Poema de Pablo Neruda Crepusculario

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Sempre-viva-gigante


A Sempre-viva-gigante
enfeita como um poema
a nossa bonita cena,
Você convicto se declarando
perdidamente apaixonado
e eu deliciada com puro
encantamento flutuando.

Bunga Pecah Kaca


alva como a Lua Cheia


encanta o olhar


que a lê como um poema.










...


Bunga Tiga Bulan


crescendo selvagem nas encostas,


Faz parte das minhas memórias


e das minhas poesias amorosas.










...


O florescer da Bunga Bangkai


sob as estrelas do céu da Pátria,


O revelar dos mais magníficos


poemas e deste nó que não é nó,


e de tudo o quê não nos ata,


descobri que nunca fui só.














...






Begonia Merak florescida


enfeitando o meu olhar


e concedendo a vida


ficar bem mais colorida.










...






Begonia rajah florescida


no jardim do amor,


Tem tudo de poesia


e de doce candor.






...






Algo que penetra


como Kunyit na terra


e o paladar tempera,


É a busca do poeta


que não se encerra.

Grande é a chama acesa,
e não vai dar namoro,
Sem nenhum decoro
vai dar mesmo é poema;
Seja público ou secreto,
não pede disfarce
porque nasceu eterno.


(Encontro de estrelas
fazem o seu Universo).

O meu beijo é feito
Murtillas frescas,
O meu poema é
escrito com linhas
certas e erradas,
Versos Intimistas
que unem almas
plenas e apaixonadas.

Quando te encontrei
no Enterro da Tristeza
na bela Florianópolis,
A folia soprou o poema
todo alegre nos avisando
que a vida começava
ali naquele momento,
dando adeus à cantilena
no coração e pensamento.


...

No Médio Vale do Itajaí,
Borboleta é poema
no coração do jardim,
Do jeito que me vê
sou exatamente assim.

Diante do oceano que és,
como ave e livre poema,
sobrevoo com asas intensas
nas tuas regiões costeiras,
sem permitir que me vejas,
para abrigar-me nos manguezais
do teu consciente e inconsciente,
e ousar ser o pulmão e a respiração.


Súdita dos teus ensinamentos corajosos
que permanecem mesmo em fase
de maré bravia que a presença me priva,
a mente vira árvore e rochedo
onde o savacu-de-coroa se abriga.


Não apenas feita de algum sinal,
mas da raiz até a alma sambaquiana,
sob a proteção do Hemisfério Austral,
nas correntes da Baía da Babitonga,
pronta para com amor te tomar sem conta.


Porque reinar sob a glória do teu amor
a mim me destina com toda a honra
e pompa que sei que serei digna,
sob o teu olhar feito de fidalguia:
o desejo sedento, a adorável malícia,
e constelação que n'amplidão te ilumina.

Ao olhar para o céu da América Latina
pude ler de Lindolf Bell claramente
"O Poema das Crianças Traídas",
Isso diz tudo sobre muita gente
que sequer ainda acordou para a realidade...

Sentir na pele
o grande poema,
Não me deixar
te ver é avareza...


Cada verso
é a malícia
de todo o dia,
para romper
com as tuas defesas.


(Com todas as minhas
mais estratégicas sutilezas.)

Na voz das cunhãs, sou a reverberação
por tontura e falta de respiração.
Sou o poema-denúncia com passos
de todos os bois por vocação.


Pela Amazônia profunda e recôndita,
contra todos os tipos de incêndios:
jamais esqueço que no Norte também
são todos meus irmãos e brasileiros.


Por isso jamais posso virar o rosto,
não posso fingir que sinto desgosto
e negar para ninguém que há sufoco.


Posso ser tudo, só não posso agradar;
e sempre que o peito de quem quer
esteja a queimar porque está faltando ar.

Resistir na mesma canoa,
como Anaru e Teya,
ir juntos além da intenção:
viver de fato o poema.


Nestes tempos estranhos,
na floração da Bwa Kwaib,
partilhar a contemplação,
a doçura e a sedução.


Nos permitir a distração
da atmosfera kaligana,
a gente se pertence,
o coração jamais engana.


[Não temer o amor no destino,
a paixão plena e o infinito...]

Há quem queira
voltar atrás no tempo;
eu queria voltar atrás
no poema, porque foi ali
que te toquei sem te tocar,
e nunca mais voltei inteiro.

Mensagens positivas
Essa é a minha poesia
Mensagens com amor
Esse é o meu poema contra dor

Lua 🌙

Ela é o verso mais lindo
que preenche o meu poema,
ela é a inspiração
que escolhi como tema,
ao anoitecer saio pra rua
para apreciar a linda lua
que todo dia virou meu lema.

Ela é intensidade e calma
tudo no mesmo instante,
ela é cheia de fases
cada fase é brilhante,
ela não é fácil de definir
mas ela tá sempre ali
sendo bela e radiante.

Ela enfrenta tempestades
com maestria e delicadeza,
ela sempre renasce
para bilhar com pureza,
mesmo na transformação
ela esbanja a melhor versão
e a essência de sua beleza

Poema sem nome

Teu nome cai no meu sono
e os peixes aprendem a arder.
Quando me olhas, a lua
se despe sem perceber.
Beijo tua boca e o tempo
esquece de envelhecer.

Descrição:

O poema apresenta um amor que transforma a realidade em sonho. Quando “teu nome cai no meu sono”, a pessoa amada entra no espaço mais íntimo de quem ama, chegando até onde a consciência descansa. Os “peixes aprendem a arder” trazem uma imagem surrealista: criaturas da água experimentam o fogo, como se o desejo pudesse tornar possível aquilo que a natureza proíbe. A lua que “se despe sem perceber” sugere uma entrega delicada e espontânea, como se o próprio universo participasse dessa intimidade. Por fim, o beijo faz o tempo esquecer de envelhecer: expressa aquele instante em que estar com alguém é tão intenso que deixamos de sentir as horas passando. O romantismo está nessa vontade de permanecer no encontro; o surrealismo, nas imagens impossíveis que dão corpo à força desse sentimento.

Forma de sentir


Não sei dizer se o que escrevo é
poema ou poesia…
acho que só sigo o que o meu coração diz.


É expressão em estado bruto.


Talvez uma prosa poética —
quando narrativa e poesia se misturam
até não dar mais para separar
onde termina uma
e começa a outra.


Eu não me preparo para escrever —
eu sinto…
e as palavras vêm.


Às vezes em silêncio,
principalmente quando estou ansiosa,
triste ou nervosa,
elas vêm em rimas,
como se a vida,
por um instante,
virasse melodia
só para me confortar.


Como um drama,
um conto
ou romance antigo —
talvez de filmes
ou de uma época desconhecida.


Escrevo quando algo transborda,
quando aperta,
quando precisa existir
fora de mim.


As palavras apenas saem —
e eu as escrevo.


Não sigo regras,
não penso demais…
apenas deixo acontecer.


As frases vêm como ondas:
às vezes calmas,
às vezes quebradas,
às vezes interrompidas…
como quem respira fundo
ou engasga com o próprio sentir.


Dou saltos —
de assunto,
de emoção —
como batidas irregulares
de um coração apaixonado.


E, muitas vezes,
quando termino,
leio de novo
com um certo estranhamento —
como se não tivesse sido eu…


mas, ao mesmo tempo,
sabendo que nunca fui
tão autêntica assim.


Talvez não seja texto.
Nem poema.
Muito menos poesia.


Talvez seja só
o meu jeito de sentir
ganhando forma. 🌙

ENCANTAMENTO


ELA NO POEMA
ESTÁ FELIZ.
ELA NO MEU POEMA
ME DIZ.
QUE O AMOR
NOS QUER JUNTOS.
UM NO OUTRO.
DENTRO DO OUTRO.
ENFIM.

A IMAGEM DE UM POEMA


É VOCÊ LINDA
DESPIDA
E ENTRANDO NO MAR.


E ATÉ ONDE SABEMOS.
É SÓ SEU.
ESSE MAR.

PRIMEIRO SURGIU VOCÊ
PARA QUE EU FIZESSE
UM POEMA.
DEPOIS FORAM
AS ESTRELAS.

ENTRE O POEMA E A POESIA
ENTRE VOCÊ E O MEU DIA.
EU TE OFERTARIA
UMA FLOR QUERIDA.