Poema de Amigo de Augusto dos Anjos
Existe um tempo para ousadia e um tempo para cautela, e o homem sábio sabe o momento de cada um deles.
Hoje eu acordei, levantei, coloquei uma maquiagem leve, um salto, uma blusa. Encarei os fatos, e percebi que eu sou a unica pessoa que pode me elogiar sem nem um pingo de mentira.
Nem todos os dias são fáceis, mas entregá-los todas as manhãs a Deus me faz ter a certeza de que Ele está no controle de tudo.
As manhãs nos devolvem a arte de recomeçar. O poder de rever o que tem sido feito e mudar o que tem dado errado. É como se pudéssemos reorganizar a bagunça. Adubar os sonhos, desprender do que atrasa. Deixe o coração limpo para novas experiências. Motive o riso e não a preocupação. Seja leve. Releve.
A diferença entre o culto e o sábio, é que o culto tem conhecimento das coisas, mas o sábio o praticou. É infeliz o ignorante que recusa ser aluno. O culto que recusa ser professor. E o professor que recusa a praticar o que ensina.
Carrego dentro de mim dois Corações... Um é Tufão.. o outro calmaria. Um encara a Realidade O outro vive de Poesia.
A meditação é a chave que abre o cárcere e liberta a centelha divina que todo homem possui dentro de si.
O primeiro princípio da justiça é este: Não façais aos outros o que não quereríeis que vos fizessem.
Às vezes é preciso saber pausar um certo sonho, não por desistir, ou pela dificuldade, pois a dificuldade sempre vai existir, mas sim por ter necessidade de dar outras prioridades momentâneas a certos fatos que se não tiver o empenho necessário aí sim pode barrar de vez o seu sonho. A vida é feita de novos dias, novas oportunidades e novas pessoas, e vai ser sempre assim, o que for bom, sincero e necessário vai permanecer ao longo da vida, o que não for, não se preocupe ou se chateie com isso, dê o tempo necessário para entender e agradeça, pois a vida se encarrega de mostrar a você com o tempo o que realmente importa e o que você merece. Mire seus objetivos, busque seus sonhos, apesar de toda dificuldade encontrada, saiba o momento de dar uma pausa, acalmar seus pensamentos e voltar a buscar o que realmente te motiva a continuar nessa longa estrada chamada "vida". Um dia, lá na frente, quando você olhar por onde passou e pelo que passou, ver que os resultados estão chegando, os sonhos sendo realizados, você vai perceber então que a vida vai fazer cada dia mais sentido pra você e o quão foi importante não desistir, nesse longo caminho fatalmente vai haver perdas, e talvez algumas mais inesperadas do que imagina, você vai ter que ser forte e continuar. A vida permite erros, acertos, permite uma nova oportunidade e outra oportunidade, mas a vida não permite estupidez, teimosia, ingratidão e falta de humildade!
Não quero ser um obstáculo em sua vida, não quero ser o fardo a pesar em seu ombro, não quero que troques tua felicidade por mim, quero mais que tu vivas bem, que sejas feliz em lembrança aos poucos bons momentos que tivemos...
Aí você percebe que as pessoas não se importam com você o quanto você se importa com elas. Sinto falta disso, às vezes!
Jaguadarte
Era briluz. As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.
“Foge do Jaguadarte, o que não morre!
Garra que agarra, bocarra que urra!
Foge da ave Felfel, meu filho, e corre
Do frumioso Babassurra!”
Êle arrancou sua espada vorpal
E foi atrás do inimigo do Homundo.
Na árvora Tamtam êle afinal
Parou, um dia, sonilundo.
E enquanto estava em sussustada sesta,
Chegou o Jaguadarte, ôlho de fogo,
Sorrelfiflando através da floresta,
E borbulia um riso louco!
Um, dois! Um, dois! Sua espada mavorta
Vai-vem, vem-vai, para trás, para diante!
Cabeça fere, corta, e, fera morta,
Ei-lo que volta galunfante.
“Pois então tu mataste o Jaguadarte!
Vem aos meus braços, homenino meu!
Oh dia fremular! Bravooh! Bravarte!”
Êle se ria jubileu.
Era briluz. As lesmolisas touvas
Roldavam e relviam nos gramilvos.
Estavam mimsicais as pintalouvas,
E os momirratos davam grilvos.
— Doeu de novo.
— O quê?
— O amor.
— Ah. Isso explica o silêncio.
O coração suspira, cheio de rachaduras novas.
O cérebro anota algo mentalmente, como quem registra um dado irrelevante.
— Você nunca entende, né?
— Eu entendo perfeitamente. Só não vejo utilidade em sofrer por isso.
— É que você não sente.
— É que você não pensa.
O coração se cala por um instante.
O cérebro aproveita pra revisar compromissos da semana.
— Ela parecia diferente…
— Todas parecem.
— E eu acreditei.
— Você sempre acredita.
— Eu só queria sentir de novo.
— E eu só queria dormir em paz.
Há um silêncio entre eles — o tipo de silêncio que dói mais que qualquer palavra.
— Como você consegue ser tão frio?
— E como você consegue insistir tanto em algo sem garantia?
— Porque é o que me faz vivo.
— E é o que quase te mata toda vez.
O coração ri. Um riso trêmulo, cansado.
— Então o que eu faço agora?
— Espera.
— E depois?
— Espera mais.
— E quando passa?
— Nunca totalmente. Mas você aprende a bater no ritmo certo de novo.
O coração respira fundo.
O cérebro volta ao trabalho.
No fundo, ambos sabem
vão brigar de novo,
vão se prometer paz,
e no próximo olhar certo —
lá estarão, lado a lado, repetindo o erro mais humano de todos:
acreditar de novo.
