Poema Menino

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É que o tempo, esse menino desvairado
que corre no quintal da minha casa,
foi chegando, foi chegando, chegando,
e com ele vieram tantas coisas:
cabelos que foram ficando brancos,
por que não dizer platinados,
rugas que apareceram no canto dos olhos
de tanto que eu sorri na vida,
mãos enrugadas
de todas as vezes que as usei
para escrever minha lida.

Hoje eu me olho no espelho,
talvez os meus olhos ainda não consigam ver
como deveriam,
porque quando eu me olho
eu ainda me vejo tão menina
quanto esse tempo que corre pela vida,
uma menina querendo encontrar paz
e ser feliz.

Mas eu já sou,
nada me falta,
nem amor.

Nildinha Freitas

Redemoinho


O homem nasce menino
na planície verde e monótona,
onde o tempo mastiga devagar
os ossos das horas.

Tudo é pacato.
Tudo é árido.
O horizonte não traz ameaças.

Então chega o dia
em que ele se confronta com o furacão.
O tufão do Atlântico e do Pacífico,
carregado de cores, ruídos, promessas,
vidas demais até para mil existências.

O giro tempestuoso desloca o mundo.
Arranca o que era chão.
Semeia o que já nasce morto.

Nada permanece.
As coisas não amadurecem,
apenas surgem
e se dissolvem
sem parto
e sem luto.

O homem-menino abre os braços.
Quer o clarão,
quer o excesso,
quer o impossível.

E o redemoinho o aceita.

Engole seus sonhos frágeis,
mistura artefatos, rostos, desejos
em uma nuvem de poeira disforme.

Agora é homem.
O menino ficou para trás
como um retrato esquecido na estante,
como letras gravadas na velha árvore.

Está no olho do furacão.
Silêncio dentro.
Caos ao redor.

Já não acompanha o giro.
A mudança o ultrapassa
como um trem que não para em nenhuma estação.

Olha ao longe
as pradarias de onde veio.
Vinhas imaginárias.
Um tempo sem gritos.
Um tempo sem pressa.

Mas descer já não é gesto.
É amputação.

Ele tornou-se o próprio vento
que o desfaz.

A cada segundo
um pouco menos sólido,
um pouco mais vapor.

Ao homem sempre restará
esse vício antigo:

abandonar o simples
e, tarde demais,
implorar pela simplicidade.

O menino e o furacão


Diziam, em silêncio:


"É só uma criança com atraso…
lá no fundo da sala,
com uma folha branca nas mãos."


Eu sei — é o que todos pensam,
mas não dizem.


Estão mais preocupados em embelezar os títulos da deficiência do que em trabalhar,
na prática, a inclusão.


Decoram nomes,
enfeitam diagnósticos,
mas esquecem do essencial:
ver.


Eu nunca tive alunos,
e sim histórias com nome:
Antônio. Bernardo. Daniel. Fernanda. Gabriela…
cada um era único — uma pessoa, uma personalidade, uma habilidade,


mesmo quando o mundo insistia em reduzi-los.


E ele…


O menino da cadeira de rodas,
de movimentos curtos, quase ausentes,
fazia desenhos incríveis que ninguém via —
porque queria a perfeição
e, quando não saía em total sintonia,
por cima do desenho criava um furacão.


Rasgava o próprio céu,
girava sobre o que tinha criado,
cobria tudo —
como se dissesse, sem voz:
“Se não for inteiro, ninguém vai ver.”


E ninguém via mesmo.


Mas eu vi — vi além.


Tentei falar, e ninguém se importou…


Para que dar trabalho,
se ele já estava quieto, ocupado,
com uma folha na mão?


Era apenas um estágio.


E, no fim do dia, havia sempre duas almas frustradas:


A dele —
gritando por reconhecimento.


E a minha —
aprendendo o peso de não ser ouvida.

Eu menino

Eu menino no teu riso incontido
Me sentindo agora tão perdido,
Que faço dos meus dias sem ti
Nos caminhos desta vida?... Tão perdido!

Queria eu ter me apaixonado por você,
O tempo te levaria como veio...
Mas despertou-me o amor incandescente
Feito chama flamejante em fogo ardente.

Laços e abraços esquecidos,
Olhos nos olhares perdidos,
Quem me trouxe aos teus abraços
Não nos deixastes seguir um só caminho.

Para traz a saudade,
Hoje, a solidão...
Amanhã ou depois,
Quem sabe? O teu coração...

Edney Valentim Araújo

E se fosse ele? O menino Jesus invisível na porta que você fechou.


Benê Morais
⁠

Se aquele menino descalço, na porta que você fechou, fosse o Menino Jesus...


Benê Morais
⁠

O Menino Jesus vive há 2025 anos, e você ousa pensar que tudo acabou só porque passa por tribulações? Levanta-te, criatura de Deus, desengaveta a tua fé e celebra o Natal.


Benê Morais
⁠

Depois da Escuridão



Ele não nasceu herói,
nasceu menino marcado,
com o peso do mundo nos ombros
e o silêncio do medo guardado.


Entre sirenes e lágrimas antigas,
aprendeu que a dor não escolhe endereço,
que a cidade ensina cedo demais
o valor e o preço do próprio tropeço.


Quando o erro queimou como raio na pele,
ele quase acreditou que era o fim,
mas descobriu que caráter não é queda —
é levantar mesmo quando tudo diz “sim” para desistir.


E assim virou choque no sistema,
não por força, mas por decisão:
porque não é o erro que molda o homem —
é o que ele faz depois da escuridão.

Filho ( Pai de Menino )


Filho…
é no teu riso que eu encontro
o começo de tudo,
como se o mundo tivesse
sido criado de novo
toda vez que teus olhos
me procuram.


Ser pai de menino
é aprender a ser forte
sem deixar de ser abrigo,
é ensinar o caminho,
mas também caminhar junto,
mesmo quando a estrada ainda
nem existe.


Em tuas mãos pequenas
eu vejo sonhos que ainda
nem sabem o próprio nome,
e prometo, em silêncio,
ser teu escudo e teu chão,
quando o mundo tentar
ser grande demais pra você.


Meu filho…
se um dia te faltar coragem,
lembra de mim,
porque em cada parte tua,
eu deixei um pedaço meu
— pra você nunca esquecer
que é amado.

O Menino Homem

Então, aquele menino homem subiu em seu cavalinho de cabo de vassoura, colocou o chapéu de guerreiro, feito de jornal, empunhou sua espada imaginária e partiu para sua batalha final.

Só que, desta vez, a batalha já não era de fantasia.

O confronto contra o monstro foi cruel, feroz e traiçoeiro. Uma batalha longa, dolorida e difícil. Ele lutou como sempre havia lutado: com coragem, esperança e a espada imaginária nas mãos.

Mas, infelizmente, o monstro venceu.

Hoje, já não há mais o menino homem.

Ele cavalga por outros planos, talvez ainda montado em seu cavalinho de cabo de vassoura, com seu chapéu de jornal e sua espada imaginária, pronto para enfrentar novas batalhas.

Fica para nós a lembrança daquele menino que, um dia, acreditou que podia vencer todos os monstros.

Adeus, menino homem.

Lembranças de um tempo que não volta.

O menino Ney deve estar com vergonha! Não serve nem para mito! Messi, com 39 anos, é artilheiro da Copa! Lenda do futebol!


⁠

Beijos vazios
Corações ausentes.
E quem, quem é que sente??
O menino que não quer demonstrar nada
Ou a guria que não quer ser a emocionada.
É muita preocupação,
Pra uma vida que vai em vão.

Porque um menino nos nasceu,
um filho nos foi dado,
e o governo está sobre os seus ombros.
E ele será chamado
Maravilhoso Conselheiro, Deus Podero­so,
Pai Eterno, Príncipe da Paz.

Bíblia Sagrada
Isaías 9:6.

Haicai de Natal


É noite de paz e alegria
Nasce o Menino Jesus
No céu resplandece uma luz


24/12/25

25/12/25


Caminhos de luz



É Natal
É o nascimento do Menino Jesus
É para a vida, um novo olhar
É seguir caminhos de luz

Vários talentos naturalmente reunidos em uma pessoa incomparável, inesquecível, que desde menino já mostrava que havia vindo para este mundo para ser de fato surpreendente, de um jeito único, certamente, admirável, em diversas vertentes para diversos tipos de público

Os seus passos e o seu canto juntavam com maestria o lúdico com as suas músicas e assim, o palco logo era transformado em um lugar mágico, numa soma hipnotizante, cercado por sentimos profundos, corações acelerados por um entusiasmo fortemente contagiante, bastava um instante para ser memorável

Tão aclamado, aplaudido e inevitavelmente marcante que a sua partida foi muito lamentável, mas não resultou na sua ausência definitiva, pois ele permanece cada vez mais vivo, bem representado, querido, então a sua história continua, não ficou no passado, o seu sucesso perdura, o Rei do Pop segue com o seu reinado.

A menina do Pátio


Eu era apenas um menino pequeno,
Com um sentimento
que não sabia explicar,
Ela passava e, sem dizer nada,
Fazia meu coração disparar.


Até que um dia, entre risos e brinquedos,
Meu amigo disse:
“Olha quem vem lá”,
E naquele instante,
sem pensar no medo,
Meu coração decidiu se declarar.


Fiquei na ponta dos pés, tão baixinho,
E roubei um beijo antes de pensar,
Depois corri, levando meu amigo,
Como quem tinha medo de se apaixonar.


Fui brincar,
esperando vê-la novamente,
Mas ela não apareceu para me encontrar,
E quando a vida nos colocou frente a frente, Aquele pequeno amor voltou a despertar.

O tempo é um menino debochado
que tem a façanha de passar levando certos pesos,
Colocando certas coisas no lugar.

O amor é um menino enxerido,
E o coração oferecido.
Desconhece suas travessuras.

Já fui menino
Andando de braços abertos
Em cima de muros altos
Avesso a qualquer redoma
Incauto e descalço
Um gênio sincero
À espera ingênua
da imensa luz que dissipasse as sombras
E somasse sempre aos sonhos
Desenlaces concretos
Menino inquieto
Que um dia caiu de nuvens
Levantou-se
E sem chorar foi seguindo a vida
Alheio às coisas do mundo
Crédulo e feliz
A cada nova jura
Num tempo que não jura nada
Mas cumpre
A cada ameaça que porventura
Tenha vindo acompanhada de sorrisos
Sou menino perdido ainda
Atrasado na tarefa de crescer
Prefiro morrer assim
Não quero que digam no final
Que eu tenha sido igual a eles.

Edson Ricardo Paiva.