Poema Infantil de Vinicius de Moraes
A alma sangra quando chora. Somente no frio dos extremos polos nasce uma nova aurora. Hoje deixei de lado a razão e me apeguei ao liricismo, quero viver um romance eterno com a vida, pois não existe outro sentido. Grito até que a boca escute os ouvidos, sou a gota da chuva que cai maias nunca acaba, encho mares riacho, rios e lagos, sou a tempestade e a chuva de verão. Nuvem carregada que alivia sua dor, depois eu sumo pra que o sol brilhe, a lua apareça, como pode o universo dentro da cabeça, enuanto na Terra vivemos por dinheiro, vicie-se de outro jeito em outra galáxia do universo, quem é o mais correto? Me livro da escolha que induas a erros e acertos, morrendo.
Estou cansadodesse jogo, quero viver sem ter que acertar, estou preso à escolhas que fiz e faço, se eu tivesse o poder da criação em minhas mãos, destruiria tudo e recomeçaria a vida do zero.
Minha vida é um misto de sensações que sinto e que gostaria de sentir. É angustiante desejar o inalcançável. Muitas vezes a vida é injusta, e justiça existe apenas na mente dos homens, prefiro uma tarde tranquilo onde o amor me inspira, mas na realidade quem da as cartas é o ódio, a ganância, ninguém se respeita se não houver vantagem, prefiro um dia de profundidade, contemplando essências em vez de miragens.
Não crie expectativas, apenas viva, se entregue ao que motiva, se espelhe no reflexo da vida que passa numa estrada de mão única e sem chances de retorno.
Se eu pensasse que o poeta havia armado uma armadilha, eu não iria, mas naquele dia, eu ouviria, era sobre manias, sobre viver o agora sabendo que tudo termina um dia.
Não quero apenas escrever palavras vazias, é sobre escrever palavras que inaltecem a vida, perdemos tempo usando o intelecto pro que foi previsto no veto, sou simples e direto quando do testiculo,
escrevi versos de amor quando joguei fora os de dor, agora que vejo a cor, me inspiro com a flor, observo o brilho da luz natural, que ilumina o dia, que traz a tona a vida, me indignaria se um dia o que eu mais desejasse fosse dizimado, minha alma em frangalhos, não valia cascalhos, mas era mais um macaco no galho.
O problema não é a divergência da minha opinião com a sua, o problema é a falta de respeito que impulsiona ao ataque.
Às vezes, nos armamos contra um inimigo, mas não há inimigo, então nos damos conta que o único inimigo somos nós.
O tempo me amadurece causando danos e ganhos, independência de mim mesmo eu proclamo. Reviso todas as minhas escolhas, o que cada uma resultou, uso a expressão à procura de excelência no próximo ato, necessito que tu me afrontes, preciso de um motivo pra por pra fora a fúria, destravo tudo que impede o sentimento de se expressar. Botei minha cabeça pra pensar, não me resta outro escolha, se não forjar minha própria armadura.
A filosofia é a única capaz de trazer paz em momentos de aflição, tratando o problema pela raiz em vez de procurar uma solução.
Quando ultrapasso a barreira que tanta me impedir, é quando eu cresço compreendendo e me prevenindo do que tenta destruir.
Coloco inimigo na blunt e transtorno em combustível, a vida é mariokart quando passo pela cera de luz eu ligo o nitro.
Um dia vivido é mais um dia perdido. Aniversários são contagem regressiva rumo a sepultura. Se cada indivíduo tivesse noção de como o tempo é precioso, não faria nada, na esperança que o tempo parece antes que tudo se mova.
Trabei batalhas com o amor armado com a razão. Permiti calor e frio, agora sou mais um a preencher o vazio.
Cada momento, mesmo que distante, mantinha nossa alma unificada, e isso produzia-me um êxtase indescritível. Por isso, não arrependo-me de nada.
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