Poema Jardim

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Ela e o Jardim
Ela tinha mãos de cuidado
e um sorriso que abraçava sem dizer palavra.
Amava o jardim
como quem conversa com a vida,
entre ervas, frutos e silêncio.
Faltava uma rosa vermelha…
e mesmo com o corpo cansado,
foi com coragem que ela plantou esperança na terra.
O tempo levou sua presença,
mas não levou seu amor.
Porque um ano depois,
a rosa floresceu —
como ela sempre foi:
forte, bonita
e impossível de esquecer.
O nome dela era Irma.

Jardim das Emoções
Quando Flávia Encontrou Bruna
Na sala havia muitas crianças, vozes, movimentos e descobertas acontecendo ao mesmo tempo.
Algumas delas tinham desafios maiores para se comunicar, para compreender ou para se acalmar.
Nem sempre o adulto conseguia estar em todos os lugares ao mesmo tempo.
Flávia era uma dessas crianças.
Autista e não verbal, começava, aos poucos, a dizer algumas palavras.
Em casa, a mãe se dedicava com amor, reforçando cada conquista, cada som, cada tentativa.
O jardim era agitado.
A turma era grande, e os desafios também.
Não era falta de cuidado — era a realidade.
E foi ali que a inclusão aconteceu de verdade.
Bruna percebeu Flávia.
Entendeu seus gestos, esperou seu tempo, segurou sua mão quando o barulho era demais.
Sem precisar que alguém mandasse, ela ajudava.
Enquanto os adultos organizavam o possível, as crianças faziam o essencial:
cuidavam umas das outras.
Com Bruna por perto, Flávia se sentia mais segura.
Arriscava novos sons, novos olhares, novas tentativas.
Pequenos passos, grandes conquistas.
Flávia não estava sozinha.
Ela tinha uma amiga.
E, naquele espaço cheio de desafios, a amizade também ensinava.
"A inclusão não pode ser feita apenas de boa vontade; ela precisa de profissionais, recursos e políticas públicas reais."
A criança não deve carregar a responsabilidade que é do sistema.
Finalizo minha apresentação com este apelo. A educação inclusiva não pode ser feita apenas de boa vontade; ela precisa de recursos e respeito à diversidade. Que nosso olhar atento se transforme em ação e luta por uma escola verdadeiramente acolhedora e equitativa."

— Olhar de Vidro: Uma Jornada de Descoberta no Jardim Botânico
Rafa é um menino que enxerga a natureza de forma técnica e distante, como algo a ser estudado e analisado. Durante um passeio escolar, ele conhece Raione, um menino indígena que o convida a olhar o mundo com mais sensibilidade. Ao observar pequenos detalhes da vida natural, Rafa aprende que a verdadeira riqueza da natureza não está em dominá-la, mas em respeitá-la e cuidar dela. Essa experiência transforma seu jeito de ver o mundo, despertando nele empatia e conexão com a vida ao seu redor.
Essência da história: aprender a sentir a natureza é tão importante quanto entendê-la. 🌿

Existe uma velha parábola sobre um jardim lindo por fora, cheio de flores coloridas na entrada, mas com as raízes completamente podres por baixo da terra. De longe, impressiona. De perto, desmorona ao primeiro vento forte. O Brasil, muitas vezes, parece exatamente esse jardim.
Na superfície, discursos bonitos, propaganda colorida, promessas de campanha. Mas embaixo da terra, a realidade é outra: violência gratuita tirando vidas todos os dias, como se sangue nas ruas já fosse paisagem normal. Guerras urbanas travadas entre facções enquanto o poder público assiste de longe, fingindo não perceber.
A educação, que deveria ser raiz forte, está sucateada, professores mal pagos tentando florescer em solo seco. A saúde vive eternamente em sala vermelha, emergência constante, sem estrutura para cuidar de quem mais precisa. O judiciário, que deveria julgar com justiça, muitas vezes emperra, decide tarde, protege quem tem poder e esquece quem tem fome.
E ainda assim, mesmo diante desse caos visível e doloroso, uma parte do povo insiste em acreditar que o Brasil tem jeito. Talvez essa teimosia seja exatamente o que sustenta o país de pé: não é o governo que salva, é o povo mesmo que resiste, planta de novo, mesmo sabendo que a colheita ainda está distante.

Observe como está sua casa, suas coisas, seu jardim, está tudo bem arrumado ou tudo desarrumado, sujo largado?
Assim como sua casa, suas coisas, estará sua vida!!!
"NOS TRATAMOS ASSIM COM TRATAMOS NOSSAS COISAS"

Fiz do meu silêncio um jardim de calma,
pois minha paz é prioridade absoluta,
guardo o equilíbrio que protege a alma,
e sigo firme em minha vida, sem questionar quem já se convenceu de que está certo.

A Flor da Bondade.


No jardim sereno da alma,
nasce, em silêncio, a bondade:
uma flor rara e delicada,
que floresce em cada gesto de verdade.


Suas pétalas são feitas de ternura,
seu perfume espalha paz e calor;
floresce ao dar, ao acolher, ao cuidar,
e se fortalece quando oferece amor.


Não precisa de sol o tempo inteiro,
basta um coração disposto a regar;
pois a bondade é uma flor generosa
que, quanto mais se dá, mais volta a desabrochar.


E assim, entre gestos simples e sinceros,
ela transforma caminhos e corações;
porque onde a bondade encontra espaço,
nascem esperança, carinho e novas flores.

Tudo o que eu poderia te dar!


Eu poderia te dar um buquê de flores, mas você merece o jardim inteiro.
Poderia te dar mil joias, mas você merece um diamante roxo — daqueles raros, quase impossíveis de encontrar, porque algumas pessoas também são assim: raras demais para caber em qualquer presente.


Poderia te oferecer coisas caras,
mas te ofereço algo mais caro do que qualquer riqueza: o meu coração.
Não porque ele seja perfeito, mas porque é verdadeiro, e porque, de algum jeito, você conseguiu morar nele sem pedir licença.


Pode até ser clichê dizer que você iluminou partes de mim que já estavam esquecidas no fundo do baú... mas talvez alguns clichês existam porque certas verdades não encontram palavras novas.


Você chegou devagar, quase sem perceber, e foi acendendo pequenas luzes onde eu já tinha me acostumado com o escuro.


E se eu pudesse te dar o mundo,
talvez ainda fosse pouco.
Porque o mundo é enorme,
mas o que você despertou em mim
é maior do que qualquer lugar
que minhas mãos poderiam alcançar.


Então não quero te dar apenas flores,
quero te dar motivos para florescer.
Não quero te dar apenas joias,
quero te lembrar do quanto você é preciosa. Não quero te dar apenas o meu coração, quero te entregar tudo aquilo que existe nele e que, de alguma forma, aprendeu a bater diferente depois de você.


E talvez esse seja o meu presente mais sincero: não aquilo que eu posso comprar para você, mas aquilo que ninguém jamais conseguiria comprar de mim — a parte de mim que, sem perceber, eu descobri que queria dividir com você.

Nem todo jardim está sempre florido.


Há tempo de poda, de chuva e de espera. Cuidar de dentro também é coragem.


"Serás como um jardim regado.'
Isaías 58:11

Decidi regar o meu próprio jardim em vez
de esperar que alguém me traga flores
Anjinha Sensual

Me sinto como um jardim sem flores.
O mais esquisito é que esse jardim já foi florido um dia.
Já teve cores, perfumes e vida.
Mas depois que você se foi, percebi que alguma coisa mudou.
O jardim continua no mesmo lugar,
mas já não é o mesmo.
E talvez o mais difícil não seja olhar para as flores que morreram,
mas lembrar de como era bonito quando elas estavam aqui.

No Médio Vale do Itajaí,
Borboleta é poema
no coração do jardim,
Do jeito que me vê
sou exatamente assim.

O Jardim Secreto da Sua Essencialidade

A viveza de um jardim secreto para aqueles que não sabem amar;
cultivado pelo amor divino.
No seu âmago, uma flora verdejante
e a flor mais bela em destaque
e a luz do sol iluminando as suas pétalas.
Assim descrevo a sua essencialidade,
revestida pela arte da sua natureza —
atração feita de romantismo e intensidade
na composição da bênção que é a sua integridade.

O poeta não me deixou,

ele não é [tolo],

Apenas foi passear

no jardim da eternidade.



Ariano [vive]...,

Um poeta nunca 'morre',

morrer é coisa de humanos;

Os poetas são anjos.



O sertão ele me deixou

como [legado],

Agora sei como arde,

e que o significado de sertão:

- Se entende por saudade.

Não me distraio

Do nosso jardim.

Teço mil enredos,

Sublimes, enfim.

Não me culpo:

O desejo brotou

Bem imponente

Como um lírio.

Talvez seja delírio

Ou, apenas poesia.

Não me importo,

Registro em letras

Para que me leves,

E nunca me deixes.



Camponesa de alma,

E também de corpo,

Você é meu solo,

E eu a tua segurança,

Tenho a esperança

- da semente do amor

Que não desiste

De brotar sereno,

E crescer contente.



Não me distraio de nós,

Jamais!...

Semeio letras puras,

Versos incandescentes

Em busca dos beijos

- intermitentes -

Como um riacho em turbilhão

A tomar conta das pedras

Para amansar o teu coração.

Em pleno jardim
dos amores eternos
Tocando com os dedos
outros universos,
Arquitetando juntos
os nossos doces
enredos nos prevejo
sem nenhum receio:
te guardo em segredo.

Por você me entrego
como um exército
em plena rendição
diante desta paixão
inesperada que não
será preciso dizer nada,
Algo me diz que tens
a certeza que
sou a tua amada,
e que o nosso encontro
só requer o tempo certo.

Porque os meus olhos
irão falar por nós
e tu há de ser o meu
único intérprete,
E a Lua cor de laranja
a testemunha
de quem já se ama
sem nunca ter se
visto neste Ano Novo
que será o amanhã
deste mundo que
dizem que para viver
um amor em paz
não há mais esperança.

Flor da minha ilusão


No mesmo instante que eu te conheci,
no jardim daquela praça,
um pé de planta percebi,
que uma Flor desabrochava...


Me deu um sorriso,
senti pulsar o meu coração,
a cidade parecia um paraíso,
quando toquei sua mão...


Hoje passo na mesma praça,
observo o mesmo pé se planta com emoção,
só vejo folhas mais nada
e meus olhos se perdem na multidão...


Momentos bons passam rápido demais,
mas aqueles guardei na recordação,
aquele instante de paz,
com a Flor da Minha ilusão!

Luminárias De Cachos Verdes

Encontro pela manhã a relva nas folhas do jardim,
Caem frias as águas e o vapor,
E há um passaro em tons de dourado, roxo e preto bebendo na fonte central.

Vi ali parada em um banco uma dama com um broche dourado que segurava sua túnica branca.
Ela escrevia em um pergaminho com uma pena.
A tinta para meu espanto era de sangue de passarinho e alcatrão.
Haviam penas e sangue em volta do pote encostado aos seus pés.

Ela em nem um momento olhou na minha direção quando me aproximei.
Haviam espécies de estrofes de poesia e rúnicas feitas com a tinta,
Ela deslizava com a mão hábil e aparentemente costumeira.

Quando voltei a noite ela ainda estava ali.
Uma taça de vinho ao seu lado e ela ainda escrevia.
Tomei de um pomar de luz um cacho de uva luminária.
Espremi o sumo e a luz no seu copo.
Ela finalmente olhou pra mim com seus olhos de lanterna.
Quando fui puxada em redemoinho para dentro deles.

- Ramile Godon

Noite de domingo


Era noite de domingo,
no meio do jardim,
vi seus lábios sorrindo
e seus olhos olhando pra mim...


Tentei sair,
lutei pra fugir,
confesso que evitei,
mas me apaixonei...


Agora te observo em nossa cama,
feito um anjo dormindo,
me vem na lembrança,
aquela noite de domingo!

*Preparando o jardim*

Chegou a hora.
De enxada na mão e coração em paz.
Vou preparar o jardim
pra receber uma nova flor.

A outra...
foi plantada com água e reza.
Mas não floriu.
Só nasceu espinhos
a ferir dedo,
e furar a esperança.

Vou tirar os espinhos com calma.
Um por um.
Sem raiva.
Só com cuidado de quem aprendeu.

E nesse chão limpo,
vou plantar de novo.
Dessa vez não espero milagre.
Espero tempo, sol,
e flor que queira ficar.
(Saul Beleza)