Poema da Liberdade
E de toda a vida que me resta, dos dias em que fui o que não escolhi ser, em que a liberdade se me impôs como uma condenação, percebo agora, no fim de tudo, que não vivi. Fui, apenas fui – e o ser que fui não foi senão um vagabundo, como um trapo sujo em que o mendigo dorme. O que me resta, afinal, senão um nome e um sobrenome na certidão de nascimento, e uma data e uma hora no obituário? Talvez a cova rasa seja mais profunda do que a minha miserável vida, que agora, afortunadamente, encontra seu único propósito: ser adubo. A terra, fria e indiferente, me receberá calorosamente como alimento para os vermes, que se banquetearão de minha carne, sem julgar o que sou, o que fui. E os vermes, esses mesmos que consomem minha decadência, não saberão, porque nada sabem, da angústia de ser.
Devemos encolher o Estado e restaurar a liberdade e os mercados. Embora não haja dúvida de que houve e há fanáticos desse discurso libertário-leve, a maioria das pessoas que o divulgam, e todas aqueles que estão no poder, não têm intenção de encolher o Estado. Pelo contrário, a intenção delas foi e continua sendo recriar o Estado para realizar outras coisas.
Muitas pessoas veem a morte como uma punição, mas na verdade ela pode ser libertadora, liberdade. Se, no último momento de vida, o corpo luta para sobreviver, mas no fim morre, então ele se liberta: liberta-se da dor, liberta-se da punição de ter que lutar até o último momento.
Onde há democracia verdadeira, há liberdade, justiça e a esperança de um futuro mais igualitário para todos.
A coisa que mais me tira do sério é quando mexem com a minha liberdade. Eu morro se fizerem isso.
Amar é a liberdade de querer estar em algum lugar ou com alguém por livre e espontânea decisão, afeto e amor.
Ser solteiro
É ter o mundo só para você, é liberdade, é aventura, é descobrir quem você é sem precisar de ninguém mais.
A verdade é que a liberdade assusta. Exige coragem. E, tantas vezes, é mais fácil vestir uma máscara do que enfrentar o desconforto de viver com autenticidade.
Acabamos por nos habituar à prisão confortável que construímos. Chamamos-lhe estabilidade.
A liberdade assusta porque é definida pelo que acreditamos que ela seja, tornando-a existente ou irreal.
A liberdade plena é reconhecer que amar é, paradoxalmente, a maior entrega e o mais profundo ato de autonomia.
Fomos criados para ter liberdade, porque o mundo é grande demais para não sermos o que realmente somos, de verdade e verdadeiros. Se nascemos assim, não foi por acaso, mas porque a evolução é uma natureza que assim decidiu. Todos nascem para serem o que são. Somos o que viemos para ser, assim como somos.
A verdadeira liberdade é fazer o que você quer, quando quiser, com quem quiser, pelo tempo que quiser.
"Aqueles que mais falam de liberdade são os primeiros a condenar aqueles que pensam de forma livre e independente. Quando ousamos questionar e não seguir o rebanho, somos rotulados de traidores, como se a liberdade fosse um privilégio concedido apenas aos que se alinham às expectativas dos outros. É como se fôssemos cães domesticados, treinados para seguir ordens sem questionar, e qualquer tentativa de romper essas correntes fosse vista como uma ameaça. Mas a verdadeira liberdade está justamente em pensar por si mesmo, em desafiar o status quo e em não se deixar aprisionar pelas crenças e dogmas impostos por aqueles que se consideram superiores."
A liberdade, quando é plena, desconhece cercas e mapas —
ela nasce no peito e voa onde o espírito ousa sonhar.
"Quem anda no caminho da vida tem liberdade pra dizer não ao que parece certo, mas leva à morte... já quem vive no engano, até acha que pode tudo, mas não consegue sair sozinho do que o destrói."
A segurança da integridade está na consciência limpa. O justo dorme em paz. Trabalha com liberdade. Relaciona-se com confiança.
