Poema Lembrança e Memória
Se não quiser que mágoas, dores e medos antigos subam à superfície transparente da memória, não agite as suas águas.
A escuridão que carregamos em vida se dissolve quando percebemos que, na memória dos outros, somos a luz que nunca se apaga
A memória transgride, mas o coração é um abrigo quase estático, e ainda que minha mente te esqueça, tu estarás imortalizado, vivendo em minhas emoções.
Há vezes em que não quero pensar certas coisas, mas elas não saem da memória. Há vezes que quero lembrar algo, mas, não consigo. Houve vezes em que tentei esquecer momentos, apesar de não querer deslembrá-los. E houve tempo perdido, nos quais queria esquecer pessoas que estavam em meu coração.
Minha memória é péssima propositalmente. É isso mesmo. Sou eu que escolho os fatos a serem apagados, as lembranças a serem esquecidas e as pessoas a serem eliminadas do meu coração. Tudo aquilo que foi morno, que foi mais ou menos, que não foi bom, é excluído sem dó. Não carrego fardos desnecessários. Escolhi caminhar com passos leves, olhar radiante, coração tranquilo e alma serena. Por isso estou sempre pronta para saltar nas asas do amor.
Mas essa é a coisa complicada, a memória de ninguém é perfeita ou completa. Nós confundimos as coisas. Perdemos a noção do tempo. Estamos em um lugar e em outro. E tudo parece um longo e inescapável momento. É como minha mãe costumava dizer: o carrossel nunca para de girar.
Dizem que podemos reprimir nossas memórias. Eu me pergunto se estamos apenas mantendo-as a salvo em algum lugar. Porque não importa o quão dolorosas elas são, são as posses mais valiosas. Nossas vidas são construídas tanto nos nossos erros quanto nos acertos. Elas nos fazem quem somos.”
A verdade é que por mais que a gente tente, nossa memória nunca será capaz de apagar os episódios ruins que acontecem ao longo da vida e quando você menos espera tudo volta à tona como um incêndio mal apagado!
Existem alguns momentos que deveriam ser eternizados não apenas na memória, mas em algum lugar onde se pudesse visitar e reviver estes momentos.
Fazer memória a quem Deus recolheu em seus braços é prestar honra à criação divina, a vida que se eterniza nos braços de seu criador... Façamos menção sim, daqueles que deixaram suas marcas de amor. Igor Brito Leão
E num cantinho colorido estou eu sorrindo e aplaudindo: Viva o pensador, viva. Viva a sua memória, viva. ( Pois eu sou a boa lembrança e estou bem guardado em qualquer parte do seu coração).
E às vezes exigo minha nitidez a tona. (Pois sou eu a má lembrança que vagueia no fundo da sua memória e te faço refletir como nos tempos de outrora).
Uma memória só se transforma em saudade quando a dor de não podermos mais vivê-la passa e nós conseguimos lembrar dela sem sofrer.
Hoje te despeço de mim, retiro de mim a memória daquela que um dia já foi meu amor. Despeço de mim o que um dia foi, apago o que é e jogo fora o que poderia ser, eu não quero mais você. Me permito passar dias sem lembrar de ti, hoje estou bem assim.
E com isso fico feliz, pois finalmente poderei eu me achar alguém livre. Sem você para sugar minha felicidade, até que tudo se torne infelicidade para trazer o fim. Hoje não, hoje estou fora de mim.
A pele da memória torna-se surpreendentemente sensível ao toque da saudade quando está repleta de sensações voluptuosas.
Dispare o seu Gatilho de Memória, consultando o campo das emoções diante da fauna e da flora; ou deixe que ele acione em questões de frações de segundo quando cometer um deslize intencional com alguém, abrindo nela todos os seus arquivos de raiva, ódio e repúdio, formando as piores lembranças.
Se a memória tem gatilho não deixe que a língua assassine os bons relacionamentos, falando o que não convém às boas lembranças da vida.
Meu físico, cheiros, cores, calor, texturas de coisas, gostos e afins que se fixam na memória ou trazem-na por lembranças, alcançadas por processo físico também, alterando o estado do meu ser nestes prazeres dos sentidos. Sentimentos e emoções lidos ou escritos na memória e entendidos como o não físico, mas ainda que não tocados pelas minhas mãos, da criação à sua consumação, pura natureza física do meu ser, mesmo que apenas memórias, sentimentos e emoções.
