Poema de Pablo Neruda Crepusculario
PREÇO DE VIVER
O que posso fazer para te ajudar?
Para lhe tirar dessa situação de desespero?
Se eu pudesse arrancava daí de dentro!
Mas o que seria bom? Talvez uma prece? Que se apresse!
Olha, a prece que eu preciso não é a do orgulho próprio
A prece que eu preciso tem um propósito...
Eu preciso amar o mundo de tal maneira como o criador amou, preciso fazer aquilo que o universo já me destinou!
Já ecoou, a trombeta até tocou....
E quem tocou nem olhou... Essa é a prece que eu sou....
Imagina uma vida sofrida, onde as pimentas doces são ardidas, onde as lágrimas fazem parte da vida... onde o mal cheiro o pulmão mastiga....
Tem lugar que o preço das coisas é tão alto que se fosse baixo, como seria?
Então, a prece é essa... não tem pressa... as coisas mais bonitas só florem quando se rega...
Então não é desespero estar em uma prova, pelo contrário se fosse já a cova!
Eu estudei para isso, espero que entenda....
Todos os dias somos provados, não se surpreenda...
Reprovar é uma falta de estudo ou calma?
Já vi aprovado que não estudou, mas fez com a alma...
As escolhas são difíceis e quem faz toma culpa?
Parece uma guerra diária, viver em um mundo de luta!
Então me escuta, ou melhor, me leia, e se puder também me veja
Uma prece, enriquece e eu aceito, mas as coisas são desse jeito... Uma vai, outra vem, alguns voltam, mas, tudo tem um PREÇO!
GATO SEM SALÁRIO
Procura-se um procurador, mas sem dor...
Apenas para fazer procuração, mas não é para procurar ninguém por aí, se não me entende vou ser mais claro... A história é do gato e do rato...
O gato vivia procurando no mato, o rato vivia procurando no sapato....
O gato não encontrava o rato, e o rato atrás do sapato
O gato vivia embolado, caçando formiga porque não tinha nem pedaço magro de um rato
O rato queria queijo, resto de comida, qualquer coisa seria lucro, mas ele é mestre em não fazer barulho, ou quase nenhum..., mas é todo estabanado, derruba as coisas, dá tudo errado e logo é capturado, aí o dono diz: Pra que serve esse meu gato que vive no mato?
Aprendeu a comer ração e não come rato...
Vai ficar com fome a partir de hoje... vai ficar magro! Procurou, procurou e procurou no lugar errado!
Aqui é um local onde se procura por um procurador, como falei, não o que procura a dor, mas que faz procuração, mas não procura ninguém, espera.... vou tentar explicar de novo...
Essa é a história da galinha que saiu do ovo!
Essa vivia procurando alguém... dizem que a 1ª. Galinha nasceu no além, alguns dizem Jerusalém, eu não sei de nada... que assim seja ou amém?
Mas eu falei que ela nasceu do ovo?
Olha essa história de novo...
Se achar a resposta, digo que tá louco...
Quem veio 1º.? A galinha ou o ovo?
Essa resposta você pode procurar... não sei se vai encontrar... não é tão difícil... basta pensar... me avisa se conseguir encontrar....
Então, estou à procura de um procurador, mas não o que procura a dor, mas aquele que entenda a cor que tem cada sabor que se conecta nas ondas vibratórias do amor, que transforma a dor, e se tornou o maior e grande procurador!!!!!
WHO CARES
Isso me bate à porta, mas quem se importa?
Quero um pedaço, mas de pizza ou de torta?
Quem se importa?
Informa, se torna aplausível, quem se importa saber o porquê está neste plano passageiro, onde os que não se importam vivem com medo, mas guardam isso embaixo de uma falsa coragem, um segredo, mas eu percebo, pois são alheios e estão ao seu meio, pois no meu não mais convivo, e é vivo, gostava da novela do Francisco, também do velho Chico, falei em Chico? Lembra do Xavier? Que escrevia e nem lia, mas sorria sem poder enxergar, mas pode ver um mundo ao qual nós, seres imundos vive a se limpar, e não vai adiantar, pode esfregar, esfregar e esfregar... quem vai se importar?
Tem pessoas que nem sabem de onde vem o azul do mar, e diz que conhece e isso me entristece, porque é tudo mentira, falar que conhece o mar, não basta ter ido lá, mas entender que ele não tem medidas, medidas essas que foram feitas sem pressa pela alma mais linda, e quem vai se importar, vai me procurar, porque está difícil encontrar almas lindas...
Seja bem-vinda, mesmo que não compreendida saiba que para os que são luz, a mão está sempre estendida, mesmo que não compreendida e entendida estará sempre.... É um paralelo, mas gosto de deixar completo para até os que não entendem entender de forma entendida... Então que todos aprendam a viver, pois fácil é viver... Difícil é não ter vida!
AMENDOIM COM CASCA
Oi, tudo bem?
Um amendoim por favor, sem casca
Ah, era exercício e eu não sabia
Comer amendoim era um bem que só, meu velho avô me dizia...
Não vai comer muito isso, menino, que tem efeito bumerangue
Quando tu vais ver, olha só, do nariz lhe arranca sangue
Eita vô, meu velho pai cabra bão bom e não era doce, amargurado da vida de gado que tinha levado, matando boi até no dente!
Eita meu velho vô, era valente, homem crente, de um ar puro, um abraço curador, jeito inocente, que só se sente quando está presente de uma pessoa assim que mesmo mascando boldo da vida amarga masca sorridente.
Eita, vô valente!
Se eu pudesse transformar o passado, transformaria em um presente, só pra estar de novo na sua presença pura, pois estou precisando de cura de um abraço ardente, ...
Ah meu velho avô, como sinto sua FALTA e por você cravaria até um pênalti
Eita homi bravu, homi valenti, falava em caçar onça, ele dizia, pego no dente, eita homi bravu, eita homi valenti
Até que um belo dia se foi, se tornou uma estrela no céu, meu anjo na Terra
Ah meu avô, por você eu lembro, entrava até em guerra e nem tinha idade pra isso
Te defendia com um pedaço de pau, eu também era bravo, era o tal e você ria disso
Meu avô era maneiro, um velhinho mineiro, juntou em boi, amansou cavalo, fez 3 filhos pedreiros, ah meu velho avô, seu silêncio conselheiro
Me acobertava em tudo, meu velho avô era maneiro, falava pouco a grosso modo, a modo mineiro, meu vô era legal, meu vô era maneiro
Ah meu velho pai avô, quanta saudades, ainda me lembro de cada idade, todo aniversário estava PRESENTE, eita meu vô, nunca me abandonou, sempre se preocupou e eu não dei valor, queria de volta, não importa a soma que for, eu só queria meu avô...
.... Passe o tempo que for, ainda vou lembrar do meu VELHO avô
DEDICADO A UMA OUVINTE…
A LUA é a prova de que a beleza não pede atenção, não precisa de bajulações frias e vazias.
Desde os tempos antigos, recorremos a ela quando lapsos de clareza batem a porta, frações momentâneas de euforia, desesperança, paixões, angústia, amor e ódio.
Quase sempre aparece, nós a olhamos e ela nos olha de volta, quase como que se alimentando da totalidade de nossas alegrias e tristezas.
Está sempre observando e ouvindo com muita atenção.
Todos que você ama, todos que conhece, todos que você já ouviu falar, todos que já existiram.
Cada caçador e saqueador, cada campeão e covarde, cada inventor e demolidor.
Cada rei e plebeu, cada mãe e pai, cada casal apaixonado.
Cada criança sonhadora e esperançosa.
Cada poeta, cada músico, cada dançarina, cada cozinheiro.
Cada santo e pecador.
Somos agraciados com sua beleza redundante, mesmo tão longe, porém tão perto, mesmo tão só, porém tão acolhida. Ela parte, porém sempre retorna, de um jeito ou de outro, nos céus de uma noite estrelada, ou no aconchego de nossos corações.
Ela retorna com a certeza, de que sempre vai estar aqui, até o fim…
(Se você tem uma lua na sua vida, não desperdice seu tempo com ela, divida suas dores, suas conquistas, suas paixões, seus medos e seu amor).
DEDICADO A UMA OUVINTE…
DIGITAL INFLUENCER?
Influenciando você a quê? Em quê? Por quê? Pra quê?
É.... as pessoas estão seguindo diversos digitais influencers, mas não sabe nem ao que estão sendo influenciadas, dando curtidas e coração em tudo que vê de forma alheia, se prendendo todos os dias livres, transformando sua mente em uma cadeia.
Em quê? Na sua casa, trabalho, rua, em tudo vai rotulando, propagando como deveria ser e de onde vem o que você deveria ter, e se não tem, não é ninguém tá perdido, tá fora da realidade consagrada na internet
Por quê? Difícil responder? Não, não, é bem simples, a realidade se tornou algo difícil de viver, assim é mais fácil uma ilusão, bebidas novas para ser socialmente social, roupas caras para esconder a vergonha barata, produtos transformadores, mesmo que venham com dores, maquiagens que mudam por fora e borram por dentro, sapatos que protegem os pés e pisam os corações, correntes que brilham o pescoço de quem é escuridão, difícil responder? Claro que não, difícil é viver em plena era da ilusão, começou com rádio, TV, Internet, celular e agora só destruição...
Pra quê? Para que você seja mais um influenciado, ou melhor, mal influenciado e a escolha é sua, pois, é mais gostoso se entreter do que ver a verdade nua e crua, e hoje, morando na rua entendo que uma andorinha, mesmo sozinha, anuncia o verão, e vai outono, vem inverno, quem disse que é de fogo o tal do inferno?
Não está vendo? Não pode ouvir? Nem vai falar?
É.... me esqueci ... está perdida dentro de um celular!!!
Dia estranho!
As pessoas estão estranhas!
Parece que hoje é dia do sofrimento, das lagrimas ao vento.. das palavras ditas e não ditas que causam o arrependimento...das loucuras feitas que levam a vergonha alheia... do perdão não perdoado jogado na cara, como se o passado fosse voltar para tampar o buraco deixado lá...do presente e futuro incerto, como se não houvesse o amanhã, como se não houvesse o hoje.
Apenas a certeza que acordei sem ouvir, sem falar, sem exergar, sem o sorriso nos rosto que para muitas pessoas encanta... como se eu não existisse, sem alma, sem coração, apenas um corpo em movimento!
A certeza que ainda encontrarei o sentido em tudo isso, ou a incerteza de que esta certeza é apenas uma confusão interior! Loucuras de uma mente sã!
Condena-me de amor viver morrendo!
À sentença justa da prisão perpétua nos teus braços.
Priva-me da liberdade de outros beijos escolher além dos teus,
gradeando minha alma desta liberdade de amar você.
Algema de almas gêmeas, gemidas de querer.
Água doce de quem tem sede, de quem não cede,
de quem espera matar a sede nestes teus beijos caudalosos.
Condena-me de beijar viver sedento!
À sentença doce desta sua água de beijar.
Amada mulher iluminada, aqui também canto teu nome.
Em versos livres na prisão da liberdade,
de querer ficar mais um dia, mais uma vida,
mais um verso nessa vida de amar tão livremente.
Olha, lá fora esta a rua
Deserta, vazia de ideias,
Sente o cheiro de podre no ar,
È a morte anunciada.
A falência programada,
Em um mundo que não pensa
Pessoas estão fadadas a se escravizar.
Tira esta venda, que insiste em usar,
Luta por novas causas, defende tua mente,
Procure na inteligência, o pensamento, para se libertar.
Estou cansado de dizer:
"Preciso", "Eu Quero”, "Eu Vou"...
Faz tempo que não digo:
"Obrigado", "Estou Satisfeito", "Valeu a Pena".
Mulher existes hoje
Deixe-me te adorar, mulher, nesta vida;
que nenhuma outra mulher há que valha tanto;
Eu quero fazer uma canção com teu nome,
para te levar triunfante pelos meus dias.
Deixe-me, mulher, tecer essas poesias,
que de ti são simplesmente um retrato;
que esse teu ser, a mulher, que para mim reclamo
tão somente quero proclamar tuas maravilhas.
Todo esse amor, mulher, hoje eu entrego a ti
em cada linha que sai da minha lira,
como um louco sangrar de melodias.
O amanhã não está, não é uma garantia;
simplesmente, mulher, tu eres a vida,
pois sei que ao te perder as sombras virão.
Quando acabam-se as palavras,
findam-se as rimas, vão-se embora as poesias,
apaga-se a luz e cai forte a tempestade.
Quando a voz enrouquece, seca-se a garganta,
teme-se o dia, cai a lágrima contida
e aperta o coração.
Quando o cansaço vence, a fome aparece,
o frio castiga, a saudade cresce,
o peso não se dilui e a solidão é a companhia mais próxima.
Lembro do teu sorriso, dos teus olhos meus,
do abraço na alma, do conselho com voz doce
é o descanso no teu seio.
Sinto de volta a esperança, a alegria alargada,
o susto de paz e o aconchego de bem.
Surgem novos motivos, outros caminhos,
o sol reaparece e a alma vive de novo.
Nosso encontro vence o cansaço, exerce o perdão,
aquece o frio, mata a fome
e deixa a vida mais leve.
A poesia se reinventa, a palavra faz do verso prosa.
A rima desabrocha em rosa.
Só a palavra que não consegue ainda dizer tudo.
Certamente nunca, de fato, dirá.
Lembrar do teu beijo, do teu jeito, do teu amor dengoso,
do descanso de tudo e ao mesmo tempo caminho pra tudo,
faz valer a pena a noite mal dormida,
a escolha partida, a decisão tomada para e pelo outro.
Se dizer isto não diz tudo, fica a presença marcada
de tudo o que fazemos juntos e que dizem
todas as coisas das quais não sabemos falar.
Eu em você, você em mim.
Eterno retorno para os detalhes mais simples,
mais vivos, mais mansos
e mais apaixonadamente intensos
de querer ficar para sempre unido a você.
De paz e bondade foi feito o nosso amor
que é só nosso.
E neste encontro, Encanto é o teu nome.
Poesia a minha graça.
Musa inspiradora dos meus versos,
seja sempre sim o nosso repouso.
Seja sempre sim o se deixar abrasar.
Seja sempre sim o nosso mundo sem paredes.
Liberdade acorrentante de esperança de amor.
Assim é este bem de amar você.
A MORTE DO AMOR
Hoje o amor acordou tão triste,
Decaído...
Vagou pelos corredores da veia, banhado
Por sangue.
Deleitou-se na cama, ardeu, ardeu
E morreu!
O amor era branco, lindo, puro, agora
É defunto.
O amor desenhou, pintou, e sorriu até
Que apodreceu.
O amor jurou, pediu, amou, esperou
E sucumbiu.
O amor fendeu a carne, postou-se alto
E caiu.
O amor desfilou pela calçada, sorriu
E caiu.
O amor tentou ser plano em seu auge
E caiu.
Sob goles de uísque, bocas estranhas
Com regalos
Coroados com a volúpia efêmera
De uma noite
Tão curta e turva, o amor sucumbe
Novamente.
Passe-lhe a mão nos olhos, os feche,
Relembre
O queimar juvenil e pacífico de um amor
De outrora.
O amor morreu! Enterre-o agora
No céu.
Ao passo que o amor adentra
Na terra,
O dinheiro e o poder assumem
O lugar
Nos corredores da veia, nos púlpitos,
Na cadeia,
Na sombra e água fresca.
Faltaram lágrimas para velar o amor,
Estavam
Todos trabalhando, pobre do amor!
‘Pobres’ do amor.
Que só teve alguns poetas sob sua guarda
Em sua morte.
Os poetas tentaram fazer o amo
Resistir.
Mas pobre do amor
Que não conseguiu
Tirar a atenção da luxúria,
Da avareza,
Do dinheiro sangrento que colhe...
Tirar vida.
Quando o amor é recíproco, o sabor do lábio
deixa de ser um simples toque para ser a explosão de
um único sentimento partido de duas pessoas.
Você não pode mudar
A direção das gotas da chuva.
Você não pode mudar
A intensidade dos raios do sol.
Mas você pode modificar
a composição do meu olhar.
Ah! você é linda como a paisagem
de fim de tarde, onde os
olhos gritam de alegria
a contemplar tamanha
beleza celestial.
NO EMBALAR
Embalo-me em pensamento
e me perco no tempo
não vendo a vida passar.
Embalo-me na vida
e vejo a mulher
chegar, ficar e chorar.
Embalo-me na lágrima
que vi cair e choro,
choro por chorar.
Embalo-me no riso
que me arranca riso,
rio pra não chorar.
Embalo-me em frio,
que com vazio
fazes-me parar.
Embalo-me novamente
para ver tua boca
a suspirar.
Embalo-me no coro
que me fazes cantar
silenciosamente.
Embalo-me enquanto
posso, até que a morte
venha me amar.
Quero velar a minha tristeza
No auge da minha dor.
Quero andar ao lado da
Felicidade inda que ela
corra mais depressa do que eu.
No meu ou no seu derradeiro
Suspiro, respirarei por você
E você respirará por mim.
Ser rico em um mundo onde muitas pessoas passam fome,
é o mesmo que guardar um tesouro sem ter a chave;
é o mesmo que possuir a luz a milhas e milhas da escuridão;
é o mesmo que ser amado sem amar; é o mesmo que ser humano e não ser...
Quando fragmentos de felicidade rompem com a tristeza,
você percebe que a tristeza até pode ser eterna,
mas que nunca será constante.
