Poema da Fome
Muitos comem além do necessário e se assentam em tronos, desperdiçando tudo o que antes o próximo precisava para matar a fome.
Mesmo congelando o prazer pela degustação podemos aquiescer sentimentos ainda maiores no coração pela vontade de aprender como controlar nossos impulsos desenfreados da fome.
A Política Nacional urgente é: emprego para todos, salário mínimo digno que dê para pagar aluguel e sustentar uma Família, acabar com as Classes E e D trazendo-as para a Classe C. Proteger os índios e suas terras, investir na Tecnologia Nacional, não ter gente morando nas ruas.
Não é ficção e sim realidade vergonhosa e triste do estado cultural brasileiro que muitos dos maiores e mais importantes baluartes de nossas artes e de nossas culturas tenham que chegar ao final da vida enfrentando abandono, grande miséria e fome, dependendo exclusivamente da boa vontade, caridade de alguns fieis amigos e da realização de shows beneficentes.
A paz e a soberania contemporânea mundial se afasta cada vez mais dos argumentos de uma politica verbal exterior e dos tratados multilaterais pacificadores. A paz e a soberania hoje resume se a uma simples questão de poder ofensivo bélico com armas bio-químicas e nucleares de destruição em massa que garante sua posição e opinião interna independente.
Diante o alto desenvolvimento tecnológico da contemporaneidade alcançado nos diversos locais do mundo no seculo XXI, não existe nada mais rentável e de super-valorização internacional do que a água potável e os alimentos naturais.
A inflação sobrecarrega principalmente e de forma mais contundente na luta diária de quem vive, quase que invisível na parte mais baixa da pirâmide social. A incorreta distribuição de renda é um dragão de injustiça que vem acompanhando os últimos governos no Brasil, a mais de vinte anos. O teto mínimo é simbólico, aplicado principalmente nas prestações de serviços do trabalhador pouco qualificado em contra partida os salários dos executivos das estatais rompem com as vantagens e privilégios os patamares éticos e morais de uma mesma sociedade. O combate a fome e do desemprego, deveriam estar nas agendas oficiais de todos os poderes pela democracia.
Como seria bom se a engenharia de alimentos conseguisse que os produtos mais baratos durassem mais enquanto que os produtos mais caros durassem menos. Com isto resolveria parte da logística contra a fome no mundo.
O miserável profissional não merece ajuda. Vive a chantagear toda sociedade, com carinha de coitado e viver uma rotina de criminalidade nos locais mais prósperos de sua cidade.
Ainda não sei o suficiente, para entender pacificamente tantas guerras, misérias e pobrezas no mundo.
Os encontros mundiais da nova agenda climática se resolvem por promessas utópicas, que nunca serão efetivadas mas com a compra pelos poderosos de créditos carbonos dos mais subdesenvolvidos. Na verdade servem na mesma oportunidade para um arcabouço humanitário ideológico para sensibilizar os poluidores mais poderosos, que amontoam riquezas sobre a fome, a doença social e a miséria hoje, dos lugares mais necessitados, que permanecem invisíveis e sem vozes no mundo.
O eterno conflito entre o agro e a pecuária em terras preservadas aos indígenas é uma agenda politica interminável. Seria de bom senso uma ínfima porcentagem de contribuição compulsória de grãos nas super safras para serem distribuídas pelas forças armadas, a todas comunidades, cooperativas indígenas e dos mais necessitados. Isto sim é fome zero.
Fácil ser bom, amável e indiferente ao sistema, quando não se luta diariamente pelo "pão nosso" de cada dia em uma sociedade injusta, desiquilibrada, exclusiva e violenta.
"Fora da caridade não há salvação" é uma frase atribuída a Allan Kardec, codificador do espiritismo. No entanto no mundo contemporâneo de hoje, nos tempos de imensos abismos sociais em que vivemos, de miséria e fome, ruinas de conflitos bélicos que assolam o nosso planeta, este mandamento ultrapassa o caráter meramente religioso como uma síntese da moral cristã e é sim um dever de humanidade, um comprometimento com a vida e ativa cidadania planetária, o respeito do ser humano perante sua própria espécie.
Alguns são classificados como leões, outros como presas, quem vai devorar quem dependerá sempre do apetite dos dois
Quem jejua por penitência pode até alcançar mil graças, mas afronta aquele daria tudo pela possibilidade da escolha
O maior fracasso da humanidade é botar mais dinheiro na manutenção da Guerra do que no combate à Fome.
Quando um ser humano faminto preservar a educação diante da comida, saberemos que o mundo foi vencido pelos fracos.
O passado é como um leão faminto há três semanas. Se você parar para olhar para trás, ele te devora.
