Poema de Mario Quintana a Pessoa Errada

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Se o vosso médico não acha bom que durmais, que useis vinho ou tal carne, não vos preocupeis: encontrar-vos-ei outro que não será da opinião dele.

A dor enobrece as pessoas mais vulgares, porque ela tem a sua grandeza, e, para receber o seu brilho, basta ser verdadeira.

A educação pública nunca resolve o difícil problema do desenvolvimento simultâneo do corpo e da inteligência.

A natureza concedeu aos grandes homens a faculdade de fazer e aos outros a de julgar.

Todos os seres derivam de outros seres mais antigos por transformações sucessivas.

Não há menos tormento no governo de uma família do que no de um Estado inteiro.

O avarento gasta mais no dia da sua morte do que gastou em dez anos de vida, e o seu herdeiro mais em dez meses do que ele na vida inteira.

Terrível condição do homem! Não há uma das suas felicidades que não provenha de uma ignorância qualquer.

A dor é como uma dessas varetas de ferro que os escultores enfiam no meio do barro, ela sustém, é uma força!

A sabedoria tem os seus excessos e não é menos necessário moderá-la do que à loucura.

Chorarmos por daqui a cem anos não estarmos vivos é loucura semelhante à de chorarmos por não termos vivido há cem anos.

Felicidade, árvore frondosa de dourados pomos. Existe, sim, mas nós nunca a encontramos porque ela está sempre apenas onde nós a pomos, e nunca a pomos onde nós estamos.

O ódio e a guerra que declaramos aos outros gasta-nos e consome-nos a nós mesmos.

A ignorância, lidando muito, aproveita pouco: a inteligência, diminuindo o trabalho, aumenta o produto e o proveito.

O pesar e o prazer andam tão emparelhados que tanto se desnorteia o triste que desespera quanto o alegre que confia.

Os elogios de maior crédito são os que os nossos próprios inimigos nos tributam.

Normalmente, são tão poucas as diferenças de homem para homem que não há motivo nenhum para sermos vaidosos.

As oportunidades do indivíduo não as definiremos em termos de felicidade, mas em termos de liberdade.

Simone de Beauvoir
BEAUVOIR, S. O Segundo Sexo Vol 1: Fatos e Mitos, Difusão Européia do Livro, 1967

Há um limite nas dores e mágoas que termina a nossa vida, ou melhora a nossa sorte.

Sem os males que contrastam os bens, não nos creríamos jamais felizes por maior que fosse nossa felicidade.