Poema Infantil de Vinicius de Moraes
FICO ASSIM SEM VOCÊ
Avião sem asa, fogueira sem brasa,
Sou eu assim sem você.
Futebol sem bola
Piu-piu sem Frajola,
Sou eu assim sem você.
Por que é que tem que ser asim?
Se o meu desejo não tem fim.
Eu te quero a todo instante.
Nem mil auto-falantes
Vão poder falar por mim.
Amor sem beijinho.
Buchecha sem Claudinho.
Sou eu assim sem você.
Circo sem palhaço.
Namoro sem abraço.
Sou eu assim sem você.
Tô louco pra te ver chegar.
Tô louco pra te ter nas mãos.
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço.
Que falta no meu coração.
Eu não existo longe de você.
E a solidão é o meu pior castigo.
Eu conto as horas pra poder te ver.
Mas o relógio tá de mal comigo.
Por quê?
Por quê?
Neném sem chupeta.
Romeu sem Julieta.
Sou eu assim sem você.
Carro sem estrada.
Queijo sem goiabada.
Sou eu assim sem você...
Reflexão de uma conversa entre bêbados.🤣
Sim, é comum que as pessoas busquem a paixão intensa e os sentimentos fortes, especialmente quando estamos mais jovens. A paixão pode ser emocionante e envolvente, mas, como você disse, com o tempo, percebemos que o amor verdadeiro é mais profundo e duradouro.
O amor não é apenas uma emoção intensa, mas também uma escolha diária de cuidar, respeitar e aceitar o outro, com todas as suas imperfeições e limitações. É um sentimento que se desenvolve e se aprofunda com o tempo, e que nos permite crescer e nos tornar melhores pessoas.
A benevolência, o carinho e a aceitação são fundamentais para um amor verdadeiro e saudável. É preciso aprender a amar não apenas a ideia de alguém, mas também a realidade da pessoa, com todas as suas falhas e virtudes.
Sua reflexão me lembra de uma citação de Erich Fromm: "O amor não é uma emoção, mas uma atitude, uma escolha, uma decisão de se comprometer com o outro, de se preocupar com o seu bem-estar e de se esforçar para entender e aceitar sua individualidade."
As intenções do coração são chamadas de linhas de conexão. Na verdade você atrai tudo àquilo em que vibra com suas intenções mais íntimas, intenção é o resultado de pensamento com sentimento.
A voce, com carinho - 2
vc é tão doce e tão meiga,
que em um estante me troxe
a a felicidade que sem
conhcer-te não haveria de ser plena
A voce, com carinho
ser rosa todas são,
ser lindas haverão de ser,
flor vermelha que nasce do chão,
a unica da seca mais bela é voce
Se eu já pensei em mudar meu futuro ? Claro que já pensei. Mas ai veio o meu presente e eu desabei.
Se eu já pensei em mudar meu passado ? Claro que já pensei. Mas ai veio meu choro e eu desabei.
Nós temos pouco tempo pra viver e também pouco tempo pra mudar.
Então não há tempo pra errar, vamos pensar antes de vacilar.
A melhor de todas
Não importa se escrevo;
Em papéis velhos ou novos
Com canetas velhas
Ou recém tiradas do plástico
A melhor de todas as minhas poesias
foi, é e sempre será você
E o amor que por ti sinto
Pra ela
Ja foi amada e magoada e
Utiliza o sorriso que me amarra
Li suas fotos eo nao desejo para
Imagina vinho e nos na praia
Aventura da panda e o vira lata.
Toda vez que nasce uma criança, o mundo se enche de luz e esperança!
É uma pequenina flor alegrando o jardim de nossos corações...
Sejamos, então, Bons Jardineiros!
PRA QUANDO ESTIVER COM SAUDADE
Temo a solidão que me habita sem sua companhia, sempre que não te vejo, sinto uma escuridão, uma escuridão sem nome, sem corpo e sem rosto. Feita do mais leve e puro ar, pesada como a gravidade de júpiter, do tamanho da grande muralha de Hércules, cobrindo a coisa mais sensível do mundo, meu coração.
Tal neblina, carregada de tamanha melancolia, é dissipada no momento que escuto tua voz. Essa voz que diz meu nome, a mesma voz que me chama de "amor", é pertencente ao mais belo ser, aquela de que por motivos óbvios não sou merecedor. Ainda me pergunto como essa divindade que é você se misturou e amou uma inferioridade como eu.
Por que com você, horas parecem minutos ? Por que com você me sinto o ser humano mais feliz do mundo ? Que paz é essa que me aparece quando você vem ? Por que prefiro a dor da ferida, do que não ter você comigo ? Essas dúvidas só serão respondidas quando você estiver comigo. Mas você não está aqui agora.
“A Mentira que Contamos a Nós”
Nós, seres humanos, carregamos essa mania de iniciar diálogos buscando um fim — como se o outro existisse apenas para completar o vazio que habita em nós.
Idealizamos presenças, erguemos templos de fantasia, moldamos um ser miraculoso à imagem dos nossos desejos, das nossas carências, das nossas vontades mal resolvidas.
E então a realidade se impõe — fria, densa, indomável.
O outro não é espelho, não é extensão, não é sonho:
é carne viva, é pensamento próprio, é silêncio que não se curva à nossa expectativa.
E nesse instante, o abismo se abre.
Nos assustamos com a diferença, nos frustramos com o real.
Mas o erro nunca esteve no outro — esteve sempre em nós,
no delírio de acreditar que o amor pudesse ser uma invenção particular.
Somos os autores das mentiras que nos confortam,
e as vítimas das verdades que nos libertam.
No fim, resta o espelho, e nele, o reflexo do engano:
a imagem de quem acreditou demais no que criou.
É tão difícil olhar para frente quando o abismo te olha de volta.
Difícil é olhar para dentro — e ver-se sangrando em silêncio,
gritando em ecos que o mundo não ouve.
Há um choro que não cessa,
um grito que não morre,
um dilacerar lento que se repete em cada amanhecer.
E mesmo assim, sigo.
Não disfarço.
Deixo que a dor me atravesse, que me rasgue, que me ensine.
Deixo que o pranto limpe as feridas,
que o grito me devolva à vida.
Porque há beleza no que despedaça,
há verdade no que queima.
E talvez seja só no fundo do abismo
que a alma, enfim, aprenda a respirar.
Quantas mortes cabem em um homem?
Quantas vezes preciso
me congelar por dentro,
silenciar o sangue,
matar versões de mim
para que outra respire?
Há reinícios que não são começos,
são funerais discretos.
Enterros sem caixão,
onde sepulto nomes,
rostos, culpas e promessas quebradas.
Recomeçar não é viver:
é sobreviver ao próprio incêndio.
É virar cinza consciente,
sabendo que a chama não acabou —
apenas mudou de forma.
Toda vez que me mato por dentro,
algo em mim aprende a nascer.
E talvez o verdadeiro milagre
não seja recomeçar do zero,
mas continuar existindo
mesmo depois de tantas mortes.
O esquecimento de nós
A calma que tanto procuramos nos momentos de ansiedade, muitas vezes, está escondida em um abraço.
A importância que insistimos em buscar no outro, talvez precise primeiro ser encontrada dentro de nós.
A abstinência da droga que consumimos, por vezes, revela apenas a urgência de preencher um vazio que sempre esperamos que alguém preencha por nós.
Corremos o mundo em busca de respostas, de afeto, de sentido. Mas, no caminho, esquecemos da pessoa que mais precisa da nossa presença: nós mesmos.
Talvez a maior ausência da nossa vida não seja a do outro, mas a distância que criamos de quem realmente somos.
Escrito por Caio Vinicius dos Santos Costa.
O amor não aprisiona
Como pode alguém achar natural usar a força e a manipulação para destituir o corpo e a psique de quem um dia disse amar?
Como pode tratar um ser humano como se fosse uma posse?
O amor não é domínio. Não é controle. Não é violência disfarçada de cuidado.
Quem ama não destrói a liberdade do outro, não apaga sua identidade, não invade seu corpo, nem aprisiona sua mente.
O amor não causa dor como método, não alimenta a dependência, não humilha, não ameaça e não conduz à morte.
Quando há manipulação, medo, controle e violência, já não estamos falando de amor, mas da tentativa de transformar uma pessoa em propriedade.
Amar é reconhecer a humanidade do outro. É respeitar seus limites, sua autonomia e sua dignidade, mesmo quando isso exige abrir mão do próprio desejo.
Porque ninguém pertence a ninguém.
Escrito por Caio Vinicius dos Santos Costa.
O amor é fluido; o caráter, não.
O amor muda de forma. Às vezes cresce, às vezes diminui, às vezes até chega ao fim. Ele acompanha os movimentos da vida, das escolhas e do tempo.
O caráter, porém, permanece. É ele que revela quem somos quando o amor já não basta, quando surgem os conflitos, as frustrações e as despedidas.
Porque deixar de amar pode acontecer. Mas humilhar, manipular, ferir ou desrespeitar alguém nunca é consequência do fim do amor é reflexo da ausência de caráter.
O amor é fluido. O caráter não.
Tempestade Interior
Mudanças de humor, um turbilhão sem fim
Instabilidade emocional, um coração que não tem paz
Medo de abandono, uma sombra que me segue
Um vazio que dói, um grito que não sai
Agir sem pensar, um impulso que me consome
Comportamento autodestrutivo, um caminho que me destrói
Dificuldade em manter relacionamentos, um laço que se desfaz
Um isolamento que me engufa, um silêncio que me mata
Pensamentos negativos, uma voz que me condena
Distorcido e sombrio, um reflexo que me apanha
Dor crônica, um peso que me oprime
Problemas de sono, um descanso que não vem
Sou uma tempestade, um mar em fúria
Um coração que se debate, uma alma que se perde
Mas a psicologia me mostra um caminho
A terapia é a chave, o refúgio que me acolhe
TCC, TDC, Psicodinâmica, Grupo, um apoio sem igual
Terapia ocupacional, apoio de pares, um laço que não falha
Com a ajuda de um profissional, posso encontrar a paz
E transformar a tempestade em um mar calmo, em um novo aza
A luz do sol brilha novamente, a esperança renasce
E eu, enfim, posso respirar, posso viver, posso ser feliz.
Filosofia/psicologia/poesia
Autor: Caio Vinícius dos Santos costa
Ego, o véu da alma
Perdi-me no labirinto do ego, onde a importância se tornou um véu que cega.
Dados de realidade, como espelhos, refletem a verdade:
o valor que dou ao outro pode não ser o mesmo que ele me dá.
É hora de reavaliar, de recolher a energia dispersa
e investi-la em mim mesmo, no cultivo da minha essência.
Todos os sentimentos são válidos, até o egoísmo,
pois é no autoconhecimento que encontramos a paz.
Não é sobre negar o ego, mas sobre entendê-lo,
para que ele não me defina, mas me sirva.
Investir em si mesmo é o maior ato de amor,
é reconhecer que a minha jornada é única, e que eu sou o suficiente.
Filosofia/psicologia/poesia
Autor: Caio Vinícius dos Santos
Entre Ruínas e Recomeços
Uma vida feita de histórias ruins,
mas sem desistir — eu sigo até o fim.
Quebrar pra curar corpo, mente e alma,
no meio do caos, tentando achar calma.
Onde a história insiste em te destruir,
eu viro o jogo, escolho construir.
Cicatriz vira força, dor vira visão,
do fundo do poço eu faço direção.
Escritor Caio Vinícius Dos Santos Costa
Solidão e Resistência
Desde que nasci, caminho com a solidão ao meu lado.
Vaguei por estradas em busca daquilo que nunca tive,
sofri em silêncio,
guardando dores que ninguém viu.
Aprendi da forma mais dura
a nunca pedir ajuda.
Para mim, ajuda era sinônimo de fraqueza.
Tentei melhorar,
lutei,
permiti a mim mesmo mudar.
Mas não floresci na primeira tentativa.
Quando falei, me decepcionei.
Ainda assim,
de cada queda eu me levantei.
E entre todas as lições que a vida me deu,
aprendi que o amor que realmente permanece,
o amor que vale a pena cultivar,
é o amor-próprio.
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