Poema Falado em Lacos de Familia
Coxinha
A Coxinha nasceu
soberana e eu não sabia,
Segundo uma lenda,
a Coxinha foi criada
para o filho da Princesa,
Por amar com ou sem
requeijão não é exagero
dedicar uma poesia
a amada Coxinha com paixão.
Beijinho
Uma travessa de Beijinhos
para te cobrir de carinhos,
Vou te dando um Beijinho
de cada vez para cultivar
o seu amor cortês,
e assim ele vai
crescer a cada mês.
O Bicudinho-do-brejo
é um passarinho romântico
de uma parte do meu Sul
magnífico e poético
em dias com ou sem Céu azul.
Com igual alegria de passarinho
no meu coração resolvi
construir para nós um ninho
feito com amor, carinho
e enfeitado por beijinhos.
O Bicudinho-do-brejo com
a sua persistência inspira
vivendo nos mangues, alagados,
pântanos e capins altos,
segue ensinando que os caminhos
não é e nem nunca serão
o do desânimo e da desistência.
Com o Bicudinho-do-brejo
e seu voo baixinho é possível
se movimentar, ir longe
viver o quê se pode hoje
e seguir amando sempre.
Observando a rota mística
do Bicudinho-do-brejo
aprendi que nem mesmo
o mau tempo pode fazer
com que queiramos menos
e que percamos a fé na vida.
Carne de Sol
Carne de Sol fica
bom em tudo aquilo
que você imaginar,
Carne de Sol tem muita
história para contar,
É poema feito para encantar
o mais fino paladar,
Uma vez que provou
não consegue ficar sem,
Pode ter certeza que tudo
o quê fizer eu vou fazer bem.
Queijo prato servido
na mesa a qualquer
hora ou receita,
É alegria para o paladar
com toda certeza,
Se me der um pedaço
agora faço um sanduíche
até com o poema.
Não importa o tamanho,
a hora, o dia e nem mesmo
o meu estado de espírito,
um pedaço de Bolo de Brigadeiro
feito e oferecido com amor
sempre alimentará
a minha criança interior
com a genuína alegria
do nosso Brasil Brasileiro,
porque é capaz de fazer
do pior momento no momento
perfeito e trazer de volta
o sorriso com aconchego
com jeito e seu doce sabor.
A alegria e a paz foram
sequestradas do povo
da Terra Santa,
Pelas bombas dolosas
lançadas em Gaza,
Não tem como
fingir que não está
acontecendo nada.
Enquanto o mundo
celebra o Natal,
De maneira brutal
os nossos irmãos estão
sendo massacrados,
e há reféns dos dois lados.
Os autores se gabam
publicamente dos crimes
e creem ser filhos da luz,
Na verdade são nada mais
do que nada menos,
homens pequenos
e vulgares filhos da morte.
Sim, os tais filhos da luz
estão a apagar as luzes
do pinheiro, da estrela
e milhares de olhares,
Eles destruíram
até sacros lugares
e ainda ditam leis.
Jerusalém e Belém
encontram restrições,
Os sinos dobram
em muitos corações,
Os poderosos do mundo
continuam nas suas
zonas de acomodações.
Não quero ser fiel
de uma fé subjetiva
rezando por uma mentira,
viver cultivando a ira
e seguir defendendo
uma guerra interminável,
Porque a fé só frutifica
onde for semeada
num solo onde tudo pacifica.
Quem crê nos valores
da vida e tem uma real
fé inscrita na sua alma
combativa só repousa
quando humaniza e reconcilia,
e Deus na sua infinita misericórdia
para quem quer aprender: ensina.
As mãos vão esticadas
na altura dos olhos,
há sombras e jogos;
Recordo o gesto da Lua,
quando decidi ser tua,
a potência dos desafios
e a audácia dos sonhos.
As nuvens insurgentes
encobrem o azul
profundo do Universo,
A brisa da noite
balançando o arvoredo
me faz sentir viva,
e esbanjo expectativa.
O silêncio companheiro
inseparável mima
a previsão com sabres
do Sol rompendo sutis
a escuridão no trajeto,
é para os teus braços
quentes que me projeto.
O barulho dos motores
dos carros na vizinhança
desconcentram o transe
e a luz ainda não voltou;
por você o meu peito agita,
és a minha história bonita
e desta orquestra a melodia.
A liberdade de cair sob teus
Beijos mais profundos
Interligando nossos poros
Sobrenaturalmente e além
Move em mim uma força
Ondeante e sem fim
28/05
Quando conspirarem
não tema de jeito nenhum,
Sempre existirá uma
outra porta para que você
foraja para não se pôr a perder,
A poesia é a melhor forma
de sair sem ninguém perceber.
Te levo na balada romântica
deste meu peito,
Faço amor com as palavras
por não ter você por perto,
Acampo com a minha
tenda nômade no teu Universo
para tornar-me o mel
que teus lábios fiquem sedentos,
Assim vou dançando dia
e noite nos teus pensamentos.
Na Dança dos Mascarados
vamos nos encontrar,
nos tornaremos namorados
e no futuro vamos nos casar
plenamente acordados
para cultivar sempre o nosso
amor inteiramente apaixonado.
A tua presença
tão intensa
abre rodas sem
pedir, me tira
para dançar
e faz do meu
coração um tambor
para acompanhar
a sua música sem parar.
Ninguém se mata
porque quer,
e sim porque não
encontra apoio,
sentido ou até mesmo
saída ao redor,
Não é incomum
viver cercado por
gente sem valor.
Como eu só tenho
dois ombros,
o quê posso ofertar
é a minha poesia
para quem precisar.
Posso provar que
a poesia existe
para quem se dispôr
a procurar dentro
de si quando tudo faltar,
para contra qualquer
corrente vir a nadar.
Para quem quiser
respirar e não deixar
nenhuma pressão dragar,
Há muito o quê fazer
e se necessário for incomodar.
(Porque o importante é não parar).
As vezes...
só pego um livro,
fujo pra beira do mar,
me esvaziar,
me libertar,
dos demônios que me habitam.
E quando volto,
pra casa
lá eles estão,
todos os demônios
que expulsei.
sádica
Sádica!Ficas feliz com o meu sofrimento?
Por puro prazer alimentaste o meu sentimento!
Sabes que tuas palavras não voam com o vento.
E agora, te glorificas por me veres no abismo.
Minha dor maior é lembrar-me de teu cinismo,
E perceber como fui cego e louco,
Louco por acreditar que realmente me amava.
Mas, como poderia imaginar,
Que minha amada...
Era sádica!
Quantas juras de amor trocamos,
Quantos planos fizemos,
Por que me enganaste com tanta frieza?
Será por que já sabias...
Que eu sou um irônico?
Xis
Não me perdi numa ilusão. Perdi-me
Na incoerência, entre os devaneios
E no poço sem razão encontrei-os
Débeis, onde a cortesia os oprime
E num inconsequente e fatal crime
Duma imaginação, tive sonhos feios
Onde a inspiração de olhares cheios
Da mesmice, deixou de ser sublime
Mas há tempo no bem, compreenda
Não só os que se tem, - os fugitivos
Os da fé do amor que não nos infama
São tais como o andejar de uma lenda
A alma terá sempre os homens vivos
No afeto, ardentes como uma chama
© Luciano Spagnol
poeta do cerrado
Outubro de 2018, 14
Cerrado goiano
Meu problema é querer abraçar o mundo dos outros
E nunca estar disposta a abraçar o meu.
É ter tempo para dor do outro e o outro nunca ter tempo para minha.
É sempre estar presente
E sentir a dor da ausência quando preciso de presença.
É dizer que estou bem
Quando estou me quebrando por dentro.
É quando sou sanidade se preciso ser loucura.
Meu problema é quando enceno ser uma princesa, tentando ser perfeita, esquecendo que meu brilho estão nos defeitos.
É querer não ter problemas e fechar os olhos para vida.
Meu problema é ter medo e me deixar dominar por ele.
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