Poema de Força
Apenas uma Mulher
Lá vai ela novamente toda serelepe
Por caminhos estranhos e irreverentes
Brincando com flores e borboletas
Achando que o mundo é um brinquedo
...
Lá vai ela novamente toda serelepe
Tem um monte de nomes
E um monte de definições
Mas, na verdade não tem rótulo não
Lua, chuva, sol, raio de sol
Nuvem cigana, biruta ao vento
Lenda, mito, diva, heroína, dona de si
Mas, apenas... Uma mulher!
De: Apenas uma Mulher em
Zaida Machado - Palavras em Pedaços
Ouvir mais do que dizer que esta certo ou errado
Entender mais do que só ver e criticar.
Buscar força para poder impulsionar aqueles que pensam em desistir
Acreditar mais do que sentir medo
Que saibamos ser mais do que: só passar pela vida,
vivendo a vida alheia
Viver uma imensa batalha
Não ter condições de continuar
Seguindo em frente ainda existe esperança
Grande é a força do pobre que não para de lutar
Em busca de abrigo no perigo
Criando forças para sair de casa
Lá fora o sol já queima como brasa
E aqui dentro a nuvem negra é pura solidão
Não me adéquo as expectativas,
a gente deve viver pra si.
Se algo me abater,
vou quebrar.
Se meus planos falharem,
pagarei o preço.
Vivo o resultante dos meus atos,
nada de censuras externas.
Nada me prende a rótulos,
ou sintetiza meu vocabulário.
Eu decoro o cenário da minha vida,
e destino os meus pés.
Eu governo a mim,
não me submeto a contextos,
pretextos, conceitos ou estreitos.
Reconheço minhas falhas,
minhas inconsistências,
e impermanências.
Uma imagem pudica me sufoca,
me significa melhor uma vida feliz.
RENASCIMENTO
Se tua vida está cinza,
e teu dia passa lento,
desce, vai ao calçadão!
Passeia! Tem bom momento!
Abraça quem tu amas,
e terás renascimento.
Pela primeira vez na história, eu demonstrei ser fraco. Meus sentimentos frágeis, cujo os quais me fazia chorar, sempre estiverem selados dentro de mim, nunca expostos, eram intangíveis aos demais. Eu sempre soube muito bem lidar com a força, com o ódio e o rancor, mas diante dela, eu perdi a força, perdi o ódio, e me encontrei no amor.
Tudo que passei na vida me fez aprender
Me fez ser mais forte, mais determinado, mais valente
Aprendi que pedra pequena não derruba aviões
Que a vista mais linda que você pode ter, vai depender da montanha que você escalar...
A vida tem seus mistérios
Os quais não posso entender
Mas levo a vida e espero
Espero se resolver
Carrego uma certeza
Oque tem de ser será
A força da natureza
Põe tudo em seu lugar
Certa vez, um sábio me disse que haviam dois lobos opostos dentro de mim e que o dominante seria aquele que eu melhor alimentasse...
Mandei ele se lascar...
Eu nutro os dois!
Vê se eu ia deixar um com fome para o outro ficar forte sendo ambos parte de mim...
Toda dor é apenas um sopro.
O que nunca vai deixa de existir é a visão de infinitas possibilidades.
Pensamentos conduzem a sentimentos...
Sentimentos conduzem a ações...
Ações conduzem resultados.
Sementeio esperança dentro de mim.
A cortina é de ferro, é pesada.
Muitos se juntam perto dela e poucos são os que se juntam para a levantar, exige força, resiliência, determinação, esforço até á exaustão, mas é apenas uma cortina de ferro, intimidante, velha, presa á terra, imóvel, cujo papel é nos manter presos na nossa mente, como uma guilhotina imaginária pendente sobre as nossas cabeças, o medo.
Assim não levantamos a cortina!
No dia em que se perca o medo não há guerra.
O dia em que se perca o medo a cortina de ferro não é um obstáculo mas um símbolo de vitória, porque se vencerá.
Não faz mal sonhar alto.
Na verdade, nem faz mal sonhar.
Mas na realidade, sonhar tornou-se um luxo.
Sou um pássaro que não voa.
Doce Mulher
Para você, mulher, luz que irradia,
adoçando a vida em plena harmonia,
entre batalhas, dores e glórias,
escreve com alma suas próprias histórias.
Saboreia a vida com doce doçura,
em cada desafio, mostra bravura,
maravilhosa, forte, eterna canção,
que ecoa no tempo com o coração.
Para você, mulher, puro encanto,
é verso, é sonho, é livre manto,
que cobre o mundo com amor e cor,
sua força é luz, seu jeito é flor.
Primeiro foi um besouro.
Achei que fosse azar. Matei. Fechei a janela.
No dia seguinte, não a abri; crente que o problema estava resolvido.
Doce ilusão. Dois dias depois, outro invadiu.
Dessa vez, mandei pelo ralo. Fiquei irritada. E por birra, deixei a janela escancarada.
Três horas. Mais um. O último.
Foi então que percebi: talvez não fosse acaso.
Nem sinal, nem maldição. Só consequência.
Eu deixava a janela aberta sempre na hora do banho.
E besouros, os danados, aproveitavam o descuido.
Fechei a janela. Nunca mais entraram.
Simples. Tão simples que parece lição de vida.
A gente insiste em chamar de destino o que é apenas resultado.
Janelas se abrem.
Mas não se mantêm assim para sempre.
Às vezes a oportunidade entra voando, discreta como um inseto.
Outras, você nem nota que ela passou.
E quando percebe, a janela já está trancada.
Você bate. Grita. Esperneia.
Só que ela não abre.
Só dói.
Por isso, um conselho:
não espere o vidro.
Viva o agora como quem sabe que as janelas fecham;
sem aviso, sem hora, sem retorno.
Com a voz embargada,
ouço o meu silencio interno.
Um sussurro dentro de mim quer dizer algo,em volta nada definido.
Quando sombras me cercam e
tudo fica cinza
eu choro e passa.
Não olho o caminho que percorri,
assim faço com minhas angústias e tristezas,
é comum este estado
e normal este momento,
mas existe uma força que luta
e abre meus horizontes,
percebo que dai sai meu novo amanhecer
cheio de luz e de vontades,
e sorrio, sorrio muito.
Repetição: insuportável. Não aguento; é intragável, nojento, repulsivo.
Como sociedade, evoluímos: em tecnologia, em ciência, em sabedoria. Mas não nos livramos dessa maldição eterna, dessa praga indissociável do âmago do homem. Como a serpente Ouroboros, que se devora eternamente. Estamos perpetuamente num ciclo infernal: constante, infinito, desgastante.
Em prisões, estudamos. Nos mesmos domínios, trabalhamos para nossos senhores. Nas mesmas zonas, somos escravizados por nossos vícios. Sem dúvida, o verdadeiro mal da humanidade é o vínculo: imaterial, psicológico, inapagável. Vínculos são as correntes que nos prendem, nos aprisionam, nos suprimem.
Quando quebramos essas correntes, a verdadeira liberdade é encontrada. Porém, com essa liberdade irrestrita, surge uma corrupção que destrói a alma: a solidão.
Vazio insuportável. Um vácuo que nos força a preenchê-lo.
E nesse bizarro paradoxo, corremos para ocupar esse vazio com mais vínculos, nossa maior fraqueza. Por isso, forte não é o homem que acumula laços, mas aquele que aprende a viver no vazio, sem amarras, pois preenche a própria alma com nada além de sua vontade.
Esqueça os momentos em que a alma se recusa a florescer.
Mesmo assim, floresça.
Seja alguém em busca de mais.
Gratidão.
Gratidão por tê-lo tecido,
por enxergá-lo,
por compreendê-lo,
e por firmá-lo no chão —
porque é sobre ele que dou meus próximos passos.
Estou de pé.
E subirei.
Não tirarei meus pés desse chão — piso firme, como quem pisa sobre serpentes.
Piso com confiança, porque os lábios que feriam, agora estão silenciados.
O veneno perdeu o efeito.
Na verdade… me fortaleceu.
Você não perdeu o valor.
Eu é que ganhei consciência.
E isso muda tudo.
Este texto é uma marca —
uma fronteira entre o que fui e o que estou construindo.
É o testemunho do homem que, dia após dia, pensou em desistir,
achando-se fraco...
sem perceber que estava resistindo.
Hoje, a minha mente é minha.
O veneno que me derrubava, virou alimento.
As conexões partidas se romperam com o ranger dos dentes,
mas abriram espaço para o silêncio fértil.
O amor que virou ódio,
o ódio que virou compreensão,
a compreensão que virou indiferença…
e a indiferença —
me libertou.
Ter o que sou
Na bagunça do meu eu
Tropiquei na montanha de apreços acumulada pela minha estima.
Caído
Do lado de la vi a verdade
Do alto da colina de roupas gastas porém lavadas avistei um ser novo tentando se ajustar
Me despi do preconceito e das crenças que foram enraizadas por pura inabilidade de não querer permanecer onde não cabe o que eu sonhar ou apenas sonhar
Meu olhar já não turvo
Maduro e seguro com muros
Que não só me limitam mas também protegem do mal pensar
Portas se abrem pra que você também me enxergue
Assim como estou
Tudo que sou
Ressoa no eco da vida
Estanco com sabores novos a ferida
Ela se intriga
Mas degusta novas experiências
Organiza o que gosta
E nem sempre posta
O que me a fez amar
Contudo arrumado
Na mala que chamo de pensamento
Não está mais ao relento
As mazelas que em Renascimento
Beleza e formosuras fizeram organizar
Amor
Esperança
Sincronizados pela fé
Que no momento resgataram
Para ter o que sou
E mais nada pesado nessa viagem
tranquila decidi comigo carregar.
Todos os Dias
Levanto antes do sol aparecer.
Não porque quero, mas porque preciso.
O silêncio da manhã traz lembranças,
algumas que pesam, outras que empurram.
O corpo reclama, mas se move.
A mente grita, mas ainda pensa.
Há uma força escondida nas pequenas escolhas:
vestir a roupa, sair pela porta, continuar.
Não é heroísmo.
É sobrevivência com alma.
É entender que nem todo dia será grandioso,
mas cada dia vivido conta uma história de persistência.
Ser forte não é vencer sempre.
É não se entregar, mesmo quando tudo diz que é mais fácil parar.
É respirar fundo, olhar pra frente
e dar mais um passo.
