Poema de Platão
Viver em um país onde a escola básica não funciona a 40 anos até dá.O que não dá é pra viver no Brasil, um país onde a escola básica não funciona a 40 anos, mas as pessoas se acha verdadeiros gênios, intelectuais de primeira, sem nunca ter lido um Machado, ou Platão.
Aquele que, experto nas doutrinas políticas, não guarde qualquer cuidado de prestar o seu concurso à República; esse não é, com efeito, "a árvore que na margem da ribeira dá frutos sazonados", mas antes um abismo funesto, que devora para jamais devolver.
O Homem jamais saiu das cavernas. Hoje ele apenas vive em cavernas artificiais conhecidas como casas, apartamentos, palácios, trailers, prédios abandonados e barracões.
Um amor não recíproco não é um amor falho; amor é amor, se tu amas não espere o amor do próximo. Quem ama é feliz, independentemente das circunstâncias do aceitamento, como dizia Platão "Desejar é o agrado da felicidade no amor".
Não chores; o dia não viera a raiar, pois teus olhos estavam em lacrimejo, da tua face escorre rios de águas claras e cristalinas, que brotam da nascente de seus olhos e tomam rumo inesperado de seus lábios.
Numa democracia, onde a liberdade de escolha é essencial para o exercício da cidadania, não se admite obrigatoriedade à aceitação de um direito. O voto obrigatório, por exemplo, é mais uma das anomalias que só em países como no Brasil, vigora, pelo fato do povo ser "idiotes" e sem formação educacional digna.
Apenas observo o comportamento de algumas pessoas ao meu redor, e posso dizer, tenho pena de tua natureza, pois assim como o sorriso faz bem a tua alma é entristecida!
A ilusão que a caverna proporciona parece confortável, mas ao espiar e depois sentir a floresta ensolarada podemos ver quão úmida e escura estava lá dentro.
...Parece, pois, que a justiça, segundo a tua opinião, a de Homero e a de Simônides, é uma espécie de arte de furtar, mas para a vantagem de amigos e danos de inimigos. Não era isso o que dizias?
O justo não quer exceder o seu semelhante, mas o seu oposto; ao passo que o injusto quer exceder tanto o seu semelhante como o seu oposto.
“Aquele que está acordado não vê a simples realidade mas aquele que se priva de seu descanso consegue ver a concepção“
Nesta vida nos acontece situações que por segundos nos encorajam a ir além de Sócrates, não apenas beber cicuta, mas pedir limão e gelo como acompanhamento, mas força, a esperança de uma utopia vem logo, como visto em Platão.
As coisas que são apenas ouvidas, tocadas e sentidas; mas não vistas. Permitirá uma gama de possibilidades para o autor imaginar que tipo de imagem é. No final, as coisas nunca vão ser como parecem.
O conceito da palavra “ironia” configura-se em uma maneira de expressão com base em afirmações opostas àquilo que se almeja expressar, zombando, censurando, criticando, atacando ou denunciando algo ou alguém. Trata-se de um modus operandi amplamente utilizado e observável nos diálogos platônicos, segundo os quais a técnica de Sócrates, em diversas passagens, se baseava na simulação de certa ignorância sobre um determinado tema, com a formulação de questionamentos e a posterior aceitação das respostas proferidas pelos interlocutores, fazendo-os entrar em divergência (contradição) entre si próprios, desnudando os raciocínios obsoletos. O problema é quando a escuridão sequer permite ao interlocutor a diferenciação entre as comédias e as tragédias da vida.
Saúde mental se tornou assunto de boteco, o que traz uma ironia: as pessoas detectam o problema, mas o submete à indiferença. Ou seja, banalizam achando que é 'cunversinha'.
O vulgo, invariavelmente, perpetua a sua inclinação em alardear a "morte" simbólica de heróis, buscando, equivocadamente, evitar a contemplação de sua própria mediocridade. Os apedeutas, mergulhados na carência espiritual, lançam-se mais uma vez em uma busca por um bode expiatório ou alguém que os eleve, ainda que ilusoriamente, à medida que elegem frequentemente figuras de maior estatura para este propósito.
Viver uma vida extraordinária não significa realizar grandes feitos, basta estar na direção oposta à maioria.
