Poema de um Homem Apaixonado
"Dentro
do meu coração de homem
Existem amores e lembranças
Que parecem ter pra sempre
desaparecido
Talvez desapareçam para o mundo
Porém, para mim
Eles não somem
Hão de permanecer pra sempre
Escondidos
de forma latente e permanente
Perenemente guardados
Amores esquecidos
por pessoas às quais eu fui benquisto
durante um certo tempo
Em suas vidas
Elas ainda estão aqui
e jamais serão esquecidas
Essas pessoas
Esquisitas e esquecidas
Estão ainda
Guardadas e bem amadas
Amadas e bem guardadas
Por este amigo
Que muita gente esqueceu
Guardadas
Neste meu coração imperfeito
Coração de homem
Pois eu sou apenas um homem
Não sou Deus
Um homem
Que tem um coração
ainda de menino
Talvez por isso ele sinta esse amor
de certo modo, divino
diferente dos amores que sentem
Aqueles corações
Que infelizmente, quando crescem
Passam a ver o mundo
as pessoas e o amor
de uma forma diferente
de como tudo deveria ser sentido
Pra que a vida
Fizesse sentido."
edsonricardopaiva
Fazendo eu uma analise bíblica,
Tirei minhas próprias conclusões,
Em atos C.3 um homem coxo que se portava à porta de um templo
Pedindo esmolas então foi dada a ele uma palavra de ordem
Levanta-te e anda e assim ele se levantou.
Assim como ele se levantou digo a todos os preguiçosos e vagabundos que
Saia de casa, da cama, da malandragem e vai procurar um emprego e deixe
De depender dos outros; só assim você vai se sentir no meio de uma sociedade de verdade.
A Maldição
A maldição do homem é sua prisão;
também chamada de corpo;
esta cela de carne e osso;
o limita, o aprisiona, o diminui;
Fomos feitos com uma incessante vontade de ser mais;
com a consciência de que podemos tudo;
mas ao mesmo tempo limitados ao nada;
Mas afinal, como algo a mais podemos ser?
Se eu e você, compartilhamos a mesma prisão;
pés que nos mantêm no chão;
Esta énossa maldição.
Grande será o homem
Que acordar de madrugada
Caminhar à pé pela calçada
Atravessar a Avenida
Apressado
Sem nem ao menos
Olhar para os lados
Preocupado em ser homem
Maior será esse homem
Quando cedo despertar pra vida
E botar o pé na estrada
Atravessar os anos
Centrado
Em galgar o topo do mundo
Aprender a enxergar no escuro
E não olhar para o passado
Imenso será o homem
Que já nascer propenso
A pisar na Lua
Atravessar Universos
E olhar de frente pro Sol
Em prol da grandeza que há de vir
Determinado a ser um gigante
E saber todas as respostas
E apenas bom será o homem
Quando cedo aprender
A reconhecer cada medo que tem
Aceitando a própria imperfeição
Caminhar descalço quando preciso
Olhar pro chão quando andar na rua
Calar as respostas que conhece
Sem falso orgulho ou pretensão
Esquecer-se a si mesmo e ficar calado
Pois cedo aprendeu a entender a vida
E nada esperar deste mundo
Porque tudo um dia fica no passado.
Edson Ricardo Paiva.
Todo homem pode ser manipulado ou autosabotado por mais inteligente que seja. Já um filósofo não.
Porque o filósofo avalia todas as circunstâncias do mundo de forma neutra, sem a influência sequer do seu próprio "eu".
Quem sabe ponderar entre a luz e a escuridão consegue discernir qualquer evento que aparecer no caminho e, portanto; fazer escolhas justas, por mais que para os outros quiça possa não parecer a melhor decisão.
Tolo é o frustrado, que diz que a dor existe porque o mundo é cruel com o homem; Sábio é o feliz, que diz que a dor existe porque o homem é cruel com o mundo.
O primeiro choro de sua vida é fruto da crença de que o mundo é um escravo... Chicoteia-nocom reclamações, barganhas e lamentos em uma tentativa fútil de fazê-lo mudar suas leis, e, no fim, o único que sai ferido é o próprio homem.
Era uma vez um homem que amava uma mulher... e o sorriso dela era um mistério ao qual ele desejava dedicar toda a sua vida desvendando. Cada curva daquele riso iluminava sua alma, como se o universo o convocasse a eternamente buscar essa resposta doce e infinita.
Mas o tempo, com seus desentendimentos e desencontros, os separou. Ainda assim, ele manteve sua promessa, gravada nas linhas do seu peito. Possuiu outros corpos, é verdade — breves respiros de uma ausência que nunca se curava — mas jamais os amou. Seu coração, teimoso e fiel, permanecia ancorado naquele amor primeiro, que nem a distância dos anos conseguia apagar. Amar aquela mulher não era uma escolha, mas um destino que o tempo não soube desviar.
Era uma vez um homem que acreditava caminhar só... não por falta de passos ao redor, mas porque havia se tornado prisioneiro de muros erguidos dentro de si. Vivia entre palavras guardadas, olhares desviados e silêncios pesados como correntes. Até que um dia, como um raio de sol que ousa atravessar as frestas da cela, apareceu ela: uma amiga que não se intimidava com o seu estranho jeito de existir.
Ela o chamou de amigo, mesmo quando ele dizia que não sabia ser. Disse que ficaria, mesmo que o mundo partisse. E prometeu que, se um dia os dois se encontrassem sós no destino, ficariam sozinhos... juntos.
Ele a questionou, como quem duvida da própria liberdade, e ela o respondeu com leveza, como quem não tem medo de cuidar... nem de se deixar ser cuidado. Entre perguntas e provocações, entre o medo do amor e a esperança do abrigo, os dois descobriram que talvez a verdadeira fuga da solidão não estivesse no mundo lá fora, mas nos olhos de quem vê a alma e ainda assim decide ficar.
E assim, entre prisões internas e promessas eternas, nasceu uma história onde dois corações, marcados por feridas, aprenderam que não há maior liberdade do que encontrar repouso um no outro.
E viveram... como sabem viver os que ainda acreditam no amor que se escreve devagar.
O homem é como sol, e sempre será o sol,
A mulher é como a lua, e tem fase,
Amar a esposa, é mais difícil do que entender a esposa, e o melhor é que; quando você não entende, você ama.
Mas eis que surge um Homem, ao lado do sepulcro,
com voz serena e olhar profundo.
“Mulher, por que choras? A quem procuras?”
Palavras suaves, que curam feridas duras.
“Maria”, Ele diz... com doçura sem fim,
e naquele nome... o mundo volta a ter jardim.
Ela O reconhece, cai aos Seus pés,
o Cristo ressuscitou, é real, é de fé!
Não é fantasia, é verdade vivida:
Jesus venceu — e deu nova vida.
Um Homem se aproxima, com passos suaves,
pergunta gentil: “Sobre o que conversais?”
E eles contam, com alma ferida,
sobre Aquele que achavam ser a vida.
Confessa com fé, entrega o viver,
Deixa o velho homem morrer.
Porque ao que crê, com o coração,
É dado o céu e o perdão.
Não olhe pros erros, olhe pra cruz,
Ali está o amor que conduz.
Volta, filho amado, volta ao lar,
Jesus está pronto pra te abraçar.
A unção que vem do céu não enche o ego ela esmaga o orgulho.
Ela não faz o homem parecer grande,
ela faz Deus ser tudo.
Por isso, muitos desistem no meio.
Querem o dom, mas não suportam a dor.
Querem microfone, mas não suportam o silêncio de Deus forjando o caráter.
Querem autoridade, mas sem o caminho da obediência.
Mas os que suportam o processo…
Serão cheios de uma glória que o mundo não pode dar.
E que os céus nunca deixarão apagar.
Ele ama o leproso, o perdido, o cego,
Mas o homem ama apenas o que é espelho.
Ama quem se encaixa no seu molde,
E exclui quem a graça de Deus envolve.
O coração do homem endurece fácil,
Fecha portas com trancas de orgulho.
Mas o coração de Cristo se abre todo,
Mesmo sabendo que será ferido de novo.
Mas o homem… ah, o homem se esquece,
Fala de amor, mas pouco oferece.
Aponta dedos com tanta razão,
E guarda pedras dentro do coração.
VII - Caso Demiurgo
Não é repentino o fogo, nem por demasia o temporal.
Caso jactante o homem, dar-vos-eis glória aos Sandeus?
Far-vos-eis murito a mular o marado que farado a feitura fugidia?
Tal indispõe da peleja o anturguero alante, domador da razão e amante do caos?
Caudal das lágrimas
É diante de todo este conforto que o homem chora, contudo, desfazendo-me do que é colo, apego-me ao que é sonho, pois sonhar já não é tão simples.
Porque se sangro, sangro de meu corpo, daquilo que me é carne, por aquilo que tão pouco sei.
Assim, para debelar tão puro ódio, tarda-se a oração, pois tal delírio me induz a realidade.
O homem sente por sentir vontade
E quem me dera um dia ver-me diferente, encontrando sentido além das razões por trás da mente, sendo coração que pulsa apressadamente, apenas por saber que é verdade. E se é verdade, dou-te tudo o que encontrar no caminho do meu eu; do apego à solidão, que habita nessa imensa vastidão desconhecida, à medida dosada da paixão.
