Poema de Pablo Neruda Crepusculario
"Sarau da linguagem"
Compromisso com a educação
Vai além da nossa visão
É ir à escola e observar
O quanto de vozes precisamos escutar.
É abrir a porta de cada sala
E sorrir com cada cadeira ocupada
E de volta receber um aceno
De cada educando com atitude empolgada.
Empolgados pela motivação das aulas
Ou pela curiosidade que desperta
Quando uma novidade
Vem como por uma janela aberta.
Ao abrir a janela muitas possibilidades aparecem
De tantos contextos que acontecem
São textos e intertextos que se apresentam
Neste livro de narrativas que nem sempre acalentam.
Olhares, vozes, aromas, sabores e abraços
Cada enredo com seus entrelaços
Que de sorte podem anotar
Os que da escola desejam vivenciar.
Seja pela visão, tato, audição, paladar ou olfato
Cada educante com suas histórias
Que buscam caminhos
Pra desencadear num novo fato.
É a leitura e escrita da vida
Que a todos se apresenta em convida
Pra continuar por meio desta lida
Sem intenção de despedida.
Porque neste percurso sem fim
A trajetória começa nos primeiros passos
Foi assim pra você e pra mim
Quando iniciados os primeiros laços.
Laços de afago e de ternura
Que almejam expressar na cultura
Por meio da arte e literatura
Os momentos ricos da leitura.
Que desde a educação infantil iniciava
A enveredar pelos caminhos das infâncias
Perpetuando no ensino fundamental
As memorias que adormecem nestas instâncias.
Acordadas ficam as lembranças
Que expressas pela escrita
Trazem aos corações e mentes
O reforço da nossa esperança.
Esperança na educação
Capaz de mudar o cidadão
Que começou pela leitura e escrita
O mundo novo, de transformação.
Os multiletramentos direcionaram à multiplicidade cultural de diferentes públicos e multiplicidade de significações, com reflexos dos seus diferentes signos linguísticos, objetos e interpretações.
Extraído do livro: "Fábulas para se ler além da escola", Editora Schreiben
A prática da leitura e da produção textual refletem na cultura e na linguagem, contribuindo à formação humana na perspectiva integral em que os sujeitos aprendem a construir formas de pensar, além de articulações linguísticas capazes de recriarem novas condições sociais.
Extrato do livro: "Fábulas para se ler além da escola", Editora Schreiben
O cravo brigou com a rosa, levou tapa e fez careta,
Disse: “Nunca mais te falo!”, saiu com muita treta.
Mas no baile da alegria, veja só que confusão:
Tavam juntos, lado a lado, dançando de mão na mão.
Paráfrase em cordel da canção popular “O cravo brigou com a rosa” publicada em "Cordel de primeira viagem: estudantes em sua estreia literária pelo sertão encantado da cultura nordestina"
Se a pergunta vem no ar,
a gente para pra escutar.
Do cordel, vamos falar,
e a curiosidade saciar!
Do livro: "Cordel de primeira viagem: estudantes em sua estreia literária pelo sertão encantado da cultura nordestina"
Perdendo o Juízo:
Para quem aprecia séries e filmes inteligentes, capazes de provocar reflexão mesmo nos momentos de lazer, fica a dica: "Perdiendo el Juicio".
Muito além de um drama jurídico, a obra convida a refletir sobre como, muitas vezes, o julgamento mais difícil não acontece nos tribunais, mas na própria consciência. Entre erros, fragilidades e escolhas, revela que a justiça nem sempre se limita à aplicação da lei: envolve também empatia, responsabilidade e humanidade.
Provavelmente a maior lição da primeira temporada seja justamente a de que compreender o outro exige muito mais do que conhecer os fatos; exige reconhecer a complexidade da condição humana.
Uma série que entretém, mas, sobretudo, nos faz pensar.
Sozinho, um idiota continua sendo um idiota. Junte dois, seguem sendo dois idiotas. Mas dez mil deles reunidos formam um partido político.
Jean Dutourd
Le Taxis de la Marne
1956
Se fosse escolher entre seguir ou me perder,
entre a certeza do sim e a duvida que o não dar,
escolheria me perder por completo
só para me reencontrar diante de teu olhar.
Cordel minha terra.
Eu sou filho do mato
Da terra da cultura
E quem não a entende
Sem ter desenvoltura
E fala do nordeste
Nem sabe da fartura
Lembra de pouca chuva
Poeira, chão rachado,
Mandacaru e palma
(Coroa de frade) espinhado
Caatinga, capoeira
(Unha de gato) estirado
Se chove o ano todo
Estrada é agonia
Buraco em buraco
E todo carro chia
Vamos falar do tempo
Tudo logo esfria
Mas assim é que é bom
Neblina no distrito
Nem dá pra ver escola
Fica logo aflito
As crianças na chuva
De bota faz bonito
Já vi frio de quatorze
Sensação térmica 8
Tem quem acha, é quente
Vigi, povo afoito
Tem aquele que treme
Só levanta no açoito.
De touca na cabeça
Cachecol no pescoço
Doze meses tem o ano
E vale o esforço
Um quarto é de sol
Chuva no resto moço
Já consegue decifrar
Com quê foi revelado
Nada é melindroso
Não está disfarçado
Pra não ficar nervoso
Já volto arretado.
"Eu sinto você na brisa do mar,
no vento que sopra sem parar.
Eu sinto você no instante parado,
pensando,
como é bom te amar."
"...com girassóis em meu jardim,
meu coração bate feliz,
simplesmente porque sinto você,
dentro de mim!"
"A molinha pulou feliz.
A molinha amou o bis.
A molinha gosta de um par,
A molinha sozinha,
Não quer ficar.
A molinha pula, pulou,
A molinha só quer amar."
Metáfora:
"O homem se afastou da Natureza, quando vestiu um calçado.
Uma borracha que o isolou da Mãe terra?"
Tudo nessa vida passa.
Só a dor é eterna.
Cicatrizes ficam e,
Dependendo da profundidade,
Doem mais ou menos.
Acordei e fui para a rua,
Para ver a Lua sangrenta,
Para ver a Lua nua,
Nada mais me afugenta.
Estava namorando ela,
Em segundos sem eira nem beira.
Vermelha de vergonha se escondeu,
Atrás do Morro do Maciço da Costeira.
O universo é uma entidade completa e única.
Tudo e todos estão ligados por alguns fios invisíveis.
não quebre o coração de ninguém.
não menospreze os mais fracos do que você.
a tristeza do outro lado
do mundo pode fazer o mundo inteiro sofrer,
a felicidade de alguém pode fazer o mundo inteiro sorrir
Shams de Tabrizi (poeta sufi)
