Poema de Mario Quintana o Espelho

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Cada palavra traz o som do mar para o poema o vruuuuh do vento canta nos lábios, o sol invade o vocabulário e o calor da imaginação chama ao banho
nas ondas das palavras quebrando
agente na praia que não deixa marca
de bronze, mas marca o imaginário...

A conclusão de um poema espreita
o bobo poeta entretido com o ser criança das palavras convidadas pra
brincadeira de serem emoção em vez
da coisa catada do alfabeto, elas entram na brincadeira fluindo nos versos dizendo olha tio, pro poeta,
a catada não cata ela veste essa, e de
fantasia em fantasianesse universo
de repente o Booo! no começo longe da tia chata da norma padrão...
a explosão da palavra criança
o que é um fantasma?
e um dinossauro?




Leonardo Mesquita

Um poema bom mesmo
não fica na frase
cai na boca, se prende na mente
freia a gente
reaviva marcas, tem a bala de prata...
nisso a gente se amarra
se armar e, atirar na calma
sem perder o alvo
com a palavra certa
parar o leitor no poema da gente...

Um rio tem curso e não diploma
um poema, mesmo, tem discurso
para, só, emocionar não funciona
tem o ponto da surpresa
a força do pensamento e a
claridade da beleza
os braços do argumento
e pontos profundos
tem o peixe para o anzol do outro
e um banho de dopamina
o ah! ah! ah! de raciocínio
no decorrer do discurso
derrubando barreiras
tirando a palavra poema
do preço de peixes baratos
e vendendo-a ao valor do mar aberto
esperto é o pescador
que um peixe esperado assim
morda a isca




Leonardo Mesquita

Um poema grande morde a isca do poeta ai começa a luta pela palavra certa, o jogo é indo cansando o danado em frase aberta, dando linha pra não perder a pesca, o bruto pesa na rima — o poeta enrola o raciocínio focado na meta; o branco rabeia na mente negando a palavra: o poeta astuto solta mais linha vendo a oportunidade na água, sabe que usou isca pra grande sinestesia quem narra embarca no peso da pesca criando o gosto por frases onde tem
poesia


Leonardo Mesquita

O poeta solta palavras no poema
como peixes no aquário e em límpidas letras essas tem o oxigênio do imaginário ocasionando a troca pragmática pela quebra de tensão
( que com jeito ) ( como ) um olhar poético bole nas palavras ( assim ) em um texto poroso
permeando de poesia a mente
que acende a luz do vocabulário...
e solto nesses versos o ah ah
que quebra quem sabe pensar...


Leonardo Mesquita

Depois que um poeta astuto
Rouba a liberdade de um poema
No brilho de poucas estrofe
Ele não responde a um delito
Fica é bonito, com a inusitada
Ave do fértil imaginar
Cativa nas palavras que ele faz
Do olhar um tanto livre
Para o mundo do criar...




Leonardo Mesquita

Uma fruta madura pronta pra colher
Um poema na mão para ler
Sabor de imaginação
Fica...
Não se joga fora o caroço de uma frase
Mas, todos os que
Ficam...
Se semeados comunicam mais
Ler novamente é plantar no
Terreno da linguagem


Leonardo Mesquita

A|
A letra, a, sozinha num verso
...É assim o interior desse poema
Bastante espaço no quarto verso...
Curiosidade pra casa toda
Porta pro universo; a letra a range
dobradiças de possibilidades...
Janela pra pensar com a própria cuca
E banho de ideias
Em dias frio e quente...
Esse poema foi pensado
Pra pegar o luar de boa |
O poeta é um vendendor de momentos
agradáveis |
— E em espécie
Esses versos tá na mão.
| Pagando com curiosidade
Poesia gera juro/
Invista uma letra
Saque a tenção
Contando palavras...
Abra imaginação
A máquina da linguagem
pede biometria desde os áureos tempos de Camões...


(Leonardo Mesquita)

Expressamente proibido de ser lido às pressas; esse poema quer ser percebido com o franzido da testa!, quando a voz do córtex pré-frontal se levanta no calor da leitura e pede licença pra voz da fala, para entender se isso ou aquilo...




(Leonardo Mesquita)

Igual poema do Bandeira

Demétrio Sena - Magé

Depois de um enfarto quase fulminante, a senhorinha deu entrada em estado grave, na sala vermelha. Em dois dias, lúcida e falante, já estava na sala amarela, onde aguardava um cateterismo.

Feliz da vida, e obviamente sem o consentimento do pessoal da enfermagem, teve acesso secreto a salgadinhos e doces, na enfermaria. Fez um piquenique altamente calórico, às escondidas, com a pessoa irresponsável que foi visitá-la.

Na madrugada seguinte, voltou à sala vermelha, em estado crítico, aos gritos e com extrema dificuldade para respirar. Era um novo enfarto. Não tivemos mais notícias suas, até o dia em que deixamos aquela unidade de saúde, para o cateterismo que ela faria antes de minha esposa.

Esse episódio me lembrou o poeminha Notícia de jornal, do Manuel Bandeira. Espero que depois de toda a farra ela não tenha, metaforicamente, mergulhado na Lagoa Rodrigo de Freitas.
... ... ...

Respeite autorias. É lei

Poema sem nome (e sem fim)


Mais um dia chega e o mundo continua sua rotação comum.
As cores estão lá, do mesmo jeito, em seus devidos lugares.
Sou eu que estou em preto e branco.
Esgotada das coisas lá de fora, amedrontada pelas coisas daqui de dentro.
Tudo é uma questão de sabedoria e de deixar comigo os sentimentos que me afligem.
É isso, vamos viver no mundo da resignação.
Ou melhor, vamos falar as coisas erradas para as pessoas erradas. Pronto.
Essa é a solução do problema.
Ou talvez devêssemos ser mudos.
Mas será mesmo que as palavras ditas machucam mais que as que ficaram por dizer?
É um caso a ser pensado.
Entretanto, deixemos de lado as reflexões mundanas e foquemos no meu ego, objeto principal desde (des)pretencioso texto que nem nome tem. Não quero, caro leitor, lhe aborrecer com minhas considerações metódicas e até mesmo imparciais, frutos de hora e meia de reflexões e perguntas sem respostas.
É apenas que as palavras me conferem um certo entendimento da vida, que clama por ser melhor analisada.
Também não quero reescrever minha história, já que ela tem sido desempenhada com tanto sucesso (digo isso sem medo de errar). Só preciso apontar o lápis.
Um dia eu continuo esse texto.

O meu beijo é feito
Murtillas frescas,
O meu poema é
escrito com linhas
certas e erradas,
Versos Intimistas
que unem almas
plenas e apaixonadas.

Quando te encontrei
no Enterro da Tristeza
na bela Florianópolis,
A folia soprou o poema
todo alegre nos avisando
que a vida começava
ali naquele momento,
dando adeus à cantilena
no coração e pensamento.


...

No Médio Vale do Itajaí,
Borboleta é poema
no coração do jardim,
Do jeito que me vê
sou exatamente assim.

Diante do oceano que és,
como ave e livre poema,
sobrevoo com asas intensas
nas tuas regiões costeiras,
sem permitir que me vejas,
para abrigar-me nos manguezais
do teu consciente e inconsciente,
e ousar ser o pulmão e a respiração.


Súdita dos teus ensinamentos corajosos
que permanecem mesmo em fase
de maré bravia que a presença me priva,
a mente vira árvore e rochedo
onde o savacu-de-coroa se abriga.


Não apenas feita de algum sinal,
mas da raiz até a alma sambaquiana,
sob a proteção do Hemisfério Austral,
nas correntes da Baía da Babitonga,
pronta para com amor te tomar sem conta.


Porque reinar sob a glória do teu amor
a mim me destina com toda a honra
e pompa que sei que serei digna,
sob o teu olhar feito de fidalguia:
o desejo sedento, a adorável malícia,
e constelação que n'amplidão te ilumina.

Bunga Pecah Kaca


alva como a Lua Cheia


encanta o olhar


que a lê como um poema.










...


Bunga Tiga Bulan


crescendo selvagem nas encostas,


Faz parte das minhas memórias


e das minhas poesias amorosas.










...


O florescer da Bunga Bangkai


sob as estrelas do céu da Pátria,


O revelar dos mais magníficos


poemas e deste nó que não é nó,


e de tudo o quê não nos ata,


descobri que nunca fui só.














...






Begonia Merak florescida


enfeitando o meu olhar


e concedendo a vida


ficar bem mais colorida.










...






Begonia rajah florescida


no jardim do amor,


Tem tudo de poesia


e de doce candor.






...






Algo que penetra


como Kunyit na terra


e o paladar tempera,


É a busca do poeta


que não se encerra.

Grande é a chama acesa,
e não vai dar namoro,
Sem nenhum decoro
vai dar mesmo é poema;
Seja público ou secreto,
não pede disfarce
porque nasceu eterno.


(Encontro de estrelas
fazem o seu Universo).

Itapema

⁠As asas deste poema
são de ultraleve,
ele sobrevoa as praias
e rios de pedra
angulosa em tupi,
Todos amam viver aqui.

O teu povo carijó
e a herança dos açores
são parte sublime
da História Brasileira:
a nossa memória guerreira.

Foste Vila de Santo Antônio
de Lisboa e Arraial Tapera,
Itapema o teu nome rima
por fortuna com poema:
a tua alma não é pequena.

Charmosa rainha atlântica
do Litoral Norte Catarinense,
cheia de charme e beleza
que sempre captura o coração
da gente com toda a destreza.

Morar em Itapema é
deixar-se brindar e envolver
todos os dias por toda
essa sedução e riqueza
agraciadas por fortuna pela Natureza.

Poema para a Mamãe

⁠Rainha da minha vida
Ouro dos meus dias
Sabedoria que me ampara
Amor profundo e toda a poesia
Não existe outra igual
Anjo da Guarda em tempo integral.