Poema de Justiça
Silêncio clama pela verdade.
O silêncio clama por justiça.
O silêncio tem lágrimas escorrem palavras.
Somos olhares navegantes ilusões.
Nos calamos pelo engodo...
Provenientes das mentiras que tentam te fazer calar.
Mais o silêncio grita grita mais ninguém ouve as lamurias vindas de quem sofre.
Suas experiências te dizem que verdade nao pode ser calada !
A algo maior dentro de cada um que sabe que verdade esta contaminada por mentiras.
E ainda temos que engolir essas mentiras.
Quem sugere que a justiça se valha de outro crime para se cumprir, pode ter qualquer sede, menos de Justiça.
Tentar legitimar um crime, em detrimento de outro, revela muito mais sobre suas próprias carências do que sobre qualquer virtude moral.
Porque a justiça, quando precisa caminhar sobre as sandálias do delito, já não é justiça — é vingança disfarçada de princípio.
A verdadeira justiça não nasce do atalho, nem se sustenta no erro alheio.
Ela se constrói justamente no compromisso de não reproduzir aquilo que condena.
Do contrário, perde o direito de apontar o dedo, pois passa a caminhar no mesmo terreno que finge combater.
Há quem confunda sede de justiça com fome de punição.
Mas justiça não se alimenta de excessos, nem se satisfaz com a quebra das próprias regras.
Quando alguém aceita um crime como meio legítimo, o fim já se encontra corrompido.
No fundo, quem defende esse tipo de lógica não clama por justiça — clama por triunfo, por alívio emocional, por aplacar ressentimentos.
A justiça, ao contrário, exige sobriedade, limites e, sobretudo, integridade.
Porque só permanece justa aquela que se recusa a se tornar aquilo que combate.
Entre apoderar-me da Verdade para julgar alguém, prefiro togar-me da Justiça Poética para julgar os que o julgam.
Talvez porque a Verdade — essa palavra tão invocada — raramente chega pura às mãos humanas.
Quase sempre, ela vem filtrada por convicções, interesses, ressentimentos ou paixões mal resolvidas.
E, quando alguém acredita possuir a Verdade absoluta, o julgamento deixa de ser um exercício de consciência para se transformar num espetáculo de vaidade moral.
A Justiça Poética, por outro lado, não se preocupa em parecer infalível.
Ela apenas observa, com a paciência do tempo, como cada gesto humano acaba escrevendo a própria sentença.
Quem julga com excesso costuma revelar mais de si do que daquele que está sendo julgado.
No tribunal silencioso da vida, o eco das palavras denuncia as intenções que tentavam se esconder atrás delas.
Há uma estranha pressa em condenar.
Como se apontar o erro alheio fosse uma forma rápida de limpar a própria biografia.
Mas a experiência ensina que os dedos que se erguem para acusar, quase sempre ignoram o espelho que os acompanha.
Por isso, em vez de disputar a posse da Verdade — como se ela fosse um troféu moral — prefiro assistir ao lento trabalho da coerência e das contradições humanas.
A Justiça Poética tem um modo curioso de agir: ela não grita, não se apressa e não faz discursos inflamados.
Apenas permite que cada um seja, com o tempo certo, revelado pelas próprias atitudes.
E, no fim das contas, quase sempre descobrimos que julgar os juízes é menos sobre condená-los… e mais sobre lembrar que ninguém deveria ocupar o tribunal da consciência humana sem antes revisitar, em silêncio, o próprio banco dos réus.
Às vezes, a Justiça resolve dar o ar da graça no Brasil só para o povo insistir em acreditar que ela ainda existe.
E, quando isso acontece, vira quase um evento.
Um alívio coletivo, uma fagulha de esperança em meio a um cotidiano marcado por descrédito, morosidade e seletividade.
A sensação é de que algo finalmente funcionou — não como exceção deveria ser, mas como regra que raramente se cumpre.
O problema é que a Justiça não deveria surpreender.
Não deveria soar como milagre, nem como concessão ocasional de um sistema que parece escolher quando agir e, principalmente, contra quem agir.
Quando o básico vira motivo de espanto, é sinal de que o alicerce já não sustenta com a firmeza que deveria.
Essa aparição esporádica da Justiça cumpre um papel curioso: alimenta a esperança ao mesmo tempo em que mascara a falha estrutural.
Porque basta um caso emblemático, uma decisão firme, para reacender no imaginário coletivo a crença de que “agora vai”.
Mas o “agora” quase nunca se sustenta no depois.
E assim o povo segue — oscilando entre o fio da navalha da descrença e da necessidade de acreditar.
Porque desacreditar completamente é admitir um vazio perigoso demais.
A fé na Justiça, ainda que ferida, funciona como último fio que impede a normalização total do absurdo.
No fundo, não é que a Justiça não exista…
É que, muitas vezes, ela parece muito distante, intermitente — quase como uma visita muito mal-educada, daquelas que chega sem aviso, resolve algo muito pontual e vai embora antes de explicar por que demorou tanto.
E enquanto ela aparece apenas “às vezes”, o que se consolida no restante do tempo não é a ordem, mas a dúvida.
E um país que duvida constantemente da sua própria Justiça — aprende, aos poucos, a conviver com aquilo que jamais deveria aceitar.
Quem protesta não luta por justiça, nem almeja fazer diferente.
O protestante( político, ideológico) quer ocupar o lugar do outro para fazer igual, com aliados diferentes!
180126
Justiça não é para todos,
mas apenas para alguns na Terra,
não que a justiça seja injusta,
apenas não vê quem a espera!
Pensamento do dia;
JUSTIÇA PELO HENRY
Que a mãe pegue a pena máxima por deixar seu filho à mercê de um bandido.
#juripolar#justiça#julgamento
Tempestades de Amor e Verões de Justiça
Sei bem que, neste vasto mundo que o Criador nos deu para habitar e cuidar, há muitos corações famintos por vingança. Mas o que mais me encanta é saber que há muitos, muitos mais famintos por amor.
Então, em qualquer tempo da nossa existência, que tenhamos verões de justiça.
Que tenhamos tempestades de amor.
Que tenhamos ventos fortes de fé.
Que a chuva do céu lave a tristeza de todos, que ilhas de esperança se formem e que possamos nos agarrar às árvores da paz.
Que eu possa, também, conectar minha energia de alegria com todos os meus e com os seus.
E que hoje, nesta Sexta-feira da Paixão, possamos suportar as dores do dia a dia e, aos domingos, celebrar o amor sem dor.
Na cruz, a justiça e o amor se encontraram.
A ira de Deus recaiu no Justo,
para que o injusto fosse chamado santo.
No madeiro, o peso do pecado foi esmagado.
O salário é claro como fogo
morte é o preço, juízo é o fim.
Mas a graça grita mais alto,
no sangue do Cordeiro, Deus disse: “assim não será para os Meus”.
A nudez d’Ele me vestiu de justiça,
Sua humilhação me deu dignidade,
Sua vergonha virou minha honra,
Sua cruz se tornou eternidade.
E hoje, quando penso na vergonha que Ele suportou,
Não encontro outra resposta,
Se não viver em gratidão,
E amar com o mesmo amor que tudo suportou.
"Dayenu"
Se Ele nos tivesse tirado do Egito, e não tivesse feito justiça contra os egípcios,
teria sido suficiente.
Se Ele tivesse feito justiça contra os egípcios,
e não tivesse destruído seus ídolos, teria sido suficiente.
Se Ele tivesse destruído seus ídolos,
e não tivesse matado seus primogênitos,
teria sido suficiente.
Se Ele tivesse matado seus primogênitos,
e não tivesse dado suas riquezas ao nosso povo, teria sido suficiente.
Se Ele tivesse dado suas riquezas ao nosso povo, e não tivesse aberto o Mar Vermelho diante de nós, teria sido suficiente.
Se Ele tivesse aberto o Mar Vermelho diante de nós, e não tivesse nos feito atravessá-lo em terra seca, teria sido suficiente.
Se Ele tivesse nos feito atravessá-lo em terra seca, e não tivesse afogado nossos opressores no mar, teria sido suficiente.
Se Ele tivesse afogado nossos opressores no mar, e não tivesse nos sustentado no deserto durante quarenta anos, teria sido suficiente.
Se Ele tivesse nos sustentado no deserto durante quarenta anos, e não tivesse alimentado com o maná, teria sido suficiente.
Se Ele tivesse alimentado com o maná,
e não tivesse nos dado o Shabat,
teria sido suficiente.
Se Ele tivesse nos dado o Shabat,
e não tivesse nos aproximado do Monte Sinai,
teria sido suficiente.
Se Ele tivesse nos aproximado do Monte Sinai,
e não tivesse nos dado a Bíblia, teria sido suficiente.
Se Ele tivesse nos dado a Bíblia, e não tivesse nos introduzido na Terra de Israel, teria sido suficiente.
Se Ele tivesse nos introduzido na Terra de Israel, e não tivesse construído para nós o Templo Sagrado, teria sido suficiente.
A justiça na terra não desce do céu como um raio de luz, ela germina em silêncio, como semente lançada em solo firme, cultivada pelas mãos daqueles que se recusam a ser cúmplices da opressão silenciosa. Cada palavra dita em defesa da verdade é mais do que um gesto humano, é como uma centelha de luz que insiste em brilhar mesmo nas sombras, erguendo, pouco a pouco, um lugar onde a dignidade não é apenas lembrada, mas vivida. Há uma voz mansa que sussurra no íntimo, convidando à retidão mesmo quando ninguém vê, lembrando que a verdadeira justiça começa no invisível, nos gestos pequenos e nas escolhas solitárias. Não espere por um julgamento final para ser justo, faça do seu próprio caminho um testemunho vivo, onde cada atitude carrega o peso de algo maior do que si mesmo, como se, em cada decisão, o eterno tocasse o instante.
- Tiago Scheimann
“Se não fores justo para com os outros, não peças justiça a Deus nem aos tribunais.”
Huambo, 10/05/2026
Será que alguém sabe responder isso?!
Por que a justiça protege quem é criminoso, mas condena quem é honesto?!
Não faça justiça com o próprio mouse! Afinal, "os fins não justificam os e-mails, ou os posts".
Diga o que pensa, mas 1º pense em respeitar!
Cuidado com o "abuso de direito", ou seja, ir além do limite ético previsto na lei em vigor no Brasil, conforme o artigo 187 Código Civil.
A liberdade de expressão deve ser exercida com responsabilidade. Podemos dizer o que pensamos, mas respondemos pelo que dissemos.
Quantos jovens estão morrendo nós países arabés, simplesmente para terem mais justiça, liberdade, liberdade de falar,expressar, ouvir..
O que é liberdade para quem não a tem? o que é ter que se calar, pra não morrer muitas vezes, o que é essa busca da liberdade intão?
Thiago 11/03/2012
A JUSTIÇA DO JUSTO
A justiça plena há de fazer justiça
A injustiça jamais será permitida
A religião quer dar a sequência
Por que não houveram de fazer mudanças?
Seria o mal feito para alguma criação determinada?
Algum inferno planejado para determinadas pessoas?
Um lago absurdo para lutadores fracassados?
Os perversos salvos por matar o rei?
Criação e realidade cumprida; ordem superior.
Não ter opção de escolha de vida; fato real.
Gerações sem escolhas – pura realidade.
O dever cumprido pelo saber
Em cima é difícil - aqui é a terra; baixo.
Existe um Deus, e a justiça feita será; não há escape.
Meu Deus, seu nome é tão vermelho quanto o sangue de Jesus, vermelho como a justiça.
Meu Deus, seu nome é tão vermelho quanto os que são considerados uma ameaça, vermelho como a sabedoria.
Meu Deus, seu nome é tão vermelho quanto o sangue, eis o vermelho de nossa batalha!.
E que essa cor esteja presente na vida dos maus, pois a maldade será o vermelho da dor.
Se eu quero o bem dele o que te importa?
Eu não faço acepção de pessoas, tá.
Se eu faço justiça a ele o que te importa?
Sou Deus e ambos são meus filhos, hipócrita!
