Poema do Filme em seu lugar
Você passou a vida num casulo. Tudo o que você fez, tudo o que aconteceu com você, trouxe você a este momento. E agora, você é uma borboleta, um lindo caleidoscópio de trauma e resiliência.
Às vezes, na natureza, uma criatura se machuca e não podemos fazer nada para salvá-la. É como se a hora dela tivesse chegado.
O corpo humano foi feito pra ser visto. Admirado e desejado. Não escondido como uma ferida feia e infeccionada.
Você não veio aqui para achar alguém com quem compartilhar a vida. Veio aqui para se divertir, às custas deles, e nunca mais vê-los de novo.
Amar é como saber voar ou como se respira. Quando está longe dela, pode sentir o frio na barriga. Sente o gosto. E quando estão juntos, é como… é impossível pensar, por um segundo, que alguém esteja se divertindo tanto no mundo.
Nunca perca a oportunidade de garantir a próxima refeição. Principalmente se tem um cão pra alimentar.
Somos estranhos agora. Mas sei que você precisa comer e precisa começar a falar. Porque você só tem a mim.
Não vou deixar aquele homem te machucar. Tá? Sou a Grande e você é o Pequeno. E a Grande protege o Pequeno.
Geralmente não faço essa coisa de pesagem. Metade do meu peso são joias mesmo. É o que sempre digo. Mas não é verdade. É uma piada.
A poeira dessa casa com certeza deve ter a pele morta de cada pessoa que já ficou nela. Aqui já foi o quarto da Rainha Vitória. A pele dela ficará flutuando no ar. Ela vestiu preto por 40 anos após a morte do marido. Isso é amor, não é?
