Poema de Mario Quintana a Pessoa Errada

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Há muita gente na vida
sofrendo de desilusão.
Eu sofro por ti, querida,
ao te ver de mão em mão...

Inserida por rodrigueseliana

O orgulho e a vaidade
só levam a um caminho:
ir carregando a saudade
por seu passado mesquinho.

Inserida por rodrigueseliana

Fui criado sem amor
porém não trago tristeza.
Sou como uma linda flor
que vive da natureza.

Inserida por rodrigueseliana

SOU

Sou importante,
sem importância

Sou amor,
sem amante,

Sou rico,
sem riqueza,

Sou justo,
sem justiça,

Sou mau,
sem maldade,

Sou alguém,
sem ninguém,

Sou você?

Inserida por rodrigueseliana

Afinal cheguei,
porém muito tarde
pois aquela a quem tanto amei
partiu para a gloriosa eternidade.

Vejo teu corpo sem vida
cansado de tanto esperar
uma esperança perdida
que jamais há de retornar,

Lágrimas não hei de derramar
pois pretendo te reencontrar
do outro lado da vida,

E a vida que nos espera
o ódio, a ambição não impera,
nem a matéria também,

pois lá o amor é puro
não se pensa no futuro
a não ser espiritual.

Inserida por rodrigueseliana

LEMBRANÇA

Ao sonhar te chamo,
e te vejo rindo feliz,
como te adoro, te amo.
Nosso lar será eterno,
E nunca infeliz.

Essas palavras foram ditas no passado,
Por uma fraca, hoje criatura,
Que agora diz ter encontrado,
Uma outra flor, nova, bela e pura.

E aquela outra flor cansada, hoje acabada,
Que amor, carinho e filhos te deu,
Será esta recompensa, que ela mereceu?

Na inspiração a vi, parecia estar conformada,
E naquele olhar simples, vi decepção, melancolia,
Seu nome eu não sei, talvez quem sabe, Maria.

Inserida por rodrigueseliana

PRECE AO NATURAL

Bendito és tu,
que amas a terra
por ela dar o teu pão,
Bendito és tu,
que estás alheio a guerra
onde irmão destroi irmão,

Bendito és tu,
que não sentes no momento
ódio, inveja, ambição,
Bendito és tu,
que chamas Deus de manitô
com os joelhos no chão,

Bendito és tu,
por nunca ter conhecido
a flor artificial,
Bendito és tu,
ao passar despercebido
com teu mundo natural,

Bendito és tu,
que estás longe de um progresso
que leva ao caos toda Humanidade,
Bendito és tu,
que um dia ao ler este verso
o verás com amor, respeito, e humildade,
Bendito és tu.

Inserida por rodrigueseliana

LIVRE

Sou verbo,
pronome, e algarismo,
eu sou!
arte, riqueza, lirismo,

Sou água,
pedra, terra, ar,
eu sou!
céu, estrelas, luar,

Sou morte,
tristeza, ódio, dor,
eu sou!
vida, flor, amor,

Sou paz,
tempo, cor, espírito,
eu sou!
humanidade, ciência, mito,

Sou fim,
da métrica e da rima,
eu sou livre!!!
porque sou eu, a poesia.

Inserida por rodrigueseliana

SER DESUMANO

Um dia, quando estiveres caído sobre a lama,
lembra-te dos tempos passados,
quando, por meios ilicitos, adquiriste fama,
à custa dos seres moribundos e desgraçados.

Olha que o meu fardo é pequenino,
mas há outro maior que será o teu,
e não te esqueças de que é teu destino,
em breve, será maior que o meu;

Hoje, porém, para mim nada importa,
pois me expulsastes de um teto, batendo-me a porta,
cujo teto não te pertencia.

É por isso que me desabafo nesta triste poesia,
usando a mais rasa filosofia,
para que os leigos possam entender.

Inserida por rodrigueseliana

A vida as vezes transfoma em silêncio
tudo aquilo que está por um fio.
Escrevo versos com papel extêncil
só pra ter uma cópia e não me sentir vazio.

Inserida por mariopires

⁠A religiosidade causa no indivíduo um efeito caótico, a ponto do mesmo achar, que merece o céu mais do que qualquer outro!

Mário Dias

Inserida por Mario1234

⁠"INSANIDADE
Manifestações de pessoas que desconhecem a história, pedindo a volta da ditadura militar, sem o discernimento que se seus desejos estapafúrdios fossem atendidos, jamais poderiam fazer esse tipo de manifestação em uma ditadura militar, diferente da democracia que até em atos insanos com estes o Estado age dentro da lei, triste do povo que não conhece sua historia, suas raízes, incapazes de estudar, se informar e criar suas próprias expectativas e conclusões, as criam guiadas erroneamente por terceiros que lhes tem e impõe uma dominação parental..."
(Mário Luíz)

Inserida por Comodoro

⁠"Fé de Papel
A fé se veste de palavras, mas a prática se esconde. Versículos e ayat na ponta da língua, amor ao próximo ignorado. Julgam com a régua de Escrituras, mas a própria conduta é falha. A caridade se torna discurso, a compaixão, alegoria. A hipocrisia se mascara de santidade, o pecado se esconde na oração. O templo palco de aparências, a fé, encenação. Cruz pesa nos ombros, mas coração de pedra. A religião, um véu, a verdade se perde na pregação. A fé verdadeira se revela em atos, não em vãs palavras. A hipocrisia emerge."
(Mário Luíz)

Inserida por Comodoro

⁠Mudam-se os tempos, mudam-se os ventos.
Mudam os homens e vêm os tormentos,
neste continuo grande muito mudar ...
Porquê ao mundo tantá mudança dar?

Se ao bem nós fossemos parar,
isso seria certo e de muito louvar.
Mas os homens mudam no seu mandar,
mas só vêm isto, mesmo só estragar!

De mal vai-se para pior, no estar,
para onde vamos nós caminhar?
Com mudança que não descansa.

Eu queria mas era ao céu chegar!
Aí não há mal algum a nos tentar.
E do bem ninguém se cansa!...

Inserida por Helder-DUARTE

⁠Saindo da Ignorância



Capítulo 2

Em 1969, numa noite fria de Fevereiro o céu estava nebulado, chovia alguns pingos de água, no sítio do Valinho os cães do Senhor Ferreira ladravam muito. Até parecia que adivinhavam algo. Eram 4 horas da manhã, quando se deu o que se iria dar. Maria Lúcia acordou de repente, ao sentir a cama a tremer. Disse então a seu marido :

- O que se passa? É um tremor de terra! Temos que ir para a rua!

- Vamos acordar os rapazes e fugir para a rua! Imediatamente foram ambos buscar os 3 filhos, pois a rapariga estava em casa dos tios no litoral Algarvio. Pedrinho ouviu os tachos e os pratos na cozinha, caírem para o chão. Foram para a rua da casa, mas o cismo já tinha passado. Um dos rapazes mais velho, chorava e dizia:

- vai fazer mais eu sei que vai!

- Não vai nada! Disse o pai! Maria Lúcia respondeu:

-Temos que ir ver os meus pais, na casa deles! Foi então ainda de noite, em outro local da serra ver os pais. Mas estavam bem. E nunca vieram, para a rua! Pela manhã verificaram que um galinheiro de alvenaria tinha caído sobre as galinhas e matou algumas delas. Também viram que as galinhas com o pânico, foram pôr os ovos em um caminho no campo, durante a noite. Toda a família teve um grande susto. Sendo assim verificou-se que a casa tinha ficado toda rachada. Depois de falarem com o senhorio, para ele fazer as reparações, este disse que não fazia obras nenhumas. Por isso em 1970, os Ferreira mudaram em Janeiro desse ano, para um sítio no litoral Algarvio de nome Terras de Cima.Arrendaram uma horta, para continuar a fazer a sua agricultura e assim os rapazes mais velhos empregaram-se na hotelaria . Pedrinho só em Outubro desse ano foi para a escola em Terras de Cima. Foi para a escola,quase com 8 anos de idade!

(Continua)

Mário Dias

Inserida por Helder-DUARTE

Quero que me ame, não só em meu mais romântico poema, mas também em meu mais sincero desabafo!

Porque
Há em todos nós
Um problema
Em todos nós
Um poema
Em todos nós
Um dilema
A vida é
Maravilhosamente
Bela.

Poema: Momento

Não deverá ser lembrado
Mas também não esquecido
Para trás das costas, largado
Para baixo sentido
Não há felicidade no futuro presenteado
E o passado está enterrado.

Viver sem via ou caminho
É viver sem morrer
Abandonar o consciente
é morrer sem viver

(Choramos)
Preenchidos estamos
(Solitários)
Porque sonhamos
(Vivemos)
Como se fosse nada
(Morremos)
Porque não há vida recordada

Presente no passado e no futuro
O homem chora
Agarrado a tudo e não viverá
O momento agora

Poema perdão

A amizade de verdade
É eterna
O amigo de verdade
Compreende e perdoa
Se errou
Aceita, entende
Me compreende
Quantas vezes perdoei
Quantas vezes aceitei
Deus deu seu filho lá na cruz
Perdoai os seus amigos

Poema

Por mares turbulentos navegou.
Pela força de espírito guerreiro não naufragou... Lutou!

Por mares revoltos navegou.
Pela força de bravo valente, nas águas deslizou... Desbravou!

Por mares agitados navegou.
Pelo senso de justiça, seu destino guiou... Flutuou!

Depois de muito navegar, como rei do mar, com sua nau, pôs-se a rumar para em águas mansas ancorar ... Triunfar!