Poema Infantil de Vinicius de Moraes
Tudo que tenho por dentro do peito, vem do bombear do sangue que aquece minhas veias; sinto em um instante toda a influência externa do ambiente, sou eu quem possibilita meu caminhar.
Eu quero: educar a ignorância - ensinar o mau a respeitar - o depressivo a sonhar - juntar os rebanhos - limpar os crânios - revisitar onde estamos - fragmentar o que pensamos - contemplar o que façamos - destravar a roleta no espaço - vincular a vírgula com o ponto - sou o próprio óbvio -revestido por acaso - fiz da vida meu lazer - quero viver aquilo que desejo - revejo meus critérios - liberdade vem da mente.
Minha função é a mesma de quem se compromete com a existência além do próprio lucro. Devemos observar este mundo artificial que criamos e entender que ele deve ser ignorado para que possamos pensar no verdadeiro mundo natural, aonde ser tem mais valor do que qualquer objeto criado pelo homem.
Se não for para derrubar o rei, de nada vale a filosofia dos explorados. É simples dizer o que é preciso fazer para melhorar o mundo, falta comprometimento e vergonha na cara de quem cruza os braços.
O ser humano ainda não se deu conta que o dinheiro é a ilusão que prende a mente as correntes ilusórias das imagens que os olhos podem ver.
Acordar para à vida, vai além do corpo físico; é se conscientizar do seu papel no mundo, que vai além de apenas viver sua própria vida. Estamos aqui por um motivo maior, motivo este que irei sondar por toda a eternidade.
O mundo dos homens nos coloca uma faca no pescoço e nos obriga a amar o dinheiro. Quem se habilita à enfrentar é engolido pela onda do mar da ignorância.
Sou água viva observando cardumes em direção a rede. Entre estrelas e cavalos marinhos, procuro sentido na existência do ser que habita tudo que existe nestas águas tempestuosas necessitando de calma. Haveria um sentido a ser seguido, sentido este que tenho perseguido todos os dias da minha vida; já não vejo mais objetivo para à existência, a não ser: descobrir porque ela existe.
Cansei de viver por mim mesmo em uma existência vazia, agora vivo pelo meu verdadeiro corpo que é o universo.
Quebrei as amarras do mundo sensível, tudo o que penso vem do mundo das formas perfeitas. Lá o amor é o maior valor, a matéria uma casca e o objetivo pessoal: a felicidade de todos.
Perdemos todos esses dias vividos sem entender o porque estamos vivos. Criamos uma realidade para passar o tempo. Nosso maior mistério é a nossa maior tarefa.
Se eu pudesse escrever O Livro da Vida, escreveria que as pessoas estão criando consciência de quem realmente são. Perderam a concepção de estarem separados e que os os corpos nada mais são que uma realidade criada pela consciência do Ser.
Tudo neste mundo tem um motivo, este momento vivido é precioso, muito mais do que a mente humana possa imaginar.
A filosofia me levou a questionar Deus que era minha única certeza, fui cético ao ponto de perceber que foi isso que ele quis.
Rompi os limites do incompreensível. Administrei a vida sabiamente; me vi com o ego e ele na minha mão; olhei com os olhos de quem vê a verdade nas entrelinhas: de quem respira o sentimento de clareza, que se derrete no amor da tristeza. Frente a versos a beleza fria e quente de um tom rosado que mostra a beleza da natureza, o sol que toca a atmosfera nessa esfera solitária onde Deus habita no centro da alma.
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