Poema de Inverno

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Quem viu jamais um médico aproveitar a receita do colega sem lhe tirar ou acrescentar alguma coisa?

Fazemos ordinariamente mais festa às pessoas que tememos do que àquelas a quem amamos.

Um homem que acaba de arranjar um emprego já não faz uso do espírito e da razão para regrar a sua conduta e as suas atitudes perante os outros: toma de empréstimo a regra do seu posto e da sua situação; donde o esquecimento, a altivez, a arrogância, a dureza e a ingratidão.

Em matérias e opiniões políticas os crimes de um tempo são algumas vezes virtudes em outro.

O deleite imaginado é muito maior que o gozado, embora nos verdadeiros gostos deva ser o contrário.

Fica provado que uma inovação não é necessária quando se torna demasiado difícil implementá-la.

A sabedoria é geralmente reputada como pobre, porque não se podem ver os seus tesouros.

A verdade é tão simples que não deleita: são os erros e ficções que pela sua variedade nos encantam.

Uma boa recordação talvez seja cá na Terra mais autêntica do que a felicidade.

A imperfeição é a causa necessária da variedade nos indivíduos da mesma espécie. O perfeito é sempre idêntico e não admite diferenças por excesso ou por defeito.

As pessoas importantes fazem sempre mal em se divertir à custa dos inferiores. A troça é um jogo, e o jogo pressupõe a igualdade.

Os conselhos dos moços derivam das suas ilusões, os dos velhos, dos seus desenganos.

Para não corar diante da sua vítima, o homem, que começou por feri-la, mata-a.

Morte, que mistérios encerras?... Ninguém o sabe... Todos o podem saber... Basta ir ao teu encontro, corajosa, resolutamente, que nenhum mistério existirá já!

Frequentemente tive a ocasião de observar que quando a beneficência não prejudica o benfeitor, mata o beneficiado.

O apetite do privilégio e o gosto da igualdade, eis as paixões dominantes e contraditórias dos franceses em todas as épocas.

É mais fácil cumprir certos deveres, que buscar razões para justificar-nos de o não ter feito.

Há tantos vícios com origem naquilo que não estimamos o suficiente em nós, como no que estimamos mais.

Se não estás disposto a matar aquele a quem pretendes odiar, não digas que o odeias; estás a prostituir tal palavra.

É tão fácil o prometer, e tão difícil o cumprir, que há bem poucas pessoas que cumpram as suas promessas.