Poema do Jardim de William Shakespeare
Dúvida do ar
Duvido do ar,
que não circula,
por entre paredes.
O ar calmo, passivo,
não se tornará brisa,
tão pouco vento em rotação.
O ar reprimido,
deixará as paredes ruírem,
tornarem-se velhas casas,
com ervas crescidas no jardim.
Tenho receio deste ar,
que nos mantem sobrevividos,
mas que não nos permite,
experimentar a existência.
A SOLITUDE QUE SALVA
por Diane Leite
Você não precisa estar onde não pertence.
Não precisa forçar sorrisos em festas que te esvaziam.
Nem vestir máscaras para agradar quem não te enxerga.
Você não precisa ser aceito por todos — só precisa se aceitar inteiro.
Enquanto você perde noites tentando se encaixar,
poderia estar criando dias inteiros ao lado de quem te entende.
Enquanto arrisca sua paz por medo de ficar só,
poderia estar cultivando um silêncio que cura, que te revela, que te devolve a si.
Você não está errado por gostar da solitude.
Ela não é solidão — é reencontro.
É nela que os pensamentos se alinham.
É nela que sua verdade se apresenta.
É nela que sua alma começa a respirar fora das expectativas alheias.
O mundo é barulhento, e o excesso de ruído afasta a gente de quem somos.
Por isso, aprenda a fazer silêncio.
Não só ao redor, mas dentro.
E quando amar alguém, que seja com presença.
Sem medir, sem cobrar, sem mendigar.
Mas com sabedoria o bastante para sair, caso aquele solo não floresça.
Você não tem obrigação de regar jardins que só existem para esgotar suas águas.
Amar é sublime —
mas se amar é essencial.
Se um amor exige que você se abandone, ele não é amor: é disfarce.
E você nasceu para dançar a vida com leveza, não para rastejar implorando por companhia.
O amor verdadeiro começa quando você entende que
ninguém tem obrigação de te amar…
mas você tem o dever de nunca esquecer que merece amor.
E merece amor, principalmente, de si mesma.
“Você não vai, você está no Paraíso, se passar a vida esperando ir para o paraíso, vai passar a eternidade na morte.”
Deixar o mato crescer não significa que seu jardim se tornou um inferno, você precisa cuidar.
Se o jardim é seu, não espere que Deus corte o mato.
Castelo de Sonhos
A menina até hoje brinca com a boneca de pano, e com seu sorriso indulgente desabrocha no Jardim da vida pétalas
em flor...
Em seu castelo pueril observa agora atentamente suas mãos enrugadas e as marcas de expressão em seu rosto que ficou...
Mas ela continua sonhando e acha que o tempo não passou...
Inverno
Como é majestoso contemplar
Os horizontes nevados e alvos
Da janela me concentro na sua bruma
Enquanto meu corpo é aquecido
Pelo fogo intenso da lareira
Que flameja incessantemente.
O inverno chegou e as rosas feneceram
Tudo alvo ficou de repente
Agasalhamos nossos corpos e ficamos
À espera da primavera que logo chegará
Trazendo as rosas de volta
E nosso jardim dar vida novamente.
...E a morte invade os meus sentidos, na ilha peregrina, tão de leve, que nem se quer presente o adormecido que ela está presente.
A virtude de um homem de bem é reconhecer tão grandiosa é a sua responsabilidade . Quanto mais conhece, mais aumenta seu dever de se fazer compreender melhor, pois estará sempre em vantagem sobre o outro que pouco ou nada sabe, ou mesmo que o outro saiba, e ainda não se descobriu.
É o pensar.... que é muito subjetivo e complexo, pra não dizer complicado. Depende muito de como enxergamos e vivemos a vida.
Viva a vida com simplicidade e respeito ao próximo.
Art. 14 – O jornalista deve:
– Ouvir sempre, antes da divulgação dos fatos, todas as pessoas objeto de acusações não comprovadas, feitas por terceiros e não suficientemente demonstradas ou verificadas;
– Tratar com respeito todas as pessoas mencionadas nas informações que divulgar.
AO SOUDOSO Dorival Caymmi
O Brasil hoje perdeu
Dia 16 de agosto de 08
Um grande compositor
O nome dele Dorival Caymmi
Que nasceu em salvador
Cantou e compositor
Com seus samba de sucesso
Que todo brasileiro conhece
-Quem não gosta de samba.
Bom sujeito não é
É ruim da cabeça ou doente do pé:
Ele era conhecido de outro escritor famoso
O saudoso Jorge amado
E hoje eles vão ficar juntinhos
Cantando o belo samba
Que compuseram juntos
"É Doce Morrer no Mar".
A este saudoso cantou
Que com suas músicas agradou
Hoje presto minha homenagem
Que tua alma fique em paz
Junto a DEUS criador.
SERVIDOR PÙBLICO DE CARIACICA:
Nossos valores enquanto profissionais públicos são reconhecidos pela nossa dedicação, capacitação e comprometimento.
INVESTIMENTO! Essa é a palavra chave do sucesso de muitos e tem sido a nossa também.
Investir e acreditar na nossa capacidade, enquanto profissionais tem sido um dos maiores sucessos de nossa atuação na Administração Pública do Município de Cariacica, Espírito Santo.
Os profissionais servidores de Cariacica são fiéis colaboradores da gestão municipal, onde Helder Salomão é o ator principal dessa transformação, onde recebe sempre o reconhecimento por suas ações efetivas e transparentes primando pelo controle fiscal, com o objetivo de dar maior eficiência às atividades desempenhadas pela administração municipal, obtendo o controle interno,adaptado às novas tendências da área tributária. Gestão ética, valorizando o profissional servidor público municipal.
Luiza Marilac Nascimento
Desejamos aos noivos muitas bençãos em suas vidas.
Que o Senhor conceda a vocês amor, paz, saúde e compreensão.
Um beijo em seus corações
NA PELE DO CERRADO (soneto)
Pulsa mais do que se pode ouvir
Vário mais do que deve imaginar
Mas, não se pode nele se banhar
Sem nele o teu chão os pés sentir
Aqui, pois, o céu é do azul do mar
Teu horizonte na vastidão a reluzir
Num encarnado que nós faz ouvir
Tons no vento no buriti a ressonar
O contraste é somente pra iludir
Hibernando e, encantado o olhar
No árido inverno dos ipês a florir
Num espetáculo que vai embalar
Do marrom ao virente a se colorir
Pele do cerrado, agridoce poetar
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano
DRAMA (soneto)
Quando é que o afeto meu terá encontrado
a sorte duma companhia pra se apresentar?
Quando é que na narração poderei conjugar
Assim, despertarei de então estar deslocado
Se sei ou não sei, só sei que eu sei atuar
E se eu estarei ou terei ou se está iletrado
É impossível de inspirar, o ato está calado
Pois, o silêncio discursa sem representar
O aplauso alheio pulsa, mas de que lado?
Na cena a ilusão é expulsa e, põe a chorar
Impossível imaginar atuar sem ser amado
E este drama sem teatro, e ator sem teu lar
De comédia trágica, no peito, então atuado
É amor e fado, no palco, querendo ser par!
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano
PARA OS AVÓS
Abraço doce, amor terno
Aconchego nas vontades
No coração sempre eterno
Vô e Vó, nossas metades
Num todo. Gesto fraterno
Colo que o afeto abriga
Dobro materno e paterno
Exemplo pra toda vida
Avós, a nossa bênção
No bem querer acolhida
Razão, emoção, paixão...
À vocês reverência incontida!
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, julho
Cerrado goiano
RETRATO ANTIGO
Quem é esta, amarelada
com este olhar distante
que me olha camarada
pra minha saudade dante?
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Setembro de 2017
Cerrado goiano
Paráfrase Helena Kolody
A VIDA
Mirei o horizonte remoto
Sonhei acordado fantasias
Do cerrado eu fui devoto
Da vida as trovas vazias
Era sonho tão maroto
Com tortas caligrafias
Das quimeras de garoto
Seguintes as tais ironias
De um tal amor imoto
Raras as companhias
Com o verso canhoto
Ortografei as urgias
Então, neste viver piloto
Riscados nas heresias
De poeta e feliz louco
Versejaram os meus dias
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, outubro
Cerrado goiano
DENTRO DA TARDE
A tarde seca e fria, de maio, do cerrado
Cheia de melancolia, deita o fim do dia
Sobre cabelos de fogo tão encarnado
Do horizonte, numa impetuosa poesia
A tarde seca e fria, de maio, do cerrado
O mistério, o silêncio partido pelo vento
No seu recolhimento de um entardecer
Sonolento no enturvar que desce lento
Do céu imenso, aveludado a esbater
No entardecer, seco, frio e, sedento
Perfumado de cheiro e encantamento
Numa carícia afogueada e de desejo
Seca e fria, a tarde, tal um sacramento
Se põe numa cadência de um realejo
Numa unção de vida, farto de portento
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, maio
Cerrado goiano
VIVO VIVENDO (soneto)
Vivo por viver vivendo a vida somente
Agradecido, sempre, sou eu por ela
Que me dá mais que posso ter dela
Agraciado com dádiva tão presente
E nesta deste amor tão diversamente
Faz dos dias sorrisos, e a alma bela
Em cada passo o bem em sentinela
Onde no peito este ato não é ausente
E a vida vivida na vida, vida me traz
Mutuando o pranto pela felicidade
Quem dela prova, ventura é capaz
De, com alegria, ter a fraternidade
Viver vivamente tudo conseguirás
Levando no ser paz pra eternidade...
Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Março de 2017
Cerrado goiano
Sexta feira da paixão
ENTÃO
Me traga dor
Saudade
Só não me deixe sem amor
Eterna felicidade
Pois, assim, é morte
Juntemos o sofrimento
Num sentimento forte
E neste aprendizado
Sorte
E façamos dele ansiado
Direcionando o norte
E o coração
Suporte
Encante, uma canção
Me dê amor!
Emoção
Oferte uma flor
Me deixe sem chão
Só não me tires o amor
Então...
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano
BALADA DO TEMPO (soneto)
... e o tempo passa, indiferente
apático, indo embora sem saber
poente na saudade, o alvorecer
mais um, outro, apressadamente
... dono dos gestos e do prazer
tristemente, tal uma flor dolente
que traga o frescor vorazmente
no ato da ação do envelhecer
e o tempo passa, inteiramente
sem que escolhamos perceber
e na lembrança, assim, assente
passa o tempo, e é para valer
sem que nada dele ausente...
Presente! Pois vale a pena viver!
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, junho
Cerrado goiano
