Poemas sobre Dor
DORA DA MINHA DOR
Clamei por ti noites inteiras.
Eras a Dora
Da minha hora,
Que foi amar-te nas clareiras
Das selvas em que vivi.
E eu sempre a chamar por ti.
E a Dora que agora
Me desadora,
Esta perfumada e rica senhora
De berloques de jóias gamadas,
De mamas por gigas sustentadas,
Faz de conta que não existo
Na sua memória cruel!
Não adiantou eu dizer: Sou o Manel,
O que te aliviou o "vírgulo"!
Pelo visto e sem mais vírgula
É triste lembrar assim
Quem não se lembra de mim...
Ah, Dora, mulher fatal,
Que matas qualquer mortal
Como me mataste por fim!
(Carlos De Castro, in Há Um Livro Por Escrever, em 31-05-2023)
O Eu se permite viver quando para de insistir em relacionamentos que alimentam tristeza, dor e julgamento.
O Eu se permite viver quando entende que a superficialidade das relações cotidianas são fundamentais para a proteção da individualidade.
O Eu se permite viver quando deixa de fazer o que é certo e começa a fazer o que faz sentido.
O Eu se permite viver quando desiste de sonhos que não alimentam mais a expiração.
O Eu se permite viver quando abandona a idealização da riqueza material como o ápice da sua maior conquista pessoal.
O Eu se permite viver quando entende que o amor pessoal se constrói com autocuidado.
O Eu se permite viver quando entende que errar faz parte da construção da sabedoria de uma vida sem manual.
O Eu se permite viver quando entende que olhar para trás é tão relevante para o futuro quanto planejar o próximo passo.
Prefiro Alongar
Terminar um amor causa muita dor, prefiro alongar uma história na espera de capítulos melhores, do que abraçar o fim sem pensar direito,
Um amor é esculpido no coração por meio das nossas necessidades atendidas e importâncias dadas um ao outro,
Como a sutileza de um balé bem executado, com a leveza das nuvens brancas se movendo no céu e com a densidade de um vulcão próximo de erupção, assim desejo expor e receber o tal de amor.
O fim não chegou
A solidão me machuca, á misericórdia não cai do Céu;
A dor é tão grande e sufocante, hoje sou um ser invisível aos olhos da minha amada;
Nossos olhares e nossas mãos já não se encontram mais, o sentimento no ar é de derrota;
Sinto saudade do que nos emocionava, ainda não deixei morrer a minha esperança por um final feliz...
Da Dor ao Amor
Aonde existe o orgulho e a dor, existe a vergonha que expõe as nossas fraquezas e os nossos medos através das lágrimas. Tentar esconder o que estamos sentindo é o meio mais cruel de morrer por dentro. Muitos de nós travamos uma guerra invisível contra a ansiedade na busca desesperada por um tratamento ou pela cura definitiva de um amor que esta desmoronando. Carregar o que não se pode ver e nem tocar é difícil de ser explicado, controlado e esquecido. Depois de tantas tentativas e rascunhos que as vezes parecem não ter fim, nós devemos parar de nos preocupar com o que deu errado e pensar em como fazer da certo, somos capazes de concertar um relacionamento. O jeito mais agradável de costurar um coração ferido e mante-lo feliz é preencher os espaços vazios com as memorias que o alimentem de amor é esquecer as dores que machucam e lutar com as dores que mudam para melhor. Acredite! Ninguém ainda descobriu o quanto você sabe amar.
Ser Poeta
Poder expressar os desejos, pensamentos e sentimentos,
Desprender do peito uma dor, uma ansiedade ou um amor,
Abrandar a alma, acalmar o coração, expandir o que esta preso e sufocando,
Tenho a sensação de escrever aquilo que as pessoas muitas vezes não conseguem falar.
Amor Peralta
Mesmo um amor sendo peralta, ele remove a saudade, a dor, e outros vazios do coração,
Um amor peralta é vibrante, desprendido, e livre, por isso se torna especial,
Não existe ritual para seguir, ou algum tipo de balança para pesar um amor peralta, ele apenas acontece e vem descendo a ladeira em direção aos nossos corações, como se fosse uma roda gigante desenfreada,
O que faz o amor peralta ser tão apreciado, são seus despropósitos nesta doce arte que é saber amar.
A Sobrevivente e Espessa Lágrima.
A dor é uma ilusão de carne.
É uma abstinência à insensibilidade,
como um consumo que circula na alma.
O álgido olhar que consome a vida
alimenta-se da estrábica melancolia,
descerra o escudo da existência.
Golpes suspensos nas pupilas,
marcham exaustos e condenados
num acrómico álbum de sal.
Revolta-se um pedaço de esperança,
cospe o grito pungente na valsa do chão
e ergue-se a sobrevivente e espessa lágrima.
A dor do outro pode doer em você, mas a cicatriz só ele vai ter;
A tristeza do outro pode entristecer você, mas o aperto só ele vai sentir;
A solidão do outro pode comover você, mas o vazio só ele vai ter;
A lágrima do outro pode incomodar você, mas a angústia só ele vai sentir.
A dor que te incomoda, te transforma;
A dor que te entristece, te amadurece;
A dor que te machuca, te muda;
A dor que te perturba, te educa;
A dor que te angustia, te ensina.
A dor curada não deixa de ser lembrada, só não machuca mais;
A pessoa perdoada não é esquecida, só não é considerada mais;
A ferida cicatrizada não perde a marca, só não dói mais;
O passado superado não é apagado, só não volta mais.
Mãe, doadora da vida
Um ser humano de fibra.
Fonte do amor, suporta toda dor
Cuida e defende de quem for.
Incansável e cheia de vigor
Sua beleza é comparada a de uma flor.
A respiração profunda diz tanto, sem falar nada
Pode ser o alívio de uma dor
A comemoração de um vencedor
O grito da alma
O respiro de uma noite calma
Ou o suspiro de uma pessoa apaixonada.
Nos Laços do Amor
Me perco nós laços do amor
Teimoso ao encontrar a dor
Me jogo sem medo
Onde, o tarde se torna cedo
Invade a mente no sorriso
Transforma o dia lindo
Um dia, hei de me arrepender
Será tarde, terei que envelhecer
Talvez, seja salvo pela sorte
Difícil, isto é amor
Estaremos juntos até a morte
Minha Lua
Noite que passa
Frio que me abraça
No peito a dor do bandido
Vagando no mundo perdido
A lua e sua canção
Lembrança a melhor emoção
Esperança aquele que fica
Saudade aquele que vai
Liberdade aprisionada
Minha palavra sufocada
Até logo irá confortar
Sonhar um dia reencontrar
Lua como foi doce a sua canção
E quão feliz fez meu coração
Boa noite lua tão bela
Ela é minha e eu sou dela
O Recomeçar
Um dia o mundo parou
Mundo que o mundo cansou
Pessoas levadas na dor
Perdendo quem deu seu amor
Doenças tirando a paz
Mostrando que assim não se faz
Mudar a razão e querer aprender
Pensar no irmão e sabendo viver
Uma história de amor
Foi embora essa dor
Tudo enfim passou
E um novo dia chegou
O recomeço é difícil mas vem
De mãos dadas juntos para o bem
Correndo livres para mudar a história
A paz vem junto com a nossa vitória
Um por todos para ficar na lembrança
Todos por um para nós dar esperança
Olhando em frente a vida voltou
O mundo ainda gira
E transformou quem eu sou
Travesseiro
Rolando na cama
com uma dor no coração
meu travesseiro não reclama
das lagrimas que sobre ele derrama
É no travesseiro que abafo meus gritos
que enxugo meu pranto
que confesso meus medos
descanso a cabeça pesada de lamentos
Ah! Meu amigo ouvinte
que escuta e não retruca
meu confidente
que não me julga
Bom seria encontrar alguém assim
que me ouvisse sem críticas
que acreditasse em mim
que nunca me desse às costas.
Trem
Não importa a dor contínua
Nem todo o caos a nossa volta
A vida vai em frente, e continua
E mais forte do que a morte
Segue como trem sem freios
A vida não para
Nem por nossas percas
Nem por nossas lagrimas
Morre a mãe, morre o pai
Morre a criança
A vida segue em frente
Passa como um trem sobre os trilhos
A vida segue numa ânsia infinita
Que às vezes a gente cansa
E quer pular desse trem
Que não para em nenhuma estação!
Está é a Rosa
Uma pequena flor
Tem espinhos
Que causam dor
Mas o seu aroma
É realmente reanimador
Ela é minha amiga Rosa
Pequena mulher
Grande guerreira,
É preciosa no meu jardim
Onde cultivo minhas amizades
