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Poema de Inverno

Cerca de 101021 frases e pensamentos: Poema de Inverno

A dialética do interesse é quase sempre mais poderosa que a da razão e consciência.

Ainda é mais fácil avaliar o espírito de um homem pelas suas perguntas do que pelas suas respostas.

Duque de Lévis
Maximes et réflections sur différents sujets de morale et de politique

Qualquer homem é capaz de fazer bem a outro homem; mas contribuirmos para a felicidade de uma sociedade inteira é parecermo-nos com os deuses.

A pobreza não tem bagagem, por isso marcha livre e escuteira na viagem da vida humana.

O nascer não se escolhe e não é culpa nascer do ruim, e sim imitá-lo; e é culpa maior nascer do bom e não imitá-lo.

O dever dos juízes é fazer justiça; a sua profissão, a de deferi-la. Alguns conhecem o próprio dever e exercem a profissão.

A vitória de uma facção política é ordinariamente o princípio da sua decadência pelos abusos que a acompanham.

Existem a beleza que excita, a que comove e a que satisfaz: a melhor é a última.

Os grandes, os ricos e os sábios sorriem-se: os pequenos, os pobres e os néscios dão gargalhadas.

O que vulgarmente faz que um pensamento seja grande é dizer-se uma coisa que nos conduz a muitas outras.

A maledicência pode muitas vezes corrigir-nos, a lisonja quase sempre nos corrompe.

As crenças religiosas fixam as opiniões dos homens, as teorias filosóficas perturbam-nas e confundem.

Há muita gente boa e feliz, porque não tem suficiente liberdade para se fazer má e desgraçada.

O desejo de igualdade levado ao extremo acaba no despotismo de uma única pessoa.

Um político de gênio, quando se encontra à frente dos negócios públicos, deve trabalhar para não se tornar indispensável.

Ser-se livre não é nada fazer, é ser-se o único árbitro daquilo que se faz ou daquilo que se não faz.

O silêncio é o melhor salvo-conduto da mais crassa ignorância como da sabedoria mais profunda.

Nada devemos fazer que não seja razoável; mas nada também de fazermos todas as coisas que o são.

Há muita gente para quem o receio dos males futuros é mais tormentoso que o sofrimento dos males presentes.

Os ricos pretendem não se admirar com nada, e reconhecem, à primeira vista, numa obra bela o defeito que os dispensará da admiração, um sentimento vulgar.