Poema de Justiça

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Na perspectiva bíblica, justiça não é somente punir o erro ou cumprir regras. É agir corretamente diante de Deus e das pessoas. É tratar os outros com honestidade, imparcialidade e dignidade.
A justiça de Deus protege o fraco, o necessitado, o órfão, a viúva e o estrangeiro. Ela não favorece os poderosos nem ignora os vulneráveis.
Jesus demonstrou essa justiça quando acolheu pessoas desprezadas pela sociedade e confrontou a hipocrisia religiosa. miriamleal

A justiça revela Sua verdade, a misericórdia revela Seu amor, e a humildade nos mantém perto de Deus.


Ele te declarou, ó homem, o que é bom; e que é o que o Senhor pede de ti, senão que pratiques a justiça, ames a misericórdia e andes humildemente com o teu Deus? Miqueias 6:8

"Dayenu"

Se Ele nos tivesse tirado do Egito, e não tivesse feito justiça contra os egípcios,
teria sido suficiente.

Se Ele tivesse feito justiça contra os egípcios,
e não tivesse destruído seus ídolos, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse destruído seus ídolos,
e não tivesse matado seus primogênitos,
teria sido suficiente.

Se Ele tivesse matado seus primogênitos,
e não tivesse dado suas riquezas ao nosso povo, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse dado suas riquezas ao nosso povo, e não tivesse aberto o Mar Vermelho diante de nós, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse aberto o Mar Vermelho diante de nós, e não tivesse nos feito atravessá-lo em terra seca, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse nos feito atravessá-lo em terra seca, e não tivesse afogado nossos opressores no mar, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse afogado nossos opressores no mar, e não tivesse nos sustentado no deserto durante quarenta anos, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse nos sustentado no deserto durante quarenta anos, e não tivesse alimentado com o maná, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse alimentado com o maná,
e não tivesse nos dado o Shabat,
teria sido suficiente.

Se Ele tivesse nos dado o Shabat,
e não tivesse nos aproximado do Monte Sinai,
teria sido suficiente.

Se Ele tivesse nos aproximado do Monte Sinai,
e não tivesse nos dado a Bíblia, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse nos dado a Bíblia, e não tivesse nos introduzido na Terra de Israel, teria sido suficiente.

Se Ele tivesse nos introduzido na Terra de Israel, e não tivesse construído para nós o Templo Sagrado, teria sido suficiente.

A justiça na terra não desce do céu como um raio de luz, ela germina em silêncio, como semente lançada em solo firme, cultivada pelas mãos daqueles que se recusam a ser cúmplices da opressão silenciosa. Cada palavra dita em defesa da verdade é mais do que um gesto humano, é como uma centelha de luz que insiste em brilhar mesmo nas sombras, erguendo, pouco a pouco, um lugar onde a dignidade não é apenas lembrada, mas vivida. Há uma voz mansa que sussurra no íntimo, convidando à retidão mesmo quando ninguém vê, lembrando que a verdadeira justiça começa no invisível, nos gestos pequenos e nas escolhas solitárias. Não espere por um julgamento final para ser justo, faça do seu próprio caminho um testemunho vivo, onde cada atitude carrega o peso de algo maior do que si mesmo, como se, em cada decisão, o eterno tocasse o instante.


- Tiago Scheimann

“O homem justo não se vende, não se corrompe e não abandona a justiça para agradar a ninguém. Por sua integridade, será respeitado por uns e odiado por outros.”

— Angelino de Jesus

A justiça


A justiça baseia-se em princípios fundamentais
Que garantem a ordem e o respeito
E asseguram nossos valores essenciais
Para nossa integridade e nosso direito.


Ela funciona por meio de instituições,
Resolvendo conflitos, aplicando o direito,
Embora o sistema, em suas razões,
Sofra com a lentidão e com defeito.


A morosidade resulta em dor e ineficácia,
Que afetam a todos de forma injusta,
Rompendo a esperança e gerando falácia,
Num rumo pesado que nos assusta.


O não efeito refere-se à morosidade,
Aliada às várias dificuldades
Ora Injustas ou ineficazes,
Ou até mesmo exemplares.


O ideal é vermos um final justo,
Sem desvios que nos tragam dores
Pois quem espera não quer ter o susto,
Mas uma justiça com seus valores.


Raimundo Nonato Ferreira
Abril/2026

Dias difíceis


Não é fácil esperar
Por justiça que parece não vir,
Todavia devemos acreditar
Que há um Deus que pode agir.


São dias difíceis demais;
As coisas parecem inversas,
Pessoas não se importam jamais
Vivendo uma vida dispersa.


Tudo parece inverso
E nos deixa todos perplexos
A vida segue no verso
Em ritmo meio complexo.


Não conformar com o contraditório
Deveria ser a meta de todos
No entanto, não é o obrigatório
E continua assim desse modo.


Há quem se importe com o correto.
Outros tantos nem sempre são assim.
Fazem coisas no tempo secreto,
Não há muito que se fazer. Enfim…


A vida que segue em ritmo desenfreado,
Pessoas vivendo de qualquer jeito,
Numa batida atordoada;
Outros tantos insatisfeitos,
De forma acelerada.


Todavia temos o livre arbítrio
Que nos dá a possibilidade de decidir,
No entanto, a escolha errada
Nos leva a sucumbir
Com consequências disciplinadas.


Raimundo Nonato Ferreira
Novembro/25

“Pratique o que é mais importante: a justiça, a misericórdia e a humildade diante de Deus.”


(Mq 6:8; Mt 23:23)

Os perversos justificam o mal, mas os justos procuram fazer justiça.


📖 Isaías 1:17

O Deus do amor consola.
O Deus da justiça confronta.
Quem conhece apenas um deles
ainda não conhece Deus por inteiro.

... o conceito
de justiça subsiste muito
além do que supomos alcançar...
No entanto, buscar ser justoem nossas
apreciações e veredictos, decerto
encurtará tamanho
espaçamento!

As Virtudes

Sabedoria,
Coragem,
Justiça e
Temperança;

Valores a serem estabelecidos
e trabalhados.

Alessandro Bous'T

A Justiça dos Anjos de Fogo

"Quando os dragões tomarem o céu,
cuspirão fogo nas estrelas, transformando-as
em fogos — em pontos flamejantes a iluminar
toda a terra do reino do norte, onde o mar
revolto anuncia uma nova época.

Homens serão reis e mulheres, suas rainhas;
o desejo de caminhar pelas águas e pelas
florestas formadas por suas ondas será
iluminado pelos asteroides estelares,
em vida dada pelos anjos de asas picotadas,
de olhos vermelhos e que cospem mais
que labaredas: a própria vida e
a esperança da raça humana.

Nenhuma guerra afastará aqueles
que, nobres de espírito, clamaram em
seus reinos pela justiça Divina sobre
suas terras, ainda inférteis, de solos negros,
à espera das sementes vindouras do fogo
dos corpos celestes, intensos em amarelo
e vermelho, a cair do firmamento.

Os reinos sairão das trevas e do caos humano;
serão novos tempos, de novas árvores a
florescerem, dando vida a novos frutos a
adoçar e alimentar os sonhos — agora,
muito mais que simples devaneios.

Os dragões agora são os guardiões
do portal entre ordem e caos,
entre trevas e luz, entre amor e ódio,
entre o bem e o mal, onde eles repousarão
suas asas e guardarão todos
os corações humanos."

Marcelo HB

⁠Quem sugere que a justiça se valha de outro crime para se cumprir, pode ter qualquer sede, menos de Justiça.


Tentar legitimar um crime, em detrimento de outro, revela muito mais sobre suas próprias carências do que sobre qualquer virtude moral.


Porque a justiça, quando precisa caminhar sobre as sandálias do delito, já não é justiça — é vingança disfarçada de princípio.


A verdadeira justiça não nasce do atalho, nem se sustenta no erro alheio.


Ela se constrói justamente no compromisso de não reproduzir aquilo que condena.


Do contrário, perde o direito de apontar o dedo, pois passa a caminhar no mesmo terreno que finge combater.


Há quem confunda sede de justiça com fome de punição.


Mas justiça não se alimenta de excessos, nem se satisfaz com a quebra das próprias regras.


Quando alguém aceita um crime como meio legítimo, o fim já se encontra corrompido.


No fundo, quem defende esse tipo de lógica não clama por justiça — clama por triunfo, por alívio emocional, por aplacar ressentimentos.


A justiça, ao contrário, exige sobriedade, limites e, sobretudo, integridade.


Porque só permanece justa aquela que se recusa a se tornar aquilo que combate.

⁠Entre apoderar-me da Verdade para julgar alguém, prefiro togar-me da Justiça Poética para julgar os que o julgam.


Talvez porque a Verdade — essa palavra tão invocada — raramente chega pura às mãos humanas.


Quase sempre, ela vem filtrada por convicções, interesses, ressentimentos ou paixões mal resolvidas.


E, quando alguém acredita possuir a Verdade absoluta, o julgamento deixa de ser um exercício de consciência para se transformar num espetáculo de vaidade moral.


A Justiça Poética, por outro lado, não se preocupa em parecer infalível.


Ela apenas observa, com a paciência do tempo, como cada gesto humano acaba escrevendo a própria sentença.


Quem julga com excesso costuma revelar mais de si do que daquele que está sendo julgado.


No tribunal silencioso da vida, o eco das palavras denuncia as intenções que tentavam se esconder atrás delas.


Há uma estranha pressa em condenar.


Como se apontar o erro alheio fosse uma forma rápida de limpar a própria biografia.


Mas a experiência ensina que os dedos que se erguem para acusar, quase sempre ignoram o espelho que os acompanha.


Por isso, em vez de disputar a posse da Verdade — como se ela fosse um troféu moral — prefiro assistir ao lento trabalho da coerência e das contradições humanas.


A Justiça Poética tem um modo curioso de agir: ela não grita, não se apressa e não faz discursos inflamados.


Apenas permite que cada um seja, com o tempo certo, revelado pelas próprias atitudes.


E, no fim das contas, quase sempre descobrimos que julgar os juízes é menos sobre condená-los… e mais sobre lembrar que ninguém deveria ocupar o tribunal da consciência humana sem antes revisitar, em silêncio, o próprio banco dos réus.

⁠Às vezes, a Justiça resolve dar o ar da graça no Brasil só para o povo insistir em acreditar que ela ainda existe.


E, quando isso acontece, vira quase um evento.


Um alívio coletivo, uma fagulha de esperança em meio a um cotidiano marcado por descrédito, morosidade e seletividade.


A sensação é de que algo finalmente funcionou — não como exceção deveria ser, mas como regra que raramente se cumpre.


O problema é que a Justiça não deveria surpreender.


Não deveria soar como milagre, nem como concessão ocasional de um sistema que parece escolher quando agir e, principalmente, contra quem agir.


Quando o básico vira motivo de espanto, é sinal de que o alicerce já não sustenta com a firmeza que deveria.


Essa aparição esporádica da Justiça cumpre um papel curioso: alimenta a esperança ao mesmo tempo em que mascara a falha estrutural.


Porque basta um caso emblemático, uma decisão firme, para reacender no imaginário coletivo a crença de que “agora vai”.


Mas o “agora” quase nunca se sustenta no depois.


E assim o povo segue — oscilando entre o fio da navalha da descrença e da necessidade de acreditar.


Porque desacreditar completamente é admitir um vazio perigoso demais.


A fé na Justiça, ainda que ferida, funciona como último fio que impede a normalização total do absurdo.


No fundo, não é que a Justiça não exista…


É que, muitas vezes, ela parece muito distante, intermitente — quase como uma visita muito mal-educada, daquelas que chega sem aviso, resolve algo muito pontual e vai embora antes de explicar por que demorou tanto.


E enquanto ela aparece apenas “às vezes”, o que se consolida no restante do tempo não é a ordem, mas a dúvida.


E um país que duvida constantemente da sua própria Justiça — aprende, aos poucos, a conviver com aquilo que jamais deveria aceitar.

⁠Se os Juízes de Poltrona soubessem que a justiça que tentam impor alisando telas só os torna dignos de pena, os Tribunais do Espetáculo jamais subsistiriam.


Mas talvez o problema não seja a ignorância sobre si mesmos — e sim o conforto que encontram nela.


Julgar à distância oferece a ilusão de poder sem o peso da responsabilidade.


Ali, atrás de uma tela, cada sentença é rápida, cada condenação é limpa, cada narrativa cabe em poucas linhas.


Não há contradições, não há contexto suficiente para atrapalhar a certeza.


E, sobretudo, não há consequências reais para quem acusa.


O espetáculo precisa dessa simplificação.


Ele se alimenta da pressa, da emoção crua, da necessidade humana de pertencer a um lado.


Nos tribunais improvisados do cotidiano digital, a dúvida é vista como fraqueza, a ponderação como cumplicidade.


Assim, constrói-se uma justiça que não busca compreender, apenas confirmar o que já se quer acreditar.


Há, no entanto, uma ironia silenciosa nisso tudo: ao reduzir o outro a um rótulo, o juiz de poltrona também se reduz.


Abdica da complexidade que o constitui, troca a reflexão pela reação, e passa a existir num mundo onde tudo é evidente demais para ser verdadeiro.


E nesse processo, perde algo essencial — a capacidade de enxergar o humano para além do erro, da falha, da manchete.


Talvez os Tribunais do Espetáculo persistam justamente porque oferecem respostas fáceis a perguntas difíceis.


Eles não exigem escuta, apenas eco.


Não pedem responsabilidade, apenas adesão.


E assim seguem, alimentados por uma multidão que prefere a sensação de estar certa ao desafio de, de fato, compreender.


No fim, o que se vê não é justiça — é encenação.


E toda encenação, por mais convincente que pareça, sempre depende de um público disposto a acreditar nela.

É pela vida das mulheres!
É pela dignidade das mulheres!
É pela humanidade!
É pela justiça!
É sobre um melhor para todas as pessoas!
É um passo muito importante de uma longa luta que ainda temos pela frente!
MISOGINIA É CRIME!
NENHUMA MULHER A MENOS!
NENHUM ABUSO A MAIS!
- Marcela Lobato

"Justiça Social é uma coisa.
Igualdade Social é outra coisa.
-Tem gente confundindo as coisas..."
Haredita Angel
12.07.16

"Em nome da liberdade de expressão, do bom senso e da justiça autorizo qualquer pessoa (qualquer mesmo) a escrever - por conta própria - a minha biografia, não importando se o objetivo é histórico-informativo ou apenas admiração incontrolável ou apenas fofoca ou apenas obtenção fácil de pecúnia."
Frase Minha 0616, Criada no Ano 2013

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CITE A FONTE E O AUTOR:
thudocomh.blogspot.com