Poema de Mario Quintana o Espelho
Amor de corpo inteiro, Poema.
Quero seu amor de corpo inteiro...
Quero viver no teu coração.
Quero te amar e sofrer essa dor que me embriaga...
Que me desvanece de paixão...
Na tua alma, em teus encantos, nos doce sabor dos beijos seus.
E nos teus ardentes prantos suspirar e morrer contigo de amor.
Quero em teus lábios beber o doce mel dos teus amores.
Quero em teu ser todo me envolver e de esperança morrer.
Quero tremer e sentir o compasso do seu coração.
No aconchego dos braços seus, quero dormir e sonhar...
Que o dia nunca vai acabar.
Vem, anjo, meu encanto...
Minha alma, meu coração a ti espera.
Que noite bela e o suspiro do vento trás a brisa do amor...
O frescor da noite fria dá-me lindos momentos de amor.
Eterna paixão, Poema.
Foi para você que colhi as rosas soltei o perfume que inala o amor...
Foi para você toquei as estrelas trazendo para ti o amor infinito.
Foi Para ti que criei todas as palavras que fala de amor.
Foi para você que escrevi todos os versos e trovas de amor.
Foi por você que senti o sabor do amor adolescente pelo qual me entreguei.
Foi para ti que dei voz aos meus versos, foi às minhas mãos que escreveu.
Foi para você que abri a porta do tempo e corri o mundo pensando que tudo estava em nós.
Nesse doce engano de sermos donos sem nada termos simplesmente porque era de noite e sonhávamos andando de mãos dada na escuridão.
Ficávamos de olhos nos olhos...
Vivendo de um só olhar...
Amando de uma só vida e uma eterna paixão.
VOCÊ É UM BELO POEMA
Você é como um poema.
Me embeleza e atinge a alma;
Me envolve com estrofes complexas;
Me intriga nas suas rimas enigmáticas;
Me inebria com palavras encantadoras;
E me arrebata com conceitos exuberantes!
Poema Fronteira sem portão sem porteira.
Ponta Porã e Pedro Juan Caballero
Na linha divisória, um muro imaginário,
Sem porteira ou portão,
Um passo em Ponta Porã,
Um pulo em Pedro Juan Caballero,
Duas nações, um só coração.
Cidades gêmeas, fronteira seca,
Onde culturas se entrelaçam,
Chipa, tereré, mate e chimarrão,
Sopa paraguaia, parrillada e polca,
Churrasco e a tradição do barbacuá.
Histórias antigas, memórias vivas,
Tropeiros e viajantes,
Estâncias e fazendas,
Erva-mate nativa,
Que ajudou a construir,
Essas cidades irmãs.
Valentes patrulhas,
Expulsaram os bandidos,
Lendas e causos,
Contos de um passado,
Que ecoa na história,
De um povo misturado.
Ponta Porã e Pedro Juan,
Unidas pela tradição,
Onde o Brasil encontra o Paraguai,
E a vida segue em comunhão,
Duas cidades, uma só canção.
MEU POEMA ERA...
Meu poema era nada! Um completo vazio
Mente?! Minha mente leve transitava pelo espaço sideral,
Em outro lugar bem distante, como que douta estratosfera
Um engodo! Meu poema era...
Maçante que pesava como o ar, impenetrável que se era.
Meu pulmão enchia-se pra citar um outro poema;
Declamar algum teorema quem sabe
De forma bem discreta seria... Qual tom eu poderia?..
Meu peito era um armazém de turvo ozônio.
Maçante! Meu pensamento era maçante e depois fugaz!
O pensar estava pesado; um fardo
Inexoravelmente pesado como o ar.
A inspiração passou como pássaros em revoada,
Pesado! Meu poema era...
poeta_sabedoro
AUTóPSIA
Loucos! O que procuram neste poema?
_Óbito bem definido - pode registrar.
No tempo jaz o bisturi de tal dilema,
Vossos corações podem aquietar.
O tal já vinha há tempos dissecado.
Ele chegou e repousou na maca jacente
Óbito bem definido foi o que eu disse.
A família dizia: _há tempos doente!
Salvem o poema! Alardeou alguém.
Mas já era tarde o mesmo jazia.
Sequer uma evocação promulguem!
Nunca se viu fato descomedido assim
O poema vive e levantando bradou:
Quem a esperança perdeu ou já amou?!
"Ah...Quem dera a vida fosse um poema. Palavras, rimas e versos bonitos.
Quem dera não existisse a realidade.
Triste fim dos encantamentos."
POEMA DO ARREPENDIMENTO
As vezes não compreendo
Por que o homem age assim
Maltrata o próprio pai
E só se arrepende no fim
Aí depois que ele morre
— Papai, volta pra mim.
Não é por falta de aviso
A história está aí
Depois que ele se for
— Queria você aqui!
Aí não tem mais o velho
Pra em seus braços cair
Choro, tristeza e lamento
Não há para onde fugir.
É como diz o poeta
O tempo é sempre senhor
Depois de perder o papai
Aí se vai o rancor
— Queria te dar mais um pouco,
de amizade e amor!
E pra terminar o poema
Fica a reflexão
Tratar a todos os pais
Com carinho e afeição
E pedir com humildade
— Papai, te peço perdão.
Porque quando menos se espera
— Adeus, meu velho amigão.
Poema: a culpa de um prédio
Sejam todos bem-vindos ao poema: a culpa de um prédio.
Sou um prédio cinco estrelas.
Perdão um hotel cinco estrelas.
Todos usufruem, desfrutam da minha beleza.
Não há quem resista aos meus confortos.
Aqui já desfrutaram as mais belas celebridades.
Sou o melhor, o mais sofisticado prédio que já existiu.
Mas o que ninguém sabe é que, culpo-me todos os dias.
Tudo que se pode imaginar nos solos hoje em dia é somente concreto.
A floresta não existe mais,
As pessoas também.
Todos que me admiravam não estão mais aqui.
Estão desprovidos de vida.
Eu continuo belo, com um pouco de poeira.
Mas do que adianta ser o mais belo para si mesmo?
Sem poder compartilhar o melhor de si?
Pena que não pude falar,
Pois fui destruído por máquinas enormes.
Ainda tenho medo de elas um dia me derrubar.
Queria saber de onde elas vieram.
Mas só vim acordar quando já era um prédio.
Sinto falta dos seres humanos,
Pois tenho a certeza que eles não iriam permitir
As máquinas fazerem o que fizeram conosco:
Toda uma floresta tornou-se concretos.
Caso existir alguém vivo ai
Venha-me visitar, pois estou muito solitário.
Voltem sempre.
Raízes do Silêncio
Cada instante é uma nova vida com uma palavra nascida no poema vazio.
Ela possuía nas mãos o vazio que cresceu do poema, e plantou uma roseira das raízes do seu silêncio.
Caminhando entre as frases
do teu arguto poema,
tropeço em algumas palavras.
Daí, sentei e fiz um exame
de mim mesma,
e percebi que pouco sei do escolhido tema.
Achei teu poema tão acolhedor,
pensei em versos de acalanto.
E ele Jas um cobertor,
aquecendo e secando o pranto!
O poeta quando sente fome
Bota a mesa num poema,
E pra beber, desce o vinho das suas palavras,
E neste poético esquema,
Une o útil ao agradável,
E a sua inspiração age maleável.
Caminhei entre as frases
Do teu poema,
E observei o tema.
Pude ouvir a tua boca
Dando voz aos teus pensamentos,
E lembrei dos teus olhos
Nas manhãs carioca,
Sorrindo e fitando a paisagem!
Meu slogan e meu tema
e sempre o mesmo,
amar o poema.
Tenho fome de poesia,
e quando vejo elas expostas,
os raios do SOL dos meus elogios,
sai carimbando elas com a palavra "AMEI" 😊
***
Poesia "rosa choque"
está se sentindo ameaçada,
Por "poema cravo e canela",
ele trás rimas nas mangas,
e usando versos do passado,
a acusa de abandono
ao jardim e ao seu dono,
deixando suas mudas indefesas
sem opção de plantios...
Ele tinha um carisma
em cada poema
que, com doçura escrevia,
que me envolvia
de tal maneira, que sentia-me entre nuvens de algodão, em castelos de areia,
a beira mar
fitando o seu meigo olhar.
***
Atira VERSOS teus
Embrulhados num poema,
Pela janela do teu coração.
💌
Que chegue a mim com teu aroma,
E prometo forrar
A minha cama pra dormir
E sonhar
Com tua doce inspiração
💝
"Curtir ou ler um poema
dos nossos
amigos
é uma forma
carinhosa
de mostrar que eles são
importantes.
E também envolve
reciprocidade
e move
o outro a usar gratidão."
***
( FLS )
💖✍️💖
Teu rosto...
Escrevi este poema com um galhinho de planta...
Na areia quente...olhando para o poente...
As palavras brotavam de minha boca e eu seguia
A anotar...palavra por palavra...
E me pus a sussurrar o amor... E qual uma louca
Vou falando palavras e versos entre sorrisos
E suspiros...
E pressinto uma energia gigantesca...
... invisível...e entre murmúrios
Deixo ao largo a solidão...
e desenho teu rosto tu...
És a poesia!
(Era o teu rosto que eu escrevia....)
