Poema de Feliz Aniversario Fabricio Carpinejar
E só me resta hoje uma alegria:
É que, de tão iguais e tão vazios,
Os instantes me esvoam dia a dia
Cada vez mais velozes,
mais esguios...
Coração Partido
Por querer, conquistei
Por conquistar, me apaixonei
Por se apaixonar, amei
Por amar, fui feliz
Você se foi
A conquista acabou
A felicidade não ficou
Mas o amor ainda restou
Partido o coração está
Sem você a me amar
As noites fico a sonhar
Mas com tristeza ao acordar
Eu posso te perder,
mas jamais te esquecerei,
o teu sorriso,
as suas risadas,
o teu olhar brilhando como estrelas.
Quem sabe, um dia!
Eu nunca acreditei que um relacionamento pudesse ser eterno, eu sempre acreditei que o "pra sempre, sempre acaba", por isso eu sempre terminei meus relacionamentos. Por que esperar o tempo passar se eu sabia que o castelo ia cair?
Eu me adiantava ao tempo, me adiantava ao outro e a tudo que pudesse acontecer, então eu me tornei uma espécie de mestra em terminar relacionamentos antes que a paixão morresse por completo. Se há algo de errado comigo? Talvez. Falta de fé no amor? Falta de romantismo? Não sei.
O que me importa, realmente é que eu sempre soube amar e cuidar de quem eu escolhi para ficar ao meu lado, de falta de carinho, respeito e parceria nunca ninguém irá reclamar.
Se eu fui complexa e fria demais no romper? Talvez, mas relacionamentos que não terminam pelo passar do tempo, pelo falecimento dos amantes, terminam pela morte de algum sentimento, na verdade qualquer espécie de fim impinge dor às pessoas, eu só fui estúpida a ponto de me antecipar ao decorrer das circunstâncias.
Mas, quem sabe um dia eu passe a crer que as afinidades podem fazer uma relação durar muito, muito tempo? Quem sabe um dia eu volte a acreditar em "almas gêmeas"? Quem sabe? Quem sabe, um dia!
Não se é grande sem crescer
Não se cresce sem sentir
Nada existe sem porquê, portanto
Vai correndo procurar
Tudo aquilo que almejou
Já sabendo que ao voltar
O mundo será outro.
Esta velha angústia,
Esta angústia que trago há séculos em mim,
Transbordou da vasilha,
Em lágrimas, em grandes imaginações,
Em sonhos em estilo de pesadelo sem terror,
Em grandes emoções súbitas sem sentido nenhum.
Transbordou.
Mal sei como conduzir-me na vida
Com este mal-estar a fazer-me pregas na alma!
Se ao menos endoidecesse deveras!
Mas não: é este estar entre,
Este quase,
Este poder ser que...,
Isto.
Um internado num manicómio é, ao menos, alguém,
Eu sou um internado num manicómio sem manicómio.
Estou doido a frio,
Estou lúcido e louco,
Estou alheio a tudo e igual a todos:
Estou dormindo desperto com sonhos que são loucura
Porque não são sonhos
Estou assim...
Pobre velha casa da minha infância perdida!
Quem te diria que eu me desacolhesse tanto!
Que é do teu menino? Está maluco.
Que é de quem dormia sossegado sob o teu tecto provinciano?
Está maluco.
Quem de quem fui? Está maluco. Hoje é quem eu sou.
Se ao menos eu tivesse uma religião qualquer!
Por exemplo, por aquele manipanso
Que havia em casa, lá nessa, trazido de África.
Era feiíssimo, era grotesco,
Mas havia nele a divindade de tudo em que se crê.
Se eu pudesse crer num manipanso qualquer —
Júpiter, Jeová, a Humanidade —
Qualquer serviria,
Pois o que é tudo senão o que pensamos de tudo?
Estala, coração de vidro pintado!
Vivi na verdade da historia
que não é toda verdade
vida parcial e ilusória
sobre crenças e falsidade.
[...] E somos todos iguais, a unica diferença é que termos rosto diferentes . Mas todos temos mãos,braços,pernas, personalidades diferentes entre outras coisas.
Mas todos quando partimos iremos para o mesmo lugar que é de baixo da terra. Ninguém é exatamente perfeito. Acredito que uma formiga tem mas chances de vida do que nós seres humanos
pois a qualquer momento algo pode nos abalar,somos tão pequenos e nem notamos como somos tão frágeis.
Às vezes me sinto o centro do universo, totalmente maravilhosa!!
Às vezes me sinto menos que um grãozinho de areia...
Às vezes dou gargalhada até doer a barriga!!
Às vezes choro como se no mundo nada mais valesse a pena…
Às vezes sou livre, dona das minhas vontades, faço o que quero por puro prazer!!
Às vezes me fecho, tenho medo do mundo, das consequências…
Enfim… sou mulher e basta! Jamais poderia ser outra coisa!
AMO SER MULHER!!!
Sua luz me ascendeu,
Seu Amor me enlouqueceu...
Uma nuvem de prazer!
Minha sina é te servir,
Meu melhor eu vou lhe dar,
Será assim até o fim...
Desde sempre vou te Amar!
TENTAÇÃO
Enfeitava-se de lantejoulas
E vestia uma espécie de ceroulas
Sobre um corpo muito moreno
Pequeno,
Quase ao chocolate negro,
De púbis atena
Com cheiros de açucena
Muito farfalhuda
Negra, barbuda
Como as do pirata
Primata
Dos sete mares
Sentidos
Mas não percorridos.
Nestes meus invividos
Ares
Altares
Sem fé de sentir
O doce do fruto maduro
Sem ser só pão duro
Neste mundo inexplicável
Por tanto inextricável
Do que foi
E do que está para vir
Como um boi
Puxa a carroça da troça
Doente, por não poder fugir.
E a pequena esfinge
Egipciana
Era uma mulher que finge
Estar comigo na cama
Da ilusão,
Apenas, cruel tentação!
(Carlos De Castro, in Poesia num País Sem Censura, em 10-08-2022)
ÁGUA NOSSA
Água nossa, que estás na terra,
Vivificado seja o teu nome,
Venha a nós o teu manancial,
Seja feita a nossa vontade
Assim sempre neste mal.
A água pão de cada dia nos dai hoje.
Perdoa-nos os crimes cometidos
Contra a natureza-mãe,
Que nós não sabemos perdoar
Aos ofendidos;
Nunca nos deixes sem uma gota
Que seja do teu bem.
............................................
E o povo rezava e o mundo orava
Aos deuses da água...
Mas a água não não veio.
Voltou o povo a rezar e o mundo a orar
Às luas das águas...
Mas as águas fugiram.
Então, o povo e o mundo não rezou mais!
Vieram todos e choraram,
Carpiram ao mesmo tempo
Em louco lamento...
Depois, a terra seca
Ficou inundada de água
Das lágrimas caídas
Vertidas
Pelo povo infecundo
E pelo mundo.
Amém!
(Carlos De Castro, in Poesia Num País Sem Censura, em 16-08-2022)
“QUANDO AS GALINHAS CANTAVAM ÓPERA
Linda, a pastora penuda que comigo ia,
Calcorreando tão verdíssimos prados,
A pastar o gado da nossa fantasia,
De beijos, abraços e mais pecados.
E assim, lá íamos amantes babados,
Por entre folhagens e flores silvestres,
Almas puras, anjos sem pecados,
A não ser os fatais, dos terrestres.
Tudo era céu e luz brilhando,
Em piruetas de paixão vivida,
No colar de dois corpos, amando.
Oh, mas que cruel sina de vida!
A nossa, galo e galinha pastando,
Sem dentes para erva ressequida.
(Carlos De Castro, in Poesia num País Sem Censura, em 19-08-2022)”
SEGREDOS NA LUA CHEIA
Sempre vos quis segredar, ontem.
Antes que fosse anteontem.
Mas ninguém me ouviu.
Hoje, ouçam ou eu me agasto:
Fui feito da pedra de um crasto,
Minha mãe era a lua cheia
Meu pai era o brilho do sol
E desse amor, eu vim à boleia
Nesta estrada em caracol.
Segredo, guarda-se em cofre
Que tenha o coração ardente,
Se o não for, o confessor sofre
As penas de um ser demente.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 11-10-2022)
EM MIM
Só agora, no fim, serei
O ser que não fui,
Porque errei no escolher
Da sorte, por não saber
Que ela só flui
A quem tem a coragem
De viver,
Sem querer entender
Se a vida é quadrada
Ou redonda
Como o mundo
Profundo
Entre a areia dourada,
A terra e o mar
E aquela onda malvada
Que nos arrebatou
E na tragédia nos levou,
Para um poço sem fundo.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 15-10-2023)
SE
Se todos gostassem da minha poesia,
Jamais haveria
Paz no mundo.
O mar e as fontes secariam,
Os rios ao contrário correriam,
O ovo não teria gema
Nem o ovário
Seria berçário
De hormonas,
Neste meu mundo de sintomas
Da falta de teorema.
Seria o caos completo,
Tudo morreria
O absoluto e o obsoleto.
Por favor:
Para que haja paz no mundo,
Nunca leiam a minha poesia;
Podem até falecer de ironia,
Ou então ficar moribundo.
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 12-11-2023)
Essa tal loucura sã
Fico a imaginar como seria voar,
entre nuvens de algodão;
Nas estrelas repousar sob um canto de ninar, conhecido por trovão;
De carona em alto mar com golfinhos mergulhar, mil tesouros encontrar numa antiga embarcação;
E no fundo desse mar bons amigos encontrar,
uma festa vamos dar para então comemorar a chegada do verão;
E quando a noite chegar, carneirinhos vou contar, e com eles vou brincar até no sono pegar;
Quando enfim o sol raiar, bem ligeira vou estar entre campos perfumados muitas flores ao meu lado, meu perfume a exalar;
Margaridas ou jasmim?
Beija-flor ou bem-ti-vi?
Fico aqui ou volto lá, para o mundo encarar?
Tenho muito pra viver, bons lugares conhecer;
Que loucura vão achar, posso mesmo louca estar,
mas aqui é meu lugar,
aqui ei de ficar.
Gosto de gente pra frente,
que não tem medo de errar,
mas se acontece, reconhece;
Gosto de gente prudente,
que chega com calma
e cativa a alma;
Gosto de gente inocente,
com olhar puro e transparente;
Gosto de gente inteligente,
que saiba se expressar
sem muito blá blá blá;
Não gosto de gente prepotente,
que se julga superior,
mas não tem nada que acrescente;
Gosto de gente descente,
que sonha com o futuro,
mas vive o presente;
Gosto de gente sorridente;
que acha graça na vida,
Ah...! Isso sim me deixa contente;
Gosto de gente que ama,
que valoriza, que cuida,
que sente;
Gosto de gente vivente,
que compreende
que o amanhã a Deus pertence;
Gosto de gente que é gente,
não por acidente.
Vende-se paz
A quem possa interessar, sei bem onde encontrar,
Essa tão sonhada paz.
Temos várias unidades, mas só há uma verdade,
Muitos querem enganar.
Como podes lá chegar? É fácil de achar.
Atenção, vou te mostrar!
O caminho, com cautela, tu terás que procurar,
Pois terão muitas mazelas até que possas encontrar.
Não tem forma, não tem cor,
Não tem cheiro e nem sabor,
Sem medidas e sem peso.
Calma! Não tenha medo!
Muito em breve e sem segredos,
Tu, enfim, a terá.
Muitos dizem encontrar, mas pergunto: será?
Que nome podes dar?
Uns a chamam de riqueza, mas te digo com certeza:
Traz consigo uma tristeza que nem posso calcular.
Outros chamam de beleza, que também é passageira,
E tão logo te deixará;
Seu preço? Incalculável.
Seu valor, imensurável.
Muda toda sua vida, sarando suas feridas.
Tudo novo se fará!
Como podes tu comprar?
Não precisa se assustar,
É gratuito, pode contar,
Pois o preço já foi pago, muito sangue derramado,
Bem ali naquela cruz;
Essa paz que me refiro, é chamada de Deus vivo,
Eu conheço e é JESUS!
Quem me dera...
Quem me dera acordar do seu lado
Meu corpo ao seu enroscado
Na cama, o lençol bagunçado
Sem pressa, sem preço, sem medo;
Quem me dera sentir seu abraço
Cheiro de amor por todo lado
Risos soltos, cabelo bagunçado
Um café, um beijo e desejo
Quem me dera sonhar acordado
Sol na janela, nosso convidado
Doce sabor de te ter
Sentindo na pele você
Quem me dera vestir sua camisa
Brincar com você de preguiça
Relógio desligado
Lá fora o tempo parado
O mundo, só eu e você
Quem me dera...
Quem me dera...
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