Poema curto
Seja como os pássaros que voam alto, mais tão
Alto, porque só o céu é o limite, é azul e infinito e
O mundo não tem fim, assim como o oceano, se
Eu não me engano, é que tem muitos pra querer
Saber seus planos.
Vai na fé, só olha pra frente, não olha pra trás
E nem pros lados, segue a tua direção, escuta
A voz da tua alma e o teu coração.
Vai na reta, porque eu sei que as ondas do mar
Vai chegar, tu só não pode navegar contra à maré
Ou quer ser como caranguejo, que só anda pra trás
De lado, dando marcha ré.
Eu não sei se é uma música, eu não sei se é uma história
Tá parecendo até que é um Rap da hora, é que tem
Versos e poemas, rimas e poesias, cada palavra
Cada coisa que eu falo, vem da minha ideologia.
Eu tento entender, mas na verdade eu não entendo
Uma coisa que eu sei, é que envolve sentimentos, então
Tente compreender todo esse meu pensamento.
Aqui não é nada esquematizado, é tudo gravado o que
Sai da mente, é que tem muita gente incompetente, pra
Querer saber o que se passa ai dentro de você, é que
Tem muita gente incompetente, querendo saber o que
Rola ai, dentro de você!
Texto
Na terra de guerra camarada.
Acolhe-se os frutos de balas
quentes
Triste. Eu
Sinto-me na terra da maldição.
-Mbuvane
Não é sobre a cor dos teus olhos,
a da tua pele ou a dos teus cabelos.
É sobre esse arco-íris que tu levas na alma.
Meu mineirês é assim:
aio socadim num pode fartá;
já o finarzin das palavras
eu deixo ora lá.
*Poema mineiro
Um corpo se prende pela corrente
Ainda que enclausurado, pode estar livre
O pensamento se prende a ilusão
Daqui, mesmo solto estará trancado
A mente sã ilumina o caminho
Enquanto for luz, te seguirão
Pois a clareza é pura e distinta
A escuridão é uma carga penosa
Vem no canto da minha janela
Me chama pra passear
Me conta sobre você
Me deixa te mostrar
Que o universo vai ser pouco
Perto do que a gente ainda vai conquistar
- Me chama baixinho, ninguém precisa escutar.
À noite, alguns gatos são pardos.
Outros, bem tapados, coitados.
Chaninho, de sete vidas,
perdeu uma de bobeira,
escorregou na soleira,
bateu a cuca no batente,
quebrou uma costela e um dente.
E saiu repetindo:
“Leite quente, leite quente, leite quente...”.
O bacurau se mudou
na calada da noite
para um buriti,
bem longe dali,
do outro lado do igarapé,
porque não aguentava mais o sapo
e seu cheirinho de chulé.
De dia, o mundo barulha demais,
tirando nossa paz.
À noite, pirilampos alucinados
rompem a escuridão,
piscando que nem discoteca,
na pista do meu coração.
Eu te amei tanto
Que esqueci de me amar
Te coloquei em primeiro lugar
E esqueci de me olhar
Esquecei de me fazer feliz
Só pensei em te fazer feliz
E esse foi o meu erro
Pensar em você
Eu só pensei em você
Tudo era por você
Nada era por mim
Perdi minha poesia
Perdi minha poesia
Joguei fora minha magia
De alguma forma ou de outra
Com certeza eu já sabia
Que isso chegaria
Como um soco no pâncreas
Chegou sem aviso
Sem menores discrepâncias
Como vou recuperar
Essa minha melodia
Eu ainda vou procurar
Vou achar uma saída
Nunca se diminua para caber,
Se transborde de não se conter,
É aí que está o seu poder,
Antes de outra pessoa ame a você.
Minha audição é falha,
Levo a bengala na mão,
Já vivi oitenta anos,
Já perdi tanto irmão,
Vivo fazendo lambança,
Ajo como uma criança,
Dos filhos levo sermão.
