Poema de Amigo de Augusto dos Anjos
SAUDADE
Se fosse possível definir a SAUDADE como caminho,
Ele seria repleto de espinhos,
Ora a gente se esquiva,
Mas na maioria da trajetória é só dor!
ESQUECIDO
Uma das coisas que mais me perturba é saber que se você não tem nada a oferecer “capitalmente”, então, não és mencionado, mesmo que talentoso!
ACERTO FINAL
"(...) Olho no tempo e não fiz grande coisa. Adiei as coisas e passou-se o tempo. Hoje já sem tempo, a vida me cobra coisas!”
EQUIDADE
Se aprendermos a tirar a venda e usar a espada com sabedoria. Então teremos justiça e, portanto, cidadania.
O que queres que eu diga?
Se falar-te não tem como,
Pois não há palavra tão linda,
Capaz de dizer-te o quanto te amo.
De repente do confidente
Se fez a confidência
Do prazer fez-se inocência
E da vida se fez uma brincadeira de amantes
De repente, não mais que de repente.
Que pena!
Na força do poder
Tudo foi modificado
A justiça é agora injustiça
No lugar da verdade
Impuseram a inverdade
Nos convenceram pouco a pouco
Que a atitude de honestidade
Fica mais apreciável
Quando é desonestidade
Que pena!
(...)
As ideias
São lógicas! Ideais,
No entanto, o acaso,
Acaba por ser sagaz;
Definindo a casualidade.
Consequentemente,
O desfecho:
Da realidade.
Na guerra,
É possível
Identificar o inimigo.
Ele o ataca
Imediatamente.
O que não acontece
No convívio diário.
Um feto estelar
Cruza o céu,
Incandescente.
Logo,
Se desfaz
Em chamas
Na Atmosfera.
Só para registrar:
Sua existência!
Se te faz rir!
Deve ser incorporado.
Pois, é confortante:
O prazer
De uma espontânea
E simples risada.
Aos que acreditam
Em sua soberania;
Digo:
Somos átomos
E moléculas,
Em uma complexa
Reação química;
Inesperadamente...
Poof! Puf!
Cadê a matéria?!
A densidade
É uma bruma
Que nos hipnotiza;
Que nos embriaga;
Que nos afoga;
Que nos atrai
À densa camada:
Do descanso profundo.
O seu olhar,
É um mistério!
Penso que o decifro,
Mas me frustro;
O enigma do seu fitar
É incompreensível.
E eu:
Simplesmente
Um mero
Apaixonado.
Não se assuste
Quando eu abrir
As minhas asas
Sobre ti,
É só meu jeito
De te proteger.
Não temas!
Não há espinhos,
Só pluma,
Em forma
De braços humanos.
Na iminente deriva,
Não corra rio adentro,
Não perturbe a água,
Esse caminho é perigoso,
Fuja para às margens,
Lá encontrará segurança.
Nos bastidores
Encobre-se
O plano sórdido.
No palco;
Encena-se
A falsa perfeição
Que alimenta
A sensação
De bem-estar
Nos lobotomizados.
