Poema Infantil de Vinicius de Moraes
Só se sabe quem são seus amigos quando o barco estiver afundando, os falsos serão os primeiros a pular.
Em vez de prisões deveríamos construir clínicas psiquiátricas, a sociedade cria as doenças depois enjaula os doentes para servir de exemplo forçando os demais a se manterem na “sanidade”.
As vezes me desprendo das redes pra lembrar que a vida vai além. Retorno ao que era, necessito do erro pra lembrar das minhas fraquezas, construí fortalezas que prendem meus sentimentos, procuro em argumentos recuperar o que foi com o vento, me livro do tormento de viver pelo sentimento. A vida é jogo, ganha quem entende e está posicionado a frente, mente livre ê aquela que brilha, raciocínio retilíneo, metafísico, respiração transcendental, abolição espiritual, vida cotidiana prisão do astral,vivência de uma vida no mundo carnal, momento bibividos aonde vivência não passa de de lembranças, esperança na vida igual criança, todas as memórias se apagam, momentos se interrogam, vida que se renova, o tempo no mundo é curto e profundo, vivências do reino absoluto.
Pensamentos que me seguem, que me questionam; vida que me pertence, de ti tenho variadas sensações: lembranças que me fazem pensar que já tive uma vida, dilemas que me inserem na mente esquecida. Contei histórias das quais nunca vi; olhei pra dentro e senti aquilo que nunca falei, usei meu direito de me referir para me ferir - sou meu próprio carrasco - líquido de um frasco quase seco, rasgado igual pano de chão, sou a espuma mais a mola do colchão desgastadas pelo tempo, livre pensamento que desdobra momentos que viverei antes da morte me convidar para dançar.
Cansei de ter que me explicar. Tive momentos em que sonhar era minha única fuga, me senti como uma bola de sinuca prestes a ser encaçapada; sorriso em um olhar que me permitia viver; foi na escrita
que comecei a me conhecer, no invisível se encontra a identidade do ser; conselhos de um amigo que se preocupa comigo, lembretes de uma mente que tem se esquecido, viagens as quais nunca teria vivido. Me preocupo comigo quando me preocupo contigo, quando me preocupo com tudo; o todo que me insere em realidade emprestada. Se sou o dono do mundo me tiraram esse direito. Recebi um aviso de dentro do peito, me aceito como um infeliz que responde aos outros que está tudo bem.
Pra que tanta violência por nada? Se partimos sem nada.
Nada nos leva a nada, Pois na vida não sabemos de nada.
Somente Deus sabe o que passei na escuridão da solidão, sofrimento e na dor.
Mas Deus nunca me abandonou. Pois ele é o meu refúgio, alegria e salvação.
Na vida tudo tem um propósito, Se não deu certo é porque não tem que ser.
Mas se deu certo, continue de pé porque a sua vitória chegará .
Em 1352 aC a adoração a Aton pelo faraó Amenófis IV foi o primeiro caso de monoteísmo registrado na história. O faraó abandonou a crença em múltiplos deuses para adorar apenas um, chegando ao ponto de alterar seu nome para Akhenaton (aquele que serve a Aton), este Deus era representado pelo disco solar, se manifestava através dos raios do sol, mas estava além de tudo o que existe. Está crença quase criou uma guerra civil em seu império, durou 20 anos até sua morte, depois disso seu filho Tutancamôn de 9 anos assume o trono, governando até os 19 anos, no seu governo ele abandona à crença em Aton, e retoma a velha crença em Amon e seu panteão de centenas de Deuses, restaurando os templos aos quais seu pai havia destruído, medida essa que visava reestabelecer a ordem do império. Os novos faraós fizeram de tudo para apagar o nome de Akhenaton da história, eles acreditavam que quando o nome de alguém é esquecido a pessoa morre duas vezes.
Criança triste no orfanato, isso não aparece no jornal,
a espera do próximo ato; quem sabe um dia seja resgatado etenha uma família ao seu lado no natal.
Sou papiro queimado em Alexandria. Mente druida que se esvazia, libera dilema extraído de problema. Dês de tempos queo tema não me algema. Gritos que suplicam satisfação.
Pensamentos que flutuam sobre fatos de qualquer ocasião. Fragmento de momento onde vive o pensamento. Verso que nada no raso até submergir no sentido que estou vivendo.Célebres flagelos, elos que me cercam; minha vida se resume a este momento. Solto, envolto; sou personagem nessa história - derrotas e glórias - meu corpo está localizado no planeta. Diários de um cometa. Poção ou receita? Cura ou envenena? Coração no ato, prejudicado pelo acaso. Quem se orienta, se reinventa, tira à venda que ausenta, aparenta. Espírito com luz se alimenta.
Sou de interesse público, tudo que penso vem todo. Questões que tratei no passado, aqui agora tenho pensado, se a vida é esse instante, ele precisa ser sagrado. Se o passado é o que existe, escrevo páginas novas que trazem recados, peixe solto ou no cardume, tem que ser quem se alimente com estrume, fumo quando isso é necessário, dês de tempos, calendário após calendário Cronos tem se alimentado.
Fonte criadora, minha luz inspiradora: olha tudo que fizeste, olhe ao redor tudo aquilo que pensas-te, no corpo está contido o segredo. Olhares sem medo. Deslumbrar o amor a morte. Fragmentar a existência em ocorrências; movimento, pensamento articulado; sentimento, pensamento guardado que pelas brechas tem falado, comentando ano após ano. Tudo instantaneamente vai se apresentando. Dês da traição, Cronos vem se alimentando.
A profecia se cumprindo nos tempos atuais: revistas, jornais, entre os comerciais. Olhe em volta na escolta, a guarda imperial, quem é que se habilita a dizer o que pensa? O que sente por anos guardado, espere o tempo de vida passar pra na velhice perceber a sabedoria de uma vida investida. Perdida?outra vida? Quem é que sabe e se habilita? Procurei respostas e encontrei perguntas. Olhei nas linhas, achei palavras oriundas. Antes da falência se orgulhar da existência. Resistência de quem garante liberdade na estadia. Rebeldia trafega com a alquimia. Olhares que se cruzam em linhas que montam o livro; o arranjo, o anjo e demônio testando o neurônio. Olhares de perversidade de quem viu a vida passar diante de seus olhos e sabe que agora é sua melhor fase. Cada sinal desperta o ocorrido, a algo que se esconde e tem se admitido.
Falar tudo o que tem guardado, o coração rasga e pula do peito quando quem fala éo sentimento. Quem diz é o tempo: a vida seu maior alimento. Quando grito é porque tenho o meu direito. Quem é que me impossibilitará de Deus invocar? Ele se apresenta em cada ato o recado, um aviso a quem tem me observado, um aceno a quem tem se integrado. Olhares que escondem o vazio, a mente diz o que quer: com ela eu me esvazio. Calado, concentrado, lutando com o diabo, aquele que meu reflexo no espelho tem mostrado. Meus pensamentos em cacos; minha vida que se dissemina entre a existência. É tudo parte de um plano. Só quem é sabe. Só nos resta esperar. Talvez essa seja a cobrança, o chamado.
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