Poema Infantil de Vinicius de Moraes
Eludir-se
Das vinhas enraizadas
Corria o sangue,
fruto do pecado original,
Sangue corruptível e devasso.
Na gestação, concebeu discursos,
Justificando os vis atos
A seu modo apologético.
Das causas semeou,
Das consequências colheu
Perenes infortúnios.
Baldado o coletivo,
apelava à autocomiseração.
De si lograria, ao menos,
nem que ínfima simpatia.
O paraíso não está aqui.
Conflituosa escrita
Seguro em minhas mãos um cilindro afunilado vermelho. Com ele percorro as alvas páginas listradas de um diário anônimo, lançando mão de palavras alvejadas de valor. Seu comprimento se estende para além do alcance de minha mão, embora metade do corpo cilíndrico afigura-se circundado por esta, cuja pegada firme não é possível testemunhar, salvo os momentos de afetada intencionalidade: o montante que permanece da vontade subjugada pela mente, que flui sob luz de pensamentos descomedidos.
Flor de lótus
Envolto por uma redoma percebo estar.
Refratam-se os raios de luz que,
ao tocar a borda,
se voltam para os materialistas que aqui vivem,
e cuja visão meu espírito deixou-se apegar,
pois, contrário ao que era aparente,
não havia livre arbítrio, e eles sabiam,
pois assim o desejavam.
Tudo isso, que jaz dentro da redoma,
me acorrenta, iludindo-me,
mas algo me transcende, mesquinho tempo,
para fora dessas paredes cristalinas,
cingindo-me de sensações estranhas,
das quais não me é possível nomear
nem apreender pelos sentidos.
Tudo isso, que jaz dentro da redoma,
turva minha visão, desnorteia-me,
como uma flor de lótus,
mas em guarda me ponho,
ávido por mais uma vez
pôr os pés naquele mundo das ideias,
pois apenas lá meu espírito edifica-se
e permite-se enxergar
aquilo que de belo nunca pôde ver.
Da caverna quero sair,
em busca da verdade.
Compasso
Vasculho pelo lago
traços de meu reflexo que,
Malgrado o aparente nada,
Trepidam,
como que conscientes
de um Primeiro Motor que,
a cada compasso,
conduz o nosso comportamento,
conquanto pensemos estar livres.
Ô cólera
Por que razão te compraz sentir tanto ódio?
Tão facilmente mergulhas em águas ociosas
perambulando por cenários de descomedida cólera,
onde anseias por justificar,
em meio a razões inóspitas,
o seu ódio infundado.
Deixas, por fim, este caminho sinuoso,
assim como um rio que,
a todo momento,
já não é mais,
pois tudo passa, efêmero que é,
e deixa de ser.
Sensações
Arrebata-me a visão
tonalidades infinitas de cores.
Destas, meus olhos
captam a mais pura essência de sua forma.
Não obstante, os sentidos se cruzam,
como se atrelados uns aos outros estivessem.
Assim, uma visão ou cheiro particular
são passíveis de evocar
memórias esquecidas no tempo,
e dessa forma, nos vemos possuídos
por sensações variadas,
cujo caos não nos permite distingui-las.
Imiscuem-se, por conseguinte,
todos os sentidos possíveis,
reavivando memórias, como se,
ao abrir a janela do quarto,
testemunhássemos o desenrolar
de eventos inteiramente alheios a nós,
revelando-nos memórias de um passado
longínquo e nostálgico.
Eu me amo sabia?
Aprendi por quedas e erros aquietar minha euforia.
Com lágrimas em prantos aprendi a regar meu gramado com alegria.
E na minha vida à despertar uma nova harmonia.
As pessoas que eu queria já não estão mais na mesma sintonia, algumas se afastaram quando viram que à mim eu priorizaria.
Não vou me julgar pelo papel de vida à representar, apesar de tudo possuo ainda motivos a se festejar.
Aos equilíbrios e balanços vou me levantar, com talento e bravura me disciplinar.
A um novo estilo de vida vou me adentrar, e ao papel que a vida deu, cores novas pigmentar.
Isso tudo é predestinado, eu já sabia,
As noites nebulosas frutificam minha coragem e sabedoria.
Aprendi a não me questionar pelo papel da vida, ao saber que mesmo após um rabisco, um aprendizado novo eu tiraria.
Aos balançares e empurrões que levei na vida, voltei a correr neste parque como aquela doce criança que sorria.
o mundo é e sempre será governado por idiotas no momento em que você tenta mudar isso você se torna um também
-william
o universo é uma constante troca de variáveis positivas e negativas, yin yang, que segue um corrente de como o próprio funciona. a liberdade é uma não é constante, porque o universo em si não é uma constante tudo varia de acordo com as variáveis positivas e negativas.
-william V
para um homem possuir o tudo ele tem que possuir o nada e para um homem possuir o nada ele tem que deixar de ter tudo, a riqueza é uma variável não uma constante uma perfeita luta entre positivo e negativo a única constante de tudo é a variável
-william vinicius
a única forma de chegar ao céu é antes cair no inferno e passando pelo mundo maldito sem se corromper. a única forma de ser rico é antes sendo pobre. a única forma de ser feliz é antes sendo triste.
-william vinicius
a falsidade de algumas coisas é tão grande que vence a própria verdade dita se tornando a verdade e deixando a verdade como a mentira, e as pessoas acreditam nessa falsa verdade se tornando de fato verdade, a verdade é relativa doque nos acreditamos que seja o sentido é relativo doque nos acreditamos que seja.
-william vinicius
basta uma inversão dos fatos e você tem uma resposta, se você busca o sentido da vida busque o sentido da morte primeiro e terá ambos a vida e a morte na palma da sua mão.
-william
o amor é uma das coisas mais falsas que existe e ao mesmo tempo a mais bela uma flor com espinhos esse é o amor.
-william
os maiores acertos foram frutos dos erros erros e acertos andam de mãos dadas, da mesma forma que o yin yang.
-william
a medida que crescemos a cor do mundo morre e sobra cinzas que criamos com nossa própria tristeza generalizada da fase adulta a sociedade só que que aceitamos a falta de cor no mundo como se fosse algo normal quando não é
-william
A não afeta B, mas B afeta A, então A afeta sim o B já que B só tomou a ação de afetar o A pela própria existência do A, então quem é a reação o B porque A tomou a ação de existir.
-william
jogar tudo para o auto e ver cair é a melhor liberdade do mundo, o caos generalizado é tão bom quanto a liberdade se você observa como um show.
-william
tem os que servem a um rei, outros que servem a vida e por fim os que servem a si mesmos e não são recompensados.
-william
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