Poema Eternidade de Xico Chavier
Não sei como é a eternidade, mas de várias formas, a tua singularidade me faz imaginar que talvez seja um lugar incrível, muito agradável semelhante ao calor que há nos teus afetos, radiante que nem este teu sorriso belo com um doce sabor de espontaneidade, encanto esplêndido, muitos detalhes, o brilho emocionante de um céu ensolarado, durante o verão, pintado ricamente pelo sol no fim da tarde.
Deve possuir um jardim fascinante, bastante florido, que remete o teu coração fértil, grandioso, onde o amor poderoso floresce e faz florescer, que faz quem está perto ficar à vontade, sem julgamentos amargos, uma essência genuína de muita felicidade, que torna a simplicidade a tua volta em uma preciosidade demasiada, um efeito tão notório, indispensável, que falo que és uma poesia intensamente externada.
Lá, eu penso que facilmente as horas se passam e logo, a noite vira dia, um pouco de distância já deve ser o suficiente para causar saudades, uma grabde euforia pode estar numa brevidade e ser marcante, a mesma capacidade apaixonante da tua companhia, vejo uma verdade exultante nos teus lindos olhos, o frescor terno de uma alegria contagiante em diversos momentos, cada instante bem proveitoso, permitindo um raro avivamento.
Isto posto, ser visto pelo mundo inteiro não é a minha pretensão, não serei compreendido por todos, não irei agradá-los, nem busco satisfação nisso, porém, confesso que gostaria der ser continuamente digno da tua atenção, pois compartilharia de bom grado o meu universo contigo, assim, teria a sensação de ser eterno, sinto-me ainda mais vivo ao admirar-te, amar a tua existência não é difícil, melhor se houver reciprocidade, abrir as portas de um paraíso com o poder divino por todas as partes.
ETERNAMENTE
E a eternidade passou assim, como em um piscar de olhos...
Em um repente, haviam se passado horas, dias, meses, anos, vidas...
Foi tudo tão inesperado que ao abrir os olhos, nada mais era como fora um dia.
A infância, a juventude, a maturidade... Os sonhos, os planos para o futuro.
Ah! O futuro... Hoje ele anda curvado pelo passar dos dias e seu nome agora é: Passado!
Fatos que o tempo transformou em histórias, mesmo que sequer reais possam parecer.
As juras de amor eterno? Sobreviveram às rugas que hoje se estampam em nossos rostos?
Nossos olhares vívidos, em que se parecem com o fosco de nossas vistas cansadas?
Nossos risos abertos, gargalhadas produzidas com uma matéria hoje tão rara: A felicidade.
Não existem mais os largos sorrisos. Um tímido sorrir deixa sempre nos lábios, o desenho de uma saudade.
E a saudade é uma fornalha alimentada pelas chamas das lembranças que ardem sem compaixão consumindo nossa memória.
Não sabemos mais de expectativas, apenas de esperas. Vivemos cada minuto, cada hora, cada dia... Desafiamos o relógio a cada novo segundo.
Hoje sabemos, que o eterno é apenas o quanto se vive, procurando entender o quão longínqua é a eternidade.
Ecos da Eternidade
Nas brumas do tempo, ouço um canto,
um sussurro antigo, um verso santo.
Há segredos na aurora e nas marés,
há promessas tatuadas nos pés.
Caminho entre sombras e luzes veladas,
minha alma é chama, em fogo bordada.
Busco no vento respostas silentes,
na dança das folhas, verdades latentes.
O que é o destino, senão um esboço?
Traços de sonhos num céu de alvoroço.
Sou rastro de estrela, sou poeira em dança,
sou lágrima e riso, sou fé e esperança.
Se o tempo me leva, deixo raízes,
palavras gravadas em almas felizes.
Pois sei que na brisa, nos cantos do dia,
meus versos renascem — pura poesia.
O Eco da Eternidade
Sou o traço que o tempo não apaga,
o sussurro do vento em terras antigas,
sou a chama que dança na escuridão,
o sonho que resiste às madrugadas frias.
Minha alma é feita de auroras e tempestades,
caminha entre luz e sombras secretas,
desenha caminhos onde antes era o nada,
e faz do impossível apenas uma promessa.
Trago em mim o mistério das estrelas,
o peso do silêncio e a força do verbo,
um coração que pulsa na imensidão,
um espírito livre, imortal e eterno.
O Legado de Um Nome
Não é o tempo que constrói um legado,
mas as mãos que moldam a eternidade.
Cada ideia lançada ao vento,
cada palavra fincada na pedra,
é um traço imortal na alma do mundo.
Nas trilhas do desconhecido,
onde poucos ousam caminhar,
há um nome gravado em fogo,
ecoando entre os séculos,
erguendo pontes sobre o impossível.
Aqueles que sonham pequenos,
temem a vastidão do horizonte.
Mas quem carrega o infinito nos olhos,
desafia o destino e escreve a história.
E quando a poeira do tempo se assentar,
quando a voz do presente for só um sussurro,
restará aquilo que nunca se apaga:
um nome, um feito, um ideal—
um legado que jamais se curva ao esquecimento.
ETERNIDADE
A vida é vazia e triste pra quem não acredita no amor...
A vida sem mistério é in-suportável...
É o tempo falando de etern-idade...
Eternidade...
O tempo que não perdoa, mas tudo a-quieta em seu lugar...
É o teu sim que vai falar
Nem, o seu, talvez...
Do que tu disseres é que vai de-pender...
Depender
NADA EU SEI DO AMANHÃ...
O tempo fala de eternidade, idade...
O tempo não perdoa jamais...
Se buscas a felicidade...
É o que disseres é que vai valer...
Nada eu sei do amanhã...
Sei que não sei continuar...
Na minha fome de andar...
Não quis saber onde a estrada levava...
E vou...
E vou percorrendo...
E vou percorrendo...
E vou percorrendo CAMINHOS...
“O Segundo e a Eternidade”
Ah… senhorita… que o amor nos dure, ainda que por um átimo suspenso na vastidão da eternidade.
Há instantes que transcendem a métrica dos relógios e dissolvem-se nas frestas do absoluto. Foi o teu olhar cintilante como a reminiscência de um sonho antigo que interrompeu a marcha indiferente do tempo. Em um só segundo, o cosmos se deteve, perplexo diante da silenciosa liturgia do encontro.
Nenhuma ciência decifra o segredo contido nesse breve estremecimento da alma. O toque, quando autêntico, converte-se em epifania; e o efêmero, subitamente, adquire a dignidade do perene. O amor, senhorita, é o único viajante que atravessa a fronteira entre o ser e o nunca mais e sobrevive.
Há paixões que não se perpetuam, mas deixam, na memória, o vestígio do inextinguível. Elas não se medem pela duração, mas pela intensidade com que rasgam o espírito. E talvez, ao findar o instante, reste apenas as chagas imaterial de algo que ousou existir.
Assim, se o destino for avaro em horas, que nos conceda ao menos um segundo aquele em que o teu olhar reconhece o meu e o universo, por piedade, suspende o próprio giro.
Porque, afinal…
Há amores que, mesmo breves, condensam o infinito e esse é o milagre silencioso que apenas o coração compreende.
Quando o Toque se Faz Eternidade.
“O toque, quando autêntico, converte-se em epifania; e o efêmero, subitamente, adquire a dignidade do perene. Por isso, a alegria é o que desejo gravado em meu epitáfio.”
Há instantes, raros e quase inaudíveis, em que a vida se inclina sobre nós com uma doçura antiga. É o instante em que algo um olhar, um som, um gesto toca o centro invisível do ser. É nesse toque, breve como o sopro de uma harpa, que o efêmero deixa de ser apenas passagem: torna-se revelação.
Rilke dizia que “a beleza é o começo do terrível que ainda podemos suportar”.¹ Talvez por isso o artista, o amante, o poeta e o espírito sensível busquem incessantemente essa fronteira onde o instante se ilumina por dentro. É ali que a arte nasce não da vontade, mas da necessidade de transfigurar o transitório em eternidade.
A beleza não salva o mundo apenas por existir: ela o desperta. É uma lembrança de que há um pulso divino em cada forma, uma vibração silenciosa em cada cor, um apelo à transcendência em cada sombra. O toque autêntico, seja o de uma mão, de uma palavra, ou de uma nota musical é a súbita irrupção do eterno no coração do instante.
E quando esse toque acontece, a vida deixa de ser mera sucessão de dias: torna-se rito, poema, oferenda.
Assim, a vida não é mero contentamento, mas gratidão por ter sido tocada pelo indizível.
É no epitáfio da alma que soube sentir, que ousou criar, que amou o belo apesar das ruínas, deve estar escrita apenas uma palavra: Alegria.
¹ Rainer Maria Rilke. Elegias de Duíno, I Elegia. Tradução de Paulo Quintela. Lisboa: Relógio D’Água, 2001.
"A beleza é o instante em que o espírito reconhece, com espanto, que a vida também da dor pode florescer."
Até que a Eternidade nos Imortalize
Geralmente quem escreve,
O faz de coração, com toda empatia,
Inspiração, anseios, desejos,
Batimentos e circulação.
Nobre sistema cardiovascular,
Veias, amores, artérias, paixões,
Sístole e diástole atrioventricular.
Inervações e toda vascularização,
Que este órgão frenético pode comportar.
Já Eu, bem, escrevo com meu fígado,
Estômago, pâncreas e todo líquido biliar,
Ácido gástrico e pancreático,
Que seja humanamente possível secretar.
Sendo que Ler é repousar em agitação,
No açucarado ardume picante.
Tão pedante e repetitivo afirmo:
Que tudo possui algo de altivo e findante.
Enquanto escrever, nada mais é que saltitar,
Por entre os fragmentos cortantes
De nosso ser estilhaçado,
Rumo à friagem acolhedora.
Novamente em alto e bom plágio, repito,
Nossa firmeza consiste em deslizes.
Abastecido de excessivo sentido assim sendo será,
Até que a eternidade nos imortalize.
Na vida não importa a idade
do corpo que o tempo consome
nada somos perante a eternidade
essa é a saga de todo homem
Porém chegar à tal velhice
em plena lucidez e alegria
é ser abençoado por Deus
a quem agradecemos todo dia
O rio desagua
no oceano
para encontrar
a sua eternidade.
Quero desaguar
nos teus braços,
meu amor,
porque é aí
que eu encontro
a minha eternidade.
Do telhado,
eu vi o rosto da eternidade
as pombas circulando
em meio ao vento,
o tempo, invisível
fluindo os sentidos,
no ar das inspirações.
o amor, as vezes é verde
semelhante a árvore
nela mora, muitos seres
deveres, históriase estações.
ETERNIDADE
—
Há sinais de eternidade
em tudo que vi
no céu, no mar, na luz
nos trovões, e amanheceres
no silêncio e nos temporais
Cristo revelado, exaltado
o verbo vivo entre nós!
§
Em direção ao Calvário
Contemplo a eternidade
a oportunidade de cantar!
Canção que exalta o Rei
Hasana, Hosana, Hosana!
§
Em direção ao Calvário
Esqueço o rosto do mundo
o futuro e o passado
constitui sempre o presente
§
Em direção ao Calvário
Desvendo todo mistério
a ciência dos tempos
o ensinamento do mestre
podes carregar essa cruz?
A árvore está cultivando a gota do orvalho para amanhã transbordar.
.
Livro: A eternidade das árvores 🌳
