Poema da Geladeira Elisa Lucinda
No décimo nono dia
No décimo nono dia quero
que você mantenha a sua paz
inabalável mesmo que
te digam que tudo está
o contrário e que impossível,
Acredite que você é incrível
e se você não acreditar que sim,
atue para que assim seja porque
se você quiser tudo será possível.
No décimo nono dia do ano em Rodeio
No décimo nono dia do ano aqui
em Rodeio no Médio Vale do Itajaí,
busco serenidade interior num
mundo que onde quer que você
esteja sempre tenta te alcançar
para tirar a paz da sua cabeça
onde quer que você esteja,
Cercada por tanta beleza
busco sempre preservar
a serenidade para que eu
não esqueça que viver
em paz sempre vale a pena
aconteça o quê aconteça.
No décimo nono dia do ano
No décimo nono dia do ano
busco traçar um plano,
uma meta de felicidade
e satisfação pessoal mesmo
que tudo não colabore
para manter a chama da esperança
viva mesmo sabendo que
existe gente que sempre conspira.
Poesia da neblina para Rodeio
A poesia da neblina para Rodeio
aqui no Médio Vale do Itajaí
brinda o amanhecer com aconchego,
enquanto você não vem fazer
o mesmo por mim nos teus braços
e eu por você com os meus mimos.
Maria Firmina dos Reis
Maria Firmina dos Reis escreveu
para libertar o seu povo
o primeiro romance abolicionista
da História da nossa Pátria,
e assim o destino para muitos
sagrou o Abolicionismo
um romance para a vida inteira,
Só uma alma com excelência
sabe que ainda poucos foram
libertos e que a dominação
tem assumido outras identidades,
Para continuar é imperativo conquistar todas as liberdades.
Hilária Batista de Almeida
Hilária Batista de Almeida,
nossa adorada Tia Ciata,
Ialorixá e curandeira até
para mal de amor não correspondido,
Mãe espiritual da Pequena África,
Mãe de sublime caridade
Mãe espiritual do Samba e de portas
abertas para a Trindade,
Mulher de coragem e exemplo
de inspiração e de bondade,
Caminhe conosco e mude
o ritmo do destino sempre que
para o nosso Bem for preciso.
Nas veias correm
o sangue do Lobo,
Os espíritos ancestrais
mantém no coração
aceso o eterno fogo.
No fundo eu sempre
soube de tudo,
Um yurt pronto
no Turan espera
por minha presença:
(Do Universo é a sentença).
Pamonha Goiana
Pamonha Goiana
doce ou salgada,
Em casa ou na beira
da estrada,
O importante é que
sempre e nunca falte,
Da mesma maneira
você para me inspirar
a cada novo poema.
Antonieta de Barros
Filha de Florianópolis,
Mestra incondicional,
Mãe de causas nobres,
Ser humano transcendental,
Sublime orgulho eterno
catarinense e nacional.
No décimo terceiro dia do ano
em Rodeio
No décimo terceiro
dia do ano em Rodeio,
Mantenha a fé
no seu peito,
Moramos numa cidade
bela cercada
pelo Médio Vale do Itajaí
e não permita que ninguém
tire a nossa paz aqui.
Poesia madrugadeira para Rodeio
Antes do Sol se levantar aqui
no Médio Vale do Itajaí Itajaí,
Escrevi uma poesia madrugadeira
para a minha amada Rodeio
que com afeto tenho o meu
lar e todo o doce aconchego.
Apanhadores de Sempre-vivas-de-mil-flores
Ganhei um lindo buquê
dos admiráveis Apanhadores
com todas as cores
das Sempre-vivas-de-mil-flores,
Que encheu o meu coração
de amores ao recordar
que elas também enfeitam
os embrulhos de presentes
para acalentar com afeto
os corações de todas as gentes.
Percebi que detalhes que passam muitas das vezes quase sempre batidos são aqueles que inundam
as nossas vidas com todo o sentido.
Sempre-viva-de-mil-flores
A Lua Prateada embeleza
ainda mais a cena beijando
a Sempre-viva-de-mil-flores,
O vento balançando as esferas
da Sempre-viva-de-mil-flores
escreve sutilmente poema,
Que eu te espero e continuarei
esperando não é cantilena.
No décimo quarto dia
do ano em Rodeio
No décimo quarto dia
do ano aqui em Rodeio
só peço a Deus que
você mantenha firme
a paz e a alegria no peito.
No décimo quarto dia do ano
No décimo quarto dia
do ano quero que você refaça
os laços de afeto e de amizade
com tudo aquilo que
te liga a terra que você vive,
Porque você vive
cercado de uma beleza ímpar
que somente aqui existe.
Engenhos
A memória brinda com
a lembrança dos engenhos
de Açúcar e de Farinha
que serviram com alegria
muitas mesas à custa
de infindáveis tristezas
que até hoje deixaram
as marcas na História,
Poesia sempre para falar
de glória e também
do que nos envergonha
mesmo não tendo
ancestralidade culpada
pela parte mais inglória
e trágica da História.
Fantasma da Figueira
A memória do fantasma
da Figueira navegantina
continua mais viva do que antes,
Quem sabe possa ser
o mesmo fantasma
que de Figueira em Figueira,
de cena em cena,
virou lenda brasileira
e também virou este poema.
Luz do Trilho
Um mistério inexplicável,
não se sabe o quê era de fato,
Um relato que ainda deixa
o mais corajoso arrepiado,
Ninguém sabe se era o Boi Tatá
ou uma língua de fogo,
Nem eu mesma sei do que
na realidade se trata,
Mais um daqueles mistérios
que só em Navegantes
você pode encontrar,
Só sei que um dia esta Luz do Trilho
também já se esbarrou comigo
quando estava no meio do caminho.
Poesia vespertina que nos una Rodeio
Enquanto ouço o vento
anunciando que o tempo vai mudar,
Escrevo uma poesia
vespertina para você que nos
una de uma vez em Rodeio,
para a inspiração nunca me faltar,
Vejo a roseira balançando
a espera da chuva que chegar,
Não vejo a hora linda
da gente vir por aqui se encontrar.
Poesias vespertinas para Rodeio
A chuvarada vem vindo
para de poesias vespertinas
a nossa querida Rodeio
ir cobrindo e eu continuo
esperando você aparecer
amoroso no meu destino,
Porque não quero nenhum
outro alguém no meu caminho.
