Poema de Depressão
A base de remédios pra curar o vicio, ainda na abstinência sinto-me um pássaro na gaiola.
A vontade de usar é grande, mas sei que não posso.
Então recordo aos remédios, a arte e procura um pedaço de chão pra morar e viver em paz.
Hoje reconheço que a droga é um refúgio traiçoeiro que nos das uma brisa seguida de depressão e desorganização mental.
Crack - INDEPENDÊNCIA OU MORTE
Grito com os olhos,
choro com a boca.
A tristeza é grande
a alegria é pouca.
Solidão é o que sinto
num futuro tao incerto.
Um mundo demasiado duro
onde a esperança é o deserto.
Preparo o nó em silêncio
avanço na demênsia.
A vida são dois dias
mas ja perdi a paciência.
Os tromentos que a vida me deu,
foram me assombrando aos poucos.
Não foi a corda que me matou
foram todos esses sufocos.
Não posso culpar niguem,
se precisarem eu perdoarei.
Que ninguem fique triste.
Vou ter o descanço com que sonhei...
Busco Por Uma Inspiração
Havia inspiração antes disso,
Antes do sofrimento
Antes do abismo,
Dor profunda e inexplicável.
Solidão inigualável,
Palavras que ecoam na mente
E doem como uma mordida de serpente,
Que não curam, que persistem.
Ó Deus, explique-me o motivo
O porquê de tanto egoísmo,
De tanta crueldade,
Iniquidades de um mundo vazio, em destruição.
Pessoas lamentam, choram
Outras apavoram-se,
Eu apenas sento, respiro e:
Busco por uma Inspiração.
"TUDO BEM?"
Não, não está tudo bem, não sei o que aconteceu com a minha vida mas mudou, algo que eu não sei nem explicar para mim mesmo. Eu tenho que parar de achar que alguém vai me amar, vai estar comigo nos piores momentos nos bons momentos. Eu tenho aquele vontade de pedir para Deus me levar daqui, ou eu mesma faço isso. Chega uma hora que vc não tem mais motivo algum para viver!! chega uma hora que vc morre por dentro, e pede mto para que isso aconteça por fora. Eu não vejo mais nenhum motivo de eu conseguir prosseguir com tudo isso... que eu já passei... Então caso você não consiga lidar cmg não pergunte se eu estou bem, algo do tipo. Só me faça uma coisa, me deixe feliz, me mostre algo novo, algo que eu possa levar para a minha vida inteira, não deixe eu triste com besteira, brincadeiras de mau gosto, vc não sabe tudo o que eu estou passando. E com muita calma, eu vou conhecer alguém que me faça feliz, que não me faça chorar, por besteira, que não me iludi, que não me deixa no vácuo quando quer, que realmente se preocupa comigo, mostre
o verdadeiro ele.
- Keys Henry (foi o que ele me disse antes de partir)
O Cadafalso
No cadafalso, eu sorriria amargo
não por redenção, mas por desprezo.
Mergulharia no frio da paz sem rosto,
onde ao menos a dor não mente.
Deixaria pra trás os escombros de promessas podres,
palavras doces que apodreceram na boca de quem jurei confiar.
Fui traído com o silêncio, com o toque vazio,
com olhares que já não sabiam o meu nome.
E os amores…
tão rasos, tão covardes
que até a queda me pareceu mais leal
do que quem dizia me amar.
há dias em que me pego funcionando por inércia.
a xícara está ali.
a tarefa está feita.
mas o gesto vem de um lugar que já não sou eu.
é como se a vontade tivesse se mudado.
e eu tivesse ficado
por cortesia.
•
não é depressão.
não é sobre tristeza.
é sobre ser uma coisa que já não reconhece a si mesma
mas que continua presente por educação.
por contrato.
por automático.
por sobrevivência burra.
•
há algo em mim que anda descolado.
um passo depois.
um olhar ao lado.
uma presença que continua comigo
mas não me habita.
parece alma ~
mas é só o que sobrou
de tanto tentar se manter inteira.
•
você me vê.
mas não está olhando pra mim.
está olhando pra essa versão
que aprendeu a sorrir
sem querer ficar.
essa que responde rápido,
usa o tom certo,
não deixa ninguém perceber
que já foi embora há dias.
•
pareço viva.
mas estou só ocupando a ausência
pra não preocupar ninguém.
é isso:
tem dias em que me torno substituta de mim.
•
não sei quando começou.
mas hoje é sexta,
e eu deveria sentir alguma coisa.
qualquer coisa.
exceto esse vazio que já se veste antes de mim,
que já me senta na cadeira,
que já me entrega inteira pra um mundo
que só sabe lidar com quem funciona.
•
ninguém nota.
porque continuo dizendo “obrigada”.
continuo abrindo a porta.
continuo assinando o nome com letra legível.
mas o que há aqui
não sou eu.
é o fantasma de alguém
que cansou de tentar se habitar.
—
Juliana Umbelino
#SextaFeira #Leitura #VidaDeEscritora
Às vezes, eu me atento,
No auge do meu alento:
“Quero um futuro!”
Mas logo tudo turva,
Escurece-se o céu, a esperança, a alma...
Às vezes, queria ser de Marte,
Voar pra Vênus, buscar acalanto na Lua,
Esquecer a vida dura,
E as lembranças obscuras.
Mas então, no meio da noite crua,
Um sopro leve, uma luz quase nua,
Me lembra: enquanto respiro,
Ainda há trilha,
Ainda há fôlego,
Ainda há dia.
Sozinha, desnuda, livre do exibicionismo e da proposta ideal de ser perfeita o tempo todo, a tristeza a corrompia.
Tinha medo da solidão e das relações rasas. Sofria de amores, chorava de saudades. Ansiava por mudança, por um milagre, por atenção e afeto.
A insatisfação era predominante. Queria viver da coragem que ainda possuía. Experimentar novos sabores, sentir o vigor do inédito, reencontrar e descobrir pessoas.
Beira a insanidade.
Contorce-se, movimenta o corpo de forma estranha e incontrolável, como se não detivesse domínio sobre si.Espasmos súbitos, ligeiros.
Fita o vazio, os olhos vagam e a mente se perde em um vão de nada.
Tem derradeiras lembranças confusas e alusões sobre o porvir, mas sem conclusões.
Parece uma overdose espontânea, cuja causa é desconhecida, indefinida.
Todo o conhecimento adquirido obscurece-se de repente, esvai-se, adormece nos recônditos cerebrais.
Frequentes são os sintomas descritos acima. Beira a insanidade.
Talvez seja um dom: desprover-se da lucidez.
Talvez, no fim, enlouquecer seja o único jeito de sobreviver.
Não sabe o que dizer.
O coração queima e acelera. Os olhos estão lubrificados por um choro que não cessa.
A emoção faz os pelos dos braços e das pernas se arrepiarem, mas a boca permanece calada.
Som algum se atreve a sair dali.
A verdade é que o silêncio, ainda que nada atrativo por aqui, agora se faz dominante e, irresistivelmente, confortável.
Eu sou uma garotinha medrosa
Que tem medo de perder o que tanto ama
Há um tempo não sabia que amar existia
Até pensar em como estaria o mundo sem minha companhia
Esse peso na consciência significa que amo a vida
Ou entrega o meu maior medo?
O que me faria viver na minha vida
Se não sentir a presença dos meus irmãos sorrindo e vivendo?
Não me importo de desaparecer
Só quero que minha vida seja mais útil que minha morte
Os mortos não podem louvar a Deus
Então quero demonstrar meu amor a Ele todos os dias
Enquanto estiver procurando trazer meus irmãozinhos pra casa
Estou aqui pelos irmãos que não sentem esperança
Estou aqui pelos irmãos que esperam um dia poder sentir um abraço de quem os ama
Estou aqui por você
Me deixa cuidar de você
Não vou desistir de você
Só fica aqui comigo
Prometo que estarei aqui até ver você sorrindo.
Quando não me ver mais
Me prometa que continuará sorrindo
Viva por mim, sinta por mim e não desista por mim.
Ass: sua irmã mais velha:)
"A efemeridade se justifica através do viver. Quando me estresso, o faço pelo que já ocorreu, quando anseio, por algo que talvez nem aconteça como espero, bem ou mal.
Ambas reações por fatos que não pertencem ao momento presente.
Creio que o paraíso seja um estado de presente continuo, o inferno o passado e a expectativa futura o purgatório da alma-mente-psique".
me sinto como uma Terra desconhecida
como uma ilha que ainda não conseguiram encontrar
não escrevo pra tentar ser poeta ou algo do gênero, escrevo porquê dói
escrevo porque a vida me rasga o peito
eu preciso ser decifrada, alguém tem de saber caminhar e conseguir sair do labirinto que existe dentro de mim
não sou um conceito, sou o silêncio encontrado em um enorme grito
Escrever já não é mais suficiente, a vontade toma conta quando os fatos se comprovam.
Vejo imagens na minha cabeça onde rasgo meu pescoço. Eu preciso ser dilacerada como um porco. Rasgada.
Alguém precisa me partir ao meio, pois sou covarde.
16/05/2021
ANSIEDADE
tremulo, desatento, com dor e dislexia.
em tranze vem! tortura! tortura! tortura! (...)
o corpo parado e a cabeça elétrica,
as mãos suadas e com vontade de vomitar,
que outra dor me reserva?
como? como fujo desse maldito tempo?
pior que a própria morte é ter que esperar.
As vezes nos sentimos bem ,felizes mas de repente sentimos um vazio que qndo nos olhamos no espelho não sabemos o porque .
Nós sentimos sozinhos dentro de casa, no meio de familiares e na vida . Sentimos falta de alguém para nós ajudarmos a conduzir os nossos passos que estão sem direção,sem rumo e nos cansa tudo isso,ficar indo pra lá e pra cá sem rumo.
Faz falta um abraço apertado,um bom dia inesperado, uma ligação no meio do dia pra saber como está sendo. Planos no fim de semana ah!!!!Aquela viagem romântica, o pôr do sol em qualquer lugar ao lado daquela pessoa especial.
A solteirice é boa e necessária até a página 29. Depois é mesmice , é ruim e sem graça.
Se vc tem um(a) parceiro (a) de valor ou cuide. Lute pela relação até o fim. Use todas as suas forças e seja grande. Só perdemos a luta quando não há mais armas para lutar e quando perdemos a batalha deixamos tudo para trás ,pois ninguém é obrigado a viver conosco e por isso vagamos sozinhos no Deserto e lá é quente , cansativo durante o dia e frio,triste há noite.
Ame até o fim onde não ter mais forças .
O amor é sublime quando se é vivido com intensidade e respeito. Busque isso para a sua vida ,pois a solidão não é boa e nunca será quem sopra isso aos nossos corações vive em eterna frustração.
Hoje meu gatilho foi a saudade, um nó na garganta, um vazio, um silêncio...
Em saber que não verei mais seu sorriso, ter o seu abraço, jogar conversa fora, mas creio que nunca será um Adeus, e sim um até logo.
Tem uma bruxa na minha janela
Se fecho os olhos ainda vejo ela.
Se abro os olhos ela me atormenta
Diz quem manda, quem manda é ela
A bruxa me prende
Me escraviza
Em tudo o que sonho ela ironiza.
Ela detém as ventanias e soltando apavora
Me diz, Bruxa, você não tem uma brisa?
Disseram que comigo
não havia nada
Apontaram-me
o dedo em zombaria
Que loucura é essa?
- eles disseram -
Preguiça?
Quiçá palhaçaria.
Eram juízes da dor
que nunca sentiram.
Foi um julgamento à revelia.
