Poema de Perdas
Tudo tem um preço. Crescer dói, permanecer vazio destrói. Algumas perdas machucam, mas continuar se perdendo em si mesmo machuca mais.
Com o tempo, inevitavelmente, a gente se torna outra pessoa. O silêncio, as perdas e as decepções nos amadurecem. Aos poucos, aprendemos a abrir mão das estabilidades que já não nos cabem.
A ingratidão é a saída dos fracos e a solução dos covardes, mas as perdas são lamentos dos orgulhosos;
As palavras ganhos, perdas, chegadas e partidas, são marcantes em nossa existência. Suas consequências, efeitos diretos e colaterais, são moduladas pelas etapas da vida, principalmente na última: ganhos e chegadas reduzem; partidas e perdas aumentam, sendo o tempo responsável. É uma visão restrita a pessoal. Sem métrica, a simples meditação a respeito ou retrospecto da própria vida, faz assimilar e valorizar a palavra maior: tempo.
E mais um Ano se vai e com ele as tristezas, as alegrias, os sorrisos, os ganhos e as perdas..e o que fica são as lembranças e o aprendizado...o desejo de mudança, a esperança num novo tempo..o que fica somos nós modificados pelo ontem....o que fica somos nós com novas experiências e novos desejos .. e com mais uma chance de mudar nosso amanhã!
Nas guerras só há perdas, não há ganhos! Perdem-se vidas e ganha-se morte! Ganha-se destruição e perde-se elevação!
Quando enfrentamos as tempestades da vida, mesmo com perdas e danos, pela fé conseguimos superar. Os tempos de bonança e calmaria nos elevam ao sublime prazer de atravessar pontes, caminhos, horizontes que nos despertam forças pra continuar, com otimismo, os limites que nos preparam e fortalecem pra nunca desistir ou parar em meio às adversidades!
“A gratidão nos eleva e nos redefine quando transformamos ganhos e perdas em aprendizado.” — Leonardo Azevedo.
" Não lamente o que a noite levou. Algumas perdas são apenas espaços que a vida abre para novos significados. "
Hoje, ao voltar os olhos e reconhecer o caminho percorrido, as batalhas vencidas, as perdas transmudadas, a jornada inteira resplandece de sentido. Cada conquista miúda ganha peso e brilho, mesmo aquilo que o mundo chama de ínfimo é, para mim, prova concreta de resistência, de trabalho e de um cultivo paciente do meu próprio ser.
Foi nas perdas que aprendi o real valor da presença, porque só a ausência revela quem realmente ficou por amor.
Deus me mostrou que o que parece perda é, muitas vezes, proteção. Perdas aparentes são cortinas que nos protegem do que não nos pertence, a fé revela o que era escudo.
Deus me fez entender que nem tudo que se perde é perda. Existem perdas que protegem a alma, o olhar de fé nos mostra o valor do que se foi.
A maturidade espiritual é a arte de sorrir para as perdas, de acenar para o que se foi sem rancor, e de entender que cada encerramento é, na verdade, uma limpeza de terreno para o que está por vir, e que a mão que se solta é a mesma que fica livre para segurar algo muito mais importante e duradouro. Apegue-se apenas à sua capacidade de amar e de se reerguer, pois são os únicos bens inalienáveis, e deixe que o universo leve o que precisa ir, o vazio deixado não é uma ausência, mas o espaço sagrado que a providência reservou para preencher com a sua próxima, e maior, bênção.
As perdas ensinam a geometria do meu próprio espaço. Depois de cada saída, sobra um contorno novo do que sou. Desenho com cuidado as margens que restaram do mapa. E percebo que a estrada que me falta é também caminho. Perder é reformar a casa onde ainda cabe silêncio e canto.
Minhas perdas me ensinaram a ler sinais mínimos: um olhar que demora, um silêncio que não retorna, o som do telefone que não toca. Aprendi a traduzir o vazio em mapa e a seguir por rotas menos frequentadas, onde ainda existem bancos vazios e gente que aceita sentar ao lado.
Nem toda fé é clara, serena ou luminosa. Algumas nascem no escuro, entre dúvidas, perdas e noites longas. Crer, nesses momentos, não é conforto. É quase o último fio que impede a alma de afundar.
E, por mais frágil que pareça, esse fio ainda me sustenta.
O destino raramente nos destrói de uma só vez, prefere a crueldade discreta das pequenas perdas, aquelas que chegam sem ruído e, quando percebemos, já nos roubaram quase tudo.
