Poema dentro e Fora
“Fora de mim”
Já não sei quem sou
Sinto-me mudado.
Já não sou mais eu,
Sinto-me alterado.
Meus passos são sem direção
Meus caminhos são incertos
Ando sem destino
Minha jornada parece ser em vão.
A cada hora sinto-me diferente
Um mutante em constante alteração
Minha face! Vejo-a desfigurada
De mim, estou ausente!
13/08/2010
Quero Cura.
O que pensar quando é imensa a decepção
quando tudo que fora idealizado é mentira, é borrão.
O que falar pra você mesma agora
nada há de falar, pegue tudo e vá embora.
Começar de novo é assustador
não existe plano B para o amor
Esquecer quando se quer lembrar
do beijo, da boca, do abraço, seu ar!
Já não me importo em me perder
pois tudo é nada sem você
até lutei, tentei por fim
mas nada tira seu eu de mim.
E a minha flauta sopra tua falta
Seu perfume, sua voz agora salta
A ausência é a essência da tortura
não machuca, mata! Quero cura!
Quatro estações.
Sabe quando os dias acordam mais frios, gélidos. Nem sempre só lá fora, tipo inverno. Mas aqui dentro também. Pensamentos frios. Os músculos e as vontades estão congeladas, como a ponta do nariz num dia frio. Chega a doer o osso. Deixa a preguiça chegar e se instalar.
Sabe quando os dias acordam nublados, nem sempre por algum motivo real. É como se aquela vontade de descobrir o que tem lá fora estivesse cheia de névoa, serração, do tipo que não se consegue enxergar, por que não se quer.
As vezes os dias acordam tão frios que nem um edredon é suficiente. Precisa-se de calor humano, do tipo lareira, que esquenta mesmo, chega a queimar de vez em quando. Calor de amigo, de sinceridade. Calor que faz bem, não prejudica a pele.
E quando os dias nascem nublados, só um limpador de para-brisas para resolver o problema. São indispensáveis as verdades. Reflexão que leva a conclusões. Um jeito pra se enxergar melhor, uma flanela para desembaçar. Conhecer-se além daquilo que já se sabia.
Seria ótimo se os dias amanhecessem sempre como dias de verão. Sol todo dia. Chuva de repente pra esfriar os ânimos. Coragem pra enfrentar a água fria, humor para se arriscar, finalizando cada espetáculo de dia com um por do sol diferente para se admirar. Noites estreladas e lua cheia. Ah! Que bom seria.
Dias de primavera, são diárias de renovação; como o início de um novo começo. Lembrados sempre por seu exclusivo colorido. São novinhos em folha, todo dia. Tudo é novidade. Acabam por deixarem sempre as melhores lembranças.
Dias de outono são transitórios. Te dão a oportunidade de mudança. Estamos preparados. Prontos para evoluir, crescer, avançar. Dar o primeiro passo.
Como cada estação, cada dia nasce diferente. Hoje tá frio. Só quero minha cama, um bom filme, edredom e chocolate quente.
Amanhã quem sabe, seja verão!
Nós Inventamos...
Dodói, não fui trabalhar.
E, surpresa, há vida fora...
Somos servos das invenções.
Luz dos Olhos
Lá fora a lua irradia a glória
E eu te chamo, eu te peço: Vem!
Diga que você me quer
Porque eu te quero também!
Passo as tardes pensando
Faço as pazes tentando
Te telefonar
Cartazes te procurando
Aeronaves seguem pousando
Sem você desembarcar
Pra eu te dar a mão nessa hora
...
E eu vou guiando
Eu te espero, vem?
Siga onde vão meus pés
Porque eu te sigo também.
E eu te amo!
E eu berro: Vem!
Grita que você me quer
Que eu grito também!
Hei! Hei!?
(E eu gosto dele
E ele gosta de mim
Eu penso nele
Será que isso não vai ter fim?)
1. Deixe fora os números que não são essenciais. Isto inclui a idade, o peso e a altura. Deixe que os médicos se preocupem com isso.
2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo. (Lembre-se disto se for um desses depressivos!)
3. Aprenda sempre: aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso. “Uma mente preguiçosa é oficina do alemão. E o nome do alemão é Alzheimer!”
4. Aprecie mais as pequenas coisas.
5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele ou ela!
6. Quando as lágrimas aparecerem, aguente, sofra e ultrapasse. A única pessoa que fica conosco toda a nossa vida somos nós próprios. VIVA enquanto estiver vivo.
7. Rodeie-se das coisas que ama: seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja. O seu lar é o seu refúgio.
8. Tome cuidado com a sua saúde: se é boa, mantenha-a; se é instável, melhore-a; se não consegue melhorá-la, procure ajuda.
9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde haja culpa.
10. Diga às pessoas que ama que as ama a cada oportunidade.
O amor não olha a situação
Pro amor não tem inverno, nem verão
Se a chuva cai lá fora, ele não vê
Está guardado no meu coração
Ele não morre pois é imortal
O que era sonho Deus já fez real
Faz muito tempo que eu queria assim
Você aqui perto de mim
Pra te lembrar
Daqui eu consigo ouvir
O som que vem lá de fora:
É o céu que muda de cor
De acordo com a música que toca
No meu interior
É a música que eu fiz pra você
Mas você não precisa saber
Ela não é sua, nem nunca foi
Não fala de nós, muito menos sobre os dois
Não chama teu nome nas entrelinhas
Nem pede pra você voltar
É só mais uma canção
Que toca ao som do coração
Num ritmo (des)ritmado
E num balanço desengonçado
É só mais uma canção
Dessas que não têm razão
Dessas que se parecem com você,
Aparecendo sem nenhum por que
Só pra me fazer arder
E até pensar em morrer
De amor
De tanto amor
Que nascia em mim
Assim como o sol nascia
E pintava aquele dia
Com as cores dos seus olhos
Você me prendeu aqui
Do lado de dentro de mim
Com amor pra todo lado
E desde então escrevo
Essa música que agora toca
E pinta o céu lá fora
Com as mesmas cores
Do dia que se perdeu na minha memória
Essa música que agora toca
Eu que fiz pra você
Mas ela não é sua, não
Muito menos possui alguma razão
Não fala do dia que insistiu em nascer
Nem sequer fala do quanto eu quis você
Essa música nada mais é
Do que uma tentativa de te resgatar
De te apanhar lá do fundo da memória
Pra relembrar a história
Do dia em que tudo desapareceu,
E o sol nasceu pra brilhar no mar
Só pra nos ver morrer de amor...
Relembrar o dia
Em que nada mais poderia existir
Só nós dois,
que ficaríamos ali, para sempre intactos,
sendo um só.
Respirei novos ares,
Conheci novos planetas.
Sai fora de orbita,
Dei voltas e voltas.
Em caminhos me perdi,
Nos mesmo que me encontrei.
Passeei nas pegadas,
Que eu mesma deixei.
Doce pranto que me persegues,
És meu, e somente meu.
Fiel companheiro,
Eis o que sou.
Fugi de amores,
Corri de sorrisos.
Me escondi de rancores,
Tudo abandonei.
Abandonei tudo,
Que um dia eras meu.
Derramei novas aguas,
Com as mesmas que me lavaram,
E em seu aroma deixaram,
O eu que eu sou.
Em seu reflexo minha imagem,
Eis tal desapontamento.
Fiel és tu tormento,
De indas e vindas.
Semblantes em vão,
Me susurrando.
De que tanto corri,
E hoje me vi,
O meu eu, prisioneiro de mim.
SILÊNCIO
shh, fecha a porta
fala baixinho
cala o canto
deita fora o burburinho
chega aqui pertinho
deixa eu ouvir o silêncio da cidade
cala-te! você e meus pensamentos
que hoje estão barulhentos, inquietos
me privando o gosto de ouvir o nada
que nesse momento desejo tanto
e por quase um segundo alcanço.
http://julianaescreve.wordpress.com
No silêncio da alma
Lá fora o som da vida me convida a acordar,
A abrir os olhos para admirar a beleza que me cerca,
Ao pensar na beleza da vida, me vem você ao pensamento,
Simples como um piscar de olhos,
E complexo como universo,
Assim tento explicar para mim mesmo o que sinto,
Um mesclado de todas as coisas boas da vida,
Como se fosse à receita da felicidade eterna,
Felicidade essa que só poderei encontrar ao seu lado,
Companhia que aguardo ansioso a todo o momento,
Chega ser até involuntário, esse ato de pensar...
Que me leva mais além... Leva-me a sonhar,
Esses sonhos que são a rotinas para um apaixonado,
Destemido do medo do sofrer,
Encorajado pela verdadeira busca do amor,
Amor esse que vai além das traduções escritas...
Que só pode ser relatado pelas traduções sentidas,
Lá no fundo da alma,
Onde palavras não são bem-vindas,
Onde a maior declaração se diz calada,
No silêncio do coração,
Na profundidade dos olhares,
Na breve eternidade de um abraço,
Lá te espero todos os dias, momentos...
Tendo a certeza que um dia te encontrarei.
"Nada! Não criara nada. Vivera sempre em mundos emprestados.
Sempre fora assim. Escrevia e escondia. Relia e escondia mais escondido, com a amarga sensação de ter abortado.
Tentara poesia,conto, até um esboço de romance" [O Mundo de Flora]
Porque jogar fora as pedras que entram nos nossos caminhos, elas poderão entrar no caminho de outras pessoas se não forem juntadas e aproveitadas.
Por isso junto todas, não as deixo espalhadas por ai para que outros tropecem nelas.
Vou as juntando, e dou prioridade para as mais duras, já que eu as usarei no meu castelo, e ele precisará de muitas pedras para se tornar forte e indestrutível.
Tem Dias
Tem dias que acordo querendo chorar, olho pra fora da janela do meu quarto e quase que automático meus olhos se prendem em algum lugar... É verão mas está frio, e chove um pouco lá fora fazendo encher o rio, o curioso é que o pássaro canta como se não ligasse para meu jeito brava de acordar.
Tem dias que eu quero simplesmente amar, tem dias que eu penso em atravessar horizontes e crescer, tem dias que meu quarto é tudo que eu quero ter.
Tem dias que te desejo, tem dias que não te quero mais, tem dias que sonho com teu beijo, e dias que quero ficar sozinha e em paz... Tem tantos dias em mim mudando meu emocional, meu eu e tudo que você já deve estar cansada de conhecer, mas nem mesmo meus dias, e meus tempos mudam o que eu vivi com você!
Essência
Prestes a entrar em erupção
Em chamas ardentes
Estou queimando!
Fora do compasso,
fora do ritmo;
totalmente entregue!
Não me prendo,
não pertenço,
não habito em nada.
Não sou de ninguém!
Me sinto em uma peça teatral,
La fora tenho a impressao de que as estrelas estao me assistindo
É como se cada passo que desse, cada pessoa que converso
fosse encenaçao.
Falo de sentimento, Digo ao vento que ele esta ficando forte
Testo a sorte em desafiar os sentidos naturais
piso em pedra, piso em galho
Vejo gente e me calo, pois nem todos sao dignos de participar
O teatro é meu e eu vou para qualquer lugar
Que seja eterna essa peça enquanto a noite durar.
Sabe a chuva lá fora?
Nesse momento, olhe pela janela... agora abra ela
olhe mais atentamente
Não há ninguém a frente. Abra ela... agora GRITE,
GRITE MEU NOME, que eu vou correndo até você
Quando precisar, quando necessitar
lutarei com a chuva pra te ver
Eu rasgo a noite e destruo as ruas
Trago luz a escuridão, levo meu amor
Furo a dor, te encho de sentimento
Tão rapido como o vento
faço barulho antes de entrar
Te abraço e você sente meu cansaso
Não demonstro, só mostro alegria
te trago palavras, para acalmar seu dia
fico a minha vida inteira se puder
te beijando, e te mostrando o quanto se encaixa e foi justo
Ganhou um problema mas também a solução
Em carne osso e coração
Eu sou seu abrigo pessoal, então fique dentro de mim
para sempre.
Que eu vou correndo enchugar suas lagrimas.
Quando algo ou alguém valer a pena!!!
Verbalize... Coloca para fora o que pensa e sente... Seja transparente... Dessa forma não dá lugar para pensamentos persecutórios e más interpretações...!
Mas, lembre-se... só se valer a pena... Senão... observe, elabore e deixa fluir...
O seu nome, eu escrevi no meu diário pela última vez.
Tranquei. E joguei a chavinha fora. Era o melhor que eu tinha a fazer.
Porque lê-lo outra vez poderia me causar a sensação de querer viver tudo novamente, errado novamente.
