Poema de Perdas
Diante de tantas perdas e solidão, de situações adversas de anos, edifiquei-me tão fortemente que minha solitude hoje é tudo que tenho e preciso.
Enquanto você persistir em suas perdas, irá continuar perdendo. Aceite seus erros, só assim chegará ao sucesso.
Quem vive na base de cálculos, contabilizando os ganhos e as perdas de cada mísero centavo também vai morrer dessa mesma maneira.
A ingratidão é a saída dos fracos e a solução dos covardes, mas as perdas são lamentos dos orgulhosos;
Comovi-me por tantos geniais escritores cegos, ou com grandes perdas de visão, cujas obras perduram e perdurão para sempre. Como ia-me quiçá também por mim, mera escrevinhadora, cuja devoção às palavras dos Grandes, não conhecia limites.
Que Deus conforte todos os corações dilacerados pela dor nesse momento,onde não há perdas mas saudades,onde a vida não acaba mais recomeça em outro lugar mais perto de Deus,que todos acreditem que morrer não é o fim é o recomeço de uma nova vida,uma nova historia,uma nova etapa,uma nova missão mas em outro lugar mais além.
Há uma mania que aprisiona: o peso de enjoar das coisas e das pessoas, que conduz a perdas profundas. Vive-se na ânsia do que está por vir, desejando o novo, o distante, e, assim, deixando escapar o encanto do que já repousa nas mãos, o brilho das conquistas que já existem. Sonhar e desejar é semente que faz florescer. mas olhar apenas para o horizonte do que se quer, pode ofuscar a beleza do presente que já sustenta.
A maturidade espiritual é a arte de sorrir para as perdas, de acenar para o que se foi sem rancor, e de entender que cada encerramento é, na verdade, uma limpeza de terreno para o que está por vir, e que a mão que se solta é a mesma que fica livre para segurar algo muito mais importante e duradouro. Apegue-se apenas à sua capacidade de amar e de se reerguer, pois são os únicos bens inalienáveis, e deixe que o universo leve o que precisa ir, o vazio deixado não é uma ausência, mas o espaço sagrado que a providência reservou para preencher com a sua próxima, e maior, bênção.
As perdas ensinam a geometria do meu próprio espaço. Depois de cada saída, sobra um contorno novo do que sou. Desenho com cuidado as margens que restaram do mapa. E percebo que a estrada que me falta é também caminho. Perder é reformar a casa onde ainda cabe silêncio e canto.
Minhas perdas me ensinaram a ler sinais mínimos: um olhar que demora, um silêncio que não retorna, o som do telefone que não toca. Aprendi a traduzir o vazio em mapa e a seguir por rotas menos frequentadas, onde ainda existem bancos vazios e gente que aceita sentar ao lado.
Hoje, ao voltar os olhos e reconhecer o caminho percorrido, as batalhas vencidas, as perdas transmudadas, a jornada inteira resplandece de sentido. Cada conquista miúda ganha peso e brilho, mesmo aquilo que o mundo chama de ínfimo é, para mim, prova concreta de resistência, de trabalho e de um cultivo paciente do meu próprio ser.
Foi nas perdas que aprendi o real valor da presença, porque só a ausência revela quem realmente ficou por amor.
Deus me mostrou que o que parece perda é, muitas vezes, proteção. Perdas aparentes são cortinas que nos protegem do que não nos pertence, a fé revela o que era escudo.
Deus me fez entender que nem tudo que se perde é perda. Existem perdas que protegem a alma, o olhar de fé nos mostra o valor do que se foi.
Hoje para mim poderia ter sido um mal dia, um dia ruim, um dia de perdas ou passos dados para trás, mas ao contrário de tudo isso, hoje foi um dia de grandes recomeços, um dia em que me sinto tirando um peso das costas mais uma vez. Um dia de agradecimento e despedida e um dia de novas conquistas com quem realmente reconhece o meu valor. E vamo que vamo!
Nem toda vitória é ganho, nem toda perda é perda. Em cada ganho há mais perdas e em cada perda há mais ganhos do que se possa imaginar!!
