diferenças
Onde e quando cheguei nem importa.
as cicatrizes se moldaram na pele e as rudezas das palavras arrancaram pedaços, mas não detiveram a restauração do meu destino. Ivo Terra Mattos

Haicai de Natal


É noite de paz e alegria
Nasce o Menino Jesus
No céu resplandece uma luz


24/12/25

25/12/25


Caminhos de luz



É Natal
É o nascimento do Menino Jesus
É para a vida, um novo olhar
É seguir caminhos de luz

— Olhar de Vidro: Uma Jornada de Descoberta no Jardim Botânico
Rafa é um menino que enxerga a natureza de forma técnica e distante, como algo a ser estudado e analisado. Durante um passeio escolar, ele conhece Raione, um menino indígena que o convida a olhar o mundo com mais sensibilidade. Ao observar pequenos detalhes da vida natural, Rafa aprende que a verdadeira riqueza da natureza não está em dominá-la, mas em respeitá-la e cuidar dela. Essa experiência transforma seu jeito de ver o mundo, despertando nele empatia e conexão com a vida ao seu redor.
Essência da história: aprender a sentir a natureza é tão importante quanto entendê-la. 🌿

"Por que caminhas a esmo, jovem menino? A quem procuras? Vejo em ti uma centelha de luz, mas vejo também uma vontade avassaladora de ser ouvido, de ser protegido, de ser alguém, ainda que tão jovem. Por qual razão derramas tuas lágrimas? Roga pelo acolhimento de tua mãe, és dela e ela é tua. O colo materno é o refúgio mais caloroso que existe, um abraço seu é capaz de arrancar-te de tua perturbada noosfera e te entregar, ainda que por um breve instante, à mais pura tranquilidade, resgatando-te dos martírios de uma existência amargurada.


Como dizes? O que sussurraste? Não te sentes seguro ao lado dela? Não podes confiar no seu abraço? Mas ela é tua mãe, e as mães são perfeitas... Não são?


Pobre alma. Venha ao meu encontro. Percebi que não tiveste a sorte do resto do mundo, notei que vieste até aqui e aqui permaneces completamente só. Compreendi que maldito seja aquele que moldou a droga, e malditos sejam o ego e o orgulho que constroem uma vida miserável. Vem a mim, jovem alma, e eu te servirei de escudo contra a desgraça que consome a tua vida."


- Emanuel Horácio

Dentro de mim ainda vive aquele menino ferido, o mesmo que um dia caiu de uma cachoeira, lançado contra a água gélida como se o mundo tivesse decidido testá-lo cedo demais. Eu ainda posso senti-lo atravessando o ar por um instante eterno, o silêncio antes do impacto, e depois… o choque brutal contra o frio, contra a pedra, contra a realidade dura do pedregal que não teve piedade. Durante muito tempo, tentei esquecer essa queda. Tentei agir como se levantar fosse suficiente, como se seguir em frente apagasse o que ficou cravado na pele e na alma. Mas a verdade é que ele nunca saiu de lá completamente… uma parte dele ficou presa naquele instante, molhada, tremendo, assustada, esperando que alguém voltasse. Hoje, eu volto. Hoje, eu desço até aquele lugar dentro de mim onde a água ainda é fria e o eco da queda ainda ressoa. E eu o abraço. Abraço com o calor que faltou naquele momento congelado, com a firmeza que o mundo não ofereceu quando ele se chocou contra a dureza da vida. Seguro aquele menino como quem resgata algo sagrado das profundezas, não para apagar a dor, mas para finalmente dizer: eu estou aqui agora… você não está mais sozinho. E então eu entendo. Ele nunca foi fraqueza. Ele foi o impacto que não destruiu, foi o corpo pequeno que resistiu à correnteza, foi o coração que, mesmo assustado, continuou batendo contra o frio, contra a pedra, contra tudo. Ele foi sobrevivência. E agora, ao invés de fugir daquela queda, eu a transformo em reencontro.
Permaneço com ele, no meio da água gelada, sobre as pedras irregulares da memória, até que o frio já não machuque como antes, até que o tremor se torne apenas lembrança, não mais prisão. Porque aprendi, da forma mais crua e mais verdadeira, que ninguém merece mais o meu amor do que aquele menino que caiu… e mesmo assim, não se perdeu de mim.


- Tiago Scheimann

O menino que cresceu sem colo não precisa aprender a construir muros. Ele precisa aprender que o colo não é um lugar que se perde. É um lugar que se encontra. E quando ele encontrar o colo de d'Ela, talvez ele descubra que a vida nunca o deixou completamente. Ela apenas o ensinou a procurar o amor com as mãos. Agora, ele precisa aprender a procurá-lo com o coração.


... coisas sobre Ele