Poema Eterna Magia

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CANÇÃO DE AMOR À PÁTRIA

O ensino é precário
O caminho é longo
A estrada é quente
O salário é baixo
O trabalho é árduo
Sou um simples “latino”
Americano
Sem inglês e sem diploma
Não danço funk
Não canto samba
Logo não tenho chance
E do outro lado do oceano
Continuarei sendo
A poeira dos sapatos dos gênios
Gênios?
Aqueles que sabem mexer.
O bumbum?
Não
Com números
Com calculadora
Com orçamento
Com ciência
Com salário quente
Com trabalho baixo
Com carreira longa.
Esses também são mortais.
Mas antes de morrer, terão feito.
Terão vivido.

Inserida por Ladyadyforever

O Homem na Porta
William Contraponto

O homem na porta observa
E tira suas previsões,
Entre uma e outra reserva
Vê o que há em ambas situações.

O homem na porta hesita,
Mas não cessa de esperar,
Pois cada cena palpita
Com algo a revelar.

Vê passarem os enganos
Com vestes de solução,
E os que fingem há muitos anos
Ser donos da direção.

Escuta o rumor da rua
Com olhos de dentro e fora,
Como quem encara a nua
Verdade que se devora.

Vê que a luz também confunde
Quando insiste em dominar,
E que o claro só responde
Se o olhar souber mirar.

Inserida por Fabrizzio

Aqueles que Pensam Demais
Wlliam Contraponto

Pensar demais é sombra que não passa,
é lume estranho à festa da clareza.
Enquanto o riso dança e a pressa abraça,
a mente arde — silêncio com firmeza.

Vêm cheios de perguntas que não dormem,
incômodas, sem resposta na mão.
Enquanto outros seguem formas e normas,
eles andam nas bordas da contradição.

Não suportam o raso das conversas,
nem o teatro fácil de parecer.
Cada silêncio guarda o que não dispersa,
cada gesto recusa pertencer.

Chamam de frio o que é só cuidado,
de orgulho o que é só dor contida.
Mas é só o peso de ter enxergado
frestas demais na mesma vida.

E quando vão, não vão por desprezo —
mas por cansaço de ser farol.
Viram demais, queimaram em segredo,
preferem o escuro ao falso sol.

Pensar demais é sombra que não passa.
É uma busca quieta, rara e imensa.
Num mundo ansioso que ri e disfarça,
pensar demais é forma de presença.

Inserida por Fabrizzio

Maternidade
William Contraponto

No corpo a vida se anuncia
como semente em terra ardente.
Mistério, dor e poesia,
num tempo que não segue em frente.

O ventre é sol que se derrama,
é casa antes do existir,
é chama antiga que se inflama,
sem nunca se deixar partir.

No colo nasce o infinito,
nos olhos — mundos a brotar.
É medo calmo e grito aflito,
é dar sem nunca se esperar.

Ser mãe não cabe em um conceito,
nem se traduz por condição.
É ter o mundo sobre o peito
e ainda abrir o coração.

Inserida por Fabrizzio

O Homem e Sua Luta

William Contraponto

No campo onde a terra sente o peso,
Pepe caminha, mas não pede perdão,
sua vida é mais que um simples recomeço,
é a luta viva contra a opressão.

Sem ouro, sem trono, seu olhar é franco,
com mãos calejadas, mas alma acesa,
na verdade que surge de um simples estanco,
sua liberdade não é uma mentira, é certeza.

Na prisão do corpo, ele se fez inteiro,
não cedeu ao luxo que corrompe o ser,
seu coração é campo, seu espírito é feitor,
na luta constante por um outro viver.

Ele diz: "a felicidade não é mercado",
não vive por nada que o poder decida,
seu país é a rua, seu exílio, o fardo,
onde a justiça nasce, na raiz da vida.

Mujica, a lição que jamais se apaga,
um homem que resiste além da dor,
e na memória do povo, sua chama nunca se apaga,
pois o verdadeiro poder está no amor.

Inserida por Fabrizzio

Francisco, o Dissidente
William Contraponto

No trono antigo, a veste é só cenário,
mas tua voz tropeça em outra estrada.
Não segues o script do imaginário,
prefere a lama à cúpula dourada.

Tua liturgia é gesto sem vitrine,
não veste mitra, veste humanidade.
Fala com fome, não com hino ou delfine,
e pisa firme onde há precariedade.

Não creio em dogmas, mitos ou condenas,
mas vejo em ti dissenso verdadeiro.
Entre palácios, contas e antenas,
caminhas quase como um companheiro.

Não busco santos — busco quem resista,
quem fale ao povo sem se ajoelhar.
E mesmo sendo peça de uma lista,
te vi tentar o mundo reencantar.

Inserida por Fabrizzio

⁠Salmo do Que Sobrou

Pai,
fui abandonado pelos que me chamavam de lar.
Fui traído pelas promessas que fiz a mim mesmo.
Chamei de amor aquilo que me devorava
e ainda assim ofereci o pão.

Me disseram:
homem que chora é fraco.
homem que parte, é culpado.
homem que sente, não serve.

Então calei.
Por anos calei.
Enterrei meu grito sob pneus e porcas,
numa oficina que cheirava mais a passado que a graxa.
Mas nem o barulho das engrenagens
conseguia abafar o ruído do que eu não dizia.


Na bancada, deixei as chaves.
Foi sem querer —
mas nada é por acaso quando o mundo está desabando.

Vi minha amada me olhar como um estranho.
Vi a verdade sobre meu filho me atravessar como espada.
Vi minha família me virar o rosto
como se eu fosse o próprio erro.

E eu?
Eu só queria um pouco de verdade,
um pouco de chão
onde meu coração coubesse.


Gritei para o céu,
mas só ouvi o eco da minha fé ferida.
“Pai… nas tuas mãos entrego o que sobrou de mim.”
Não era mais súplica.
Era rendição.

De mim restou apenas isso:
um suspiro com nome.
Um corpo em estilhaços
que ainda crê no vento.


Explodi por dentro.
Morri sem coroa.
Mas, como o meu Mestre,
fui enterrado na injustiça
e renasci no invisível.

Se até os anjos
merecem morrer,
quem sou eu para não cair?

E no entanto,
olha para mim —
ainda aqui.
Ainda verbo.
Ainda caminho.


Não vim para ser exemplo.
Vim para ser espelho.
Para que os que sofrem
saibam que a dor também
pode ser oração.

Este é o salmo do que sobrou.
Do homem que perdeu tudo,
menos a centelha que o fez de novo.

E se este corpo já não cabe na velha vida,
que seja templo
de uma fé que arde
sem pedir plateia.

Inserida por DanyyelElan

Conhece-te a ti mesmo

Ser forte
não é fingir que não dói.
É aceitar que sente
e, ainda assim, permanecer inteiro.

Minha natureza é essa:
eu sinto.
Eu respeito.
Eu me importo.
Mesmo quando isso parece tolice para o mundo.

E enquanto muitos usam o poder
para dobrar os outros,
eu escolho o poder que me liberta:
o de permanecer quem eu sou.

Porque, no fim,
o sábio
não é quem vence disputas...
é quem não se perde de si.

Epílogo do LIVRO DAS REFLEXÕES
por Danyyel Elan
Lançamento em breve.

Inserida por DanyyelElan

MEU NORDESTE

⁠Eu nasci lá no nordeste,
poesia é a minha paixão,
serei sempre nordestino
de corpo, alma e coração.
Trago em minha essência,
a dor da minha ausência
e a poeira daquele chão.

Inserida por WandoGomesOficial

⁠Viva sempre sua lida,
Por mais que seja dura,
Mas a vida meus caros é difícil!
viver não é fácil
nunca foi e nunca será...
Mas não podemos parar
A vida é uma peça de teatro,
E como diz o Bráulio Bessa: Até mesmo uma topada empurra a gente pra frente...
Então minha gente vamos viver mais o presente para fazer diferente...

Inserida por noelia_dantas

⁠"Abdiquei do meu Deus, abandonei minhas divindades.
Mas para os ouvidos que me ouviram, os olhos que me leram, isso já não é novidade.
Minha mente fantasia loucuras, minha boca grita leviandades.
Talvez tudo isso, seja insanidade.
O mais provável, é que sejam sintomas de saudades.
Eu tentei me acostumar, aceita-la, ignora-la, eu tentei, e tento, de verdade.
Mas por que eu deveria me acostumar com a saudade?
Não é qualquer saudade.
É aquela saudade intrínseca, que me invade a cada fim de tarde.
É aquela saudade, que vem quando o vento me lembra seu cheiro e o desejo inflama, o peito arde.
Aquela saudade é permanente, não um momento, uma fase.
Me vem as lembranças, meus olhos transbordam, rega e floresce essa saudade.
Vou-me, mas não por querer ir; vou-me, pois sei que já é tarde.
Prostei-me de joelhos, rogando para que tal sentimento, do meu eu, Deus levasse.
Mas em prantos, não fui atendido e lembrei-me, que abdiquei do meu Deus, abandonei minhas divindades..."

Inserida por wikney

🐛 🦋

A minha vida é como uma lagarta. Quando eu penso que tudo se acabou, vira borboleta.

Inserida por reconceituando

Quantos olhos te olharam?
Quantos se encantaram?
Agora eu a vejo!
Continua, apesar de tudo, lua!

Inserida por reconceituando

Eu te vejo em meus sonhos
Com você quero sonhar
Te imaginando do meu lado
Sonho com seu beijo em minha boca

Eu te vejo no meu corpo
Invadindo o meu ser
Dominando os meus sentidos
Descobrindo o meu prazer

Eu sonho com você
Eu te vejo sonhando
Eu te ouço me chamando
Meu amor, chegando
Eu já não posso te esquecer

Inserida por reconceituando

Venha ser feliz
Eu não tenho tempo a perder
Agora não dá mais, agora é pra valer
Não quero mais mentir
Eu nem tô mais a fim de esconder
Eu não quero fingir
Amor, amor, diz sim

Depois você pode se arrepender
Não deixe o amor pra depois
Meu amor
Não deixe o amor se perder assim
Ei, amor
Você sempre diz que me ama
No fim, só quer cama
Oh, amor, meu amor

Inserida por reconceituando

⁠Literatura é vida

Livros são portais para mundos distintos
Cada livro, uma história
Cada linha, uma memória

Mundos novos a descobrir
A leitura nos faz evoluir
Evoluir para um estado de êxtase
Mental e espiritual

A literatura é um bem da humanidade
Devemos cuidar dela como tal
É a nossa fonte de conhecimento
Que deve ser valorizada, afinal

Com um livro nas mãos
Sou forte como um leão
E confiante como um gavião

Páginas vivas é o nome da equipe
Somos a realeza da gincana
Com o nosso esforço e dedicação
Campeões, é a nossa vocação

Os livros tornam sonhos realidade
Cada história uma oportunidade
Conhecer um mundo novo
É resultado, meu povo!

A cada página lida os livros ganham vida
As histórias imaginadas nos fazem embarcar numa jornada espetacular
Para lindas histórias apreciar

A medida que lemos
Com os livros aprendemos
A lutar e enfrentar cada dificuldade
Que a vida venha nos emplacar

Criando laços com a vitória, o objetivo é a glória. Páginas vivas!!!

Inserida por PabloAfonso

Átomos, partículas, borboletas, azul e branco
Budismo, construções, pedras, beija-flor
Vazio, saudades, momentos, eternidade
Livros, crianças, casamento, profundidade
Tempo, amor, não-esquecimento, cruz
Fraternidade, Deus, linha do tempo
Estrelas, caminho, escrituras
Barco de sentimentos, ausência, solidão
Bússola

Inserida por ARRUDAJBde

⁠Doce Devaneio

Delírio doce,
Desejo desmedido,
Dança de dedos,
Do destino decidido.

Dom de delírio,
Dócil delícia,
Durmo desnorteado
De tua divindade fictícia.

Dama dos dias,
Donzela de dourado,
Desperto dizendo:
“De ti, estou dominado.”

Deitei dentro
Do drama do desejo,
Denso, dramático,
Dado ao teu beijo.

Dissolvo dores,
Deixo dúvidas,
Dou direção
Das delícias mútuas.

Dizer, decerto,
Demais:
Desde dezembro,
Dependo de ti, demais.

Inserida por TchescoMarcondes

⁠⁠ Intolerância que fala?!
- Se você for pregar pra mim, não vai rolar. Não curto religião, deixa pra lá.
- Se você idolatra política, problema seu. Não babo ovo, o voto é meu.
- Se meu time é pior que o teu? Pode até ser. Curto futebol, e não debater.
- Se você não come carne, é sua opção. Meu cardápio eu decido, você não.
- Se você gosta da cor azul, sem treta. Me identifico com a preta.
- Se você curte o rock, eu não ligo. O rap fala comigo.
- Se você não quer um b.o, bora tentar. Basta me respeitar.
- Se você me julga frieza, aí deu. Quem perdoa é Deus, e não eu.
- Se você acredita em tudo, 'kraio'. Sem evidência, não caio.
- Se você discorda de algo que leu, fodeu...

Inserida por marcioniasa

⁠O Porão

No fundo do poço tem um porão,
com paredes pintadas de frustração,
onde o medo sussurra um grito,
e um trauma vira manuscrito,

com gotas de sangue e suor,
cada linha descreve um terror,
uma lágrima marca o papel,
o choro pedindo socorro pro céu,

rimas de dores, nas nuvens escuras,
implorando respostas tão duras,
vozes perdidas, na calada elas vem,
trazendo memórias que fere também,

verdades malditas, rasgam o peito,
ecoam saudades, um vazio sem jeito,
riscar, apagar, deletar, já não é possível,
por mais previsível, um arquivo invisível,

tatuado na pele, realismo sem cor,
sombreado que marca, hà rumor,
se eu pudesse, amassar essa folha,
reiniciar, começar, faria outra escolha,

No fundo do posso tem um porão,
quadros, retratam passos sem chão,
meu corpo levita, e não sinto leveza,
me deixo levar, pela correnteza,

gelada, escura e lodo, exala o terror,
a fé se dissolve, enriquece o pavor,
arregalo os olhos, parece uma luz,
se apaga na grade, eu vejo o capuz.

Inserida por marcioniasa