Poema Infantil de Vinicius de Moraes
Nem tudo é o que parece, às vezes nos enganamos pelo que amamos, a manipulação faz parte do cotidiano. Homens e mulheres seguem disputando.
Nunca me senti tão forte, eu só precisava de algo que me impulsionasse, foram momentos de reflexão que eu fiz valer antes que tudo se acabasse. Eu vejo tudo pelo brilho do olhar. A alma nunca mente, quando tenta no futuro colherá. Já tive coleira igual cachorro, hoje livre me movo. Sou o grito que ouço, quantos de nós se envolve com o que consome. Quantos de nós quer apenas o que console. Ninguém tá preocupado com seu sentimento, não adianta chorar, o mundo sempre foi cruel desse jeito. Somos seres insensíveis quando a dor do outro vemos. Cada um está preocupado apenas consigo mesmo.
Mais um dia de insônia, ansiedade em momentos de pressão, tristeza guardada na memória, loop infinito de fracassos e não glórias. Quantos de nós estende a mão pra quem tá no chão? É triste pertencer a um raça que destrói tudo o que é de graça, nos preocupamos com o aumento da renda, não da merenda de quem não come nada. Dizem que se eu disser isso é piada, não dá nada. Nossa sociedade é mais hipócrita que palmas de foca. O coração é só mais um meio de exploração. Não consigo distinguir a realidade da ilusão. É muito entretimento pra pouca informação. Só quero minha dose diária de dopamina. Serotonina que anima minha vida.
Disseram que meu pensamento é negativo, estão certos, por isso me pergunto: “se eles sabem disso, por que continuam mentindo”?
Estou decifrando o enigma, propósito de vida, estigma; nem medalha, nem insígnia. Contração da batida. Bem estar ou fadiga. Quando chega à noite é menos um dia.
Vamos conversar sobre o que importa, sobre as mudanças de rota, ou quando a porta se fecha na cara. Colhi o fruto amargo da falta de amor. Reclamei do calor, agora sinto o frio congelante, retirei um livro da estante, tentei resgatar meu semblante. Se dói, então cante. Se levante, ao menos tente. Se não pode sozinho, então peça ajuda. Se sente sozinho? Então se una. Já cansei de tirar a sorte em uma urna, de fazer escolhas, e no fim fazer nenhuma. Percebo o voo leve da pluma. Enquanto alguns lutam, outros contam os dias. Ainda tenho tempo de curar minhas manias. Só não sei qual o critério que discerne minha vida.
Palavras são travas. O silêncio são asas. É imenso a saudade de casa. De ser acolhido, se sentir escolhido - promovido pelo que tem oferecido. Angústia é o preço de quem tem mentido. Nem sempre é fácil dominar o raciocínio. Usar bem os ouvidos. Conservar o sorriso. Manter o equilíbrio. Explorei meus domínios. Alimentei meus fascínios. Fiz da vida meu quadro. Sagrado é o dicionário. Sábio ou milionário? Quem é visionário? É só provocação, provoca-ção, provoca-a-ação. Cabelo de Sanção. Fugi de distração. Dei voz pro coração!
Me sinto péssimo, meu dia é um décimo, preciso de um centésimo, depois de um milésimo, sem metas é tédio, já tentei remédio, subir no topo do prédio, beber tudo os remédios, somos todos pequenos, sabemos o que queremos, nem sempre é desse jeito, olhares atentos, me refiz desse jeito, aprendiz de perfeito. A tristeza também tem sua beleza, depois do prato principal, ela é sobremesa. Sangue não é framboesa. Tento, mas me encontro na mesma. Vou usar minha cabeça, pra que a paz se estabeleça. Pra que o dia se rejuvenesça, saudade é corrente no pensamento, é recorrente entre o aço e o cimento. Sempre fui desse jeito, se é difícil, me ajeito. É mais do que apenas talento, é a alma ama depois é esquecida no tempo, virei a ampulheta de ponta cabeça, antes quero corpo envelheça, se rejuvenesça. Mesmo que eu peça perdão, terei minha sentença.
Observei os atos do mal intencionado. Ele utiliza técnicas de persuasão, entra em sua vida e retira o que é bom.
O condenado é julgado pelo erro do passado. E paga até que seja perdoado. Mesmo tendo o tempo passado, sempre será cobrado. Alterando a sua imagem perante os que fazem o possível para parecerem perfeitos. Estão ocultando seus erros em prol de uma miragem aos olhos alheios.
Paro o tempo, igual Neo na Matrix, quando os gatilhos disparam. Não preciso desviar, as balas não me atingem, controlo o tempo espaço, faço todas caírem.
Alguns pensam que quero impressionar quando escrevo, mas na verdade, quero me libertar de mim mesmo.
Dizem que pra mudar o mundo é preciso mudar a si mesmo, então eu mudo, pra que o mundo mude com o meu exemplo.
Filósofos buscam em pensamentos complexos meios de decifrar a vida, mas a resposta está no que antecede a escrita, a verdade mora na simplicidade da poesia.
Me expressei na quinta sinfonia de Beethoven, vou gritar bem alto pra ver se Deus me ouve. Minha filosofia é a liberdade de expressão, minha poesia estanca à ferida do meu coração.
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