Poema da Geladeira Elisa Lucinda
Caminhando pela rua
de paralelepípedo
sob a gentil companhia
de um carinhoso par
de canários-da-telha
que não consegui fotografar
e merecem na minha
memória para sempre estar,
Fui pelo Centro de Rodeio
rumo o meu destino,
Na volta pude desfrutar
do perfume fascinante
de flores de Laranjeira
que me emprestaram
ânimo para retornar ao lar
com os laços fortalecidos
com o meu próprio olhar.
Quando sabemos quem
somos e o tamanhos
dos nossos sonhos
o passado não preocupa
e nem mais nos ocupa,
Porque no final só é
a gente ou a gente,
andar para frente olhando
para o Alto torna-se
o imperativo de sobrevivência
num mundo que optou-se
abandonar a própria consciência.
Quem criou as próprias
asas é capaz de gerar
outras milhares de asas,
ases e ágeis por todos
os inimagináveis lugares,
Sejamos breves: voemos.
Amor meu e profundo
Suramérica és meu mundo
Celeiro divino e poético
E meu terrenal tudo
Não existe outro continente
Sobre os hemisférios
Igual guiada por
Órion e por esta Via Láctea
No meu coração.
América do meu Sul
Santa Pátria poética
Com a sua benção
Eu continuo poeta
Nada te tira de mim
Divina e magnífica
Em mim sempre prevalece
Rainha da minha vida.
Sonhas a cada
passo e eu te sonho
a todo o instante
porque não passo,
e contigo levanto
multidões em voo alto.
Não detenho nenhuma
palavra como a Mutuqueira
não detém o florescimento
de ocorrer no seu momento.
Nada me pertence seja
aqui em Santa Catarina
e onde quer que a poesia
encontre o vento e faça a curva.
Reparto a palavra como quem
no fim do mês vai distribuir doces
de São Cosme e São Damião.
Porque doce como você não
reparto e deixo guardado
a sete chaves no meu coração.
Pude desfrutar como
quem lê um romance
do perfume fascinante
de flores de Laranjeira
que me emprestaram
ânimo para retornar ao lar
com os laços fortalecidos
com o meu próprio olhar.
Ontem senti pela primeira vez
o perfume da morte e da guerra,
Fui dormir e acordei chorando
por causa da minha amada terra.
Não se preocupe
com o quê fazer
com a poesia,
Permita que ela
faça por você,
Se você não acha
que é poesia:
a poesia acha você.
Se ergue a aurora matutina
sobre a Roseira-do-mato
que tanto me fascina,
Peço a Deus que seja
eu mesma a sua menina.
Aurora vespertina que
beija a Roseira-do-mato
e que faz o meu coração
sempre doce e admirado,
Não tenha dúvida que
quero que leve um recado
que toque com carinho
o coração do meu amado.
Majestosa Pataguinha
que enfeita a vista,
que deixa a estrada
bem mais colorida
e se confunde com
a aurora vespertina.
Você elogiou o brilho
dos meus olhos,
Tenho certeza que
o brilho dos teus
olhos são maiores
e mais fortes do que os meus
como um farol para guiar
serenamente a embarcação
em noites de maré alta
sem espaço para a solidão...
Buganvília rosa quase roxo
dançando com a beleza
sublime da aurora matutina
é incomparável poema
que o raiar do amor preludia.
Buganvília rosa quase roxo
que se deixa levar
pela ventania que enfeita
o caminho como quem
tece um tapete trazendo
inspiração para os mais
lindos Versos Intimistas
para tocar você inteiro
dos pés a cabeça
para que no teu coração
me guarde com amor
e nunca mais me esqueça.
Buganvília rosa quase roxo
envolta pela aurora matutina
fala para este moço
mostrar o coração que além
dos meus Versos Intimistas
prometo retribuir em dobro.
Buganvília rosa quase roxo
acariciada pela mui doce
aurora vespertina que
inunda de beleza os meus
Versos intimistas que
continuo escrevendo
para cobrir com beijos
o amor da minha vida
e entregar toda a poesia.
O meu coração de poeta
floresce com carinho
como a Buganvília amarela
inspirando outros corações
com os meus Versos intimistas
a encontrar o amor na terra
porque no final de tudo
somente ele é que nos completa.
Buganvília amarela
sob o beijo apaixonante
da aurora matutina
escreve por mim
os Versos Intimistas
mais importantes
da minha vida que irão
envolver o meu coração
com toda a magia do amor.
