Poema Concreto meio Ambiente
Ciência que se renova
Odeiam mas não vivem sem
Limítrofe entre o abstrato mas concreto
Fantasioso e o real
Elocubra mesmo que não descubra
O dia em que o concreto do arquiteto desabou
O que sabes de mim
Se tens meus versos
Mas se a mim, de fato
Nunca tivestes?
O papel, mentiroso de berço
É um inteiro de um amor um terço
Em um terço de hora.
Agora,
O que tenho
Arquiteto?
Apenas um desenho
De resto?
Desenho...
Ou rabisco?
Nos olhos, um cisco
É o que tens,
Arquiteto,
Pois não enxergas além da tua planta
O deserto.
De certo
Do chão estás perto,
Arquiteto,
E minha cabeça no teto,
aqui,
perto.
Enquanto és arquiteto,
Sou “aquiperto”... e tão longe.
Podes construir o que quiseres de frio concreto,
Ergas os prédios com os quais sempre flerta,
Pois enfim, caro Arquiteto,
Terás poema sangrando aberto,
Mas jamais o amor concreto de uma poeta.
SEM PÉ NEM CABEÇA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Minha vida parece um poema concreto;
tem os baques incertos; os caminhos tortos;
vai do teto ao porão sem cadência medida,
volta, vai e revolta, se congela e quebra...
Meu enredo é partido em pedaços miúdos
e refeito em mosaico a cada vez que ocorre,
morre tanto que vive de morrer de susto
pra tornar a fazer o percurso ao seu alvo...
Sou sem pé nem cabeça da cabeça aos pés,
um revés que se acerta nos erros em série,
Hiroshima implodida e refeita sem fim...
Porém olhe pra mim; você verá que sou
algo mais do que show pra mostrar personagem
ou miragem de alguém que não há como ser...
POEMA DE NATAL
Que este natal
Seja um nascimento
Cimento e cal
Para o concreto
De seus projetos
Seja a semente
Daquele passo adiante
Que você sempre quis
Saúde Felicidade
Trabalho Prosperidade
Para você sua família
Seu povo sua cidade
Seu país
Que você realize
Todos os sonhos do coração
Seu jardim floresça
Seus filhos cresçam
Que tudo de bom lhe aconteça
A você e aos que você ama
Que seus negócios se multipliquem por mil
E tudo que está bom
Seja melhor ainda
Que a dor e a tristeza
Não tenham lugar à sua mesa
Tudo do bom e do melhor
Para você e os seus
Com as graças de Deus
Que seja eternizado na boca da alma
o sabor do fruto de um amor concreto,
e exterminado todo aquele
que limitou-se a meras palavras.
Aquilo que era concreto, virou pó.
aquilo que era tudo,hoje não é mais nada.
Eu imaginava um altdoor, mas não passa de uma simples e pequena placa...
nem tudo é como imaginamos!
Quero ter um caso concreto
com você,
mas não quero que seja divergente,
quero uma só corrente
que entrelace as boas intenções
da gente.
Quero mesmo ter um caso
concreto
com você.
Mas não é "concreto" de cimento,
é "concreto" por ser real,
tendo como norma de fundamento
a de eficácia plena ao casal.
Quero viver um caso concreto
com você.
E a gente chamará este caso
de nosso caso,
caso você queira, é claro.
Só não sei se "a gente"
é pronome do caso reto
ou do caso oblíquo.
Ou de nenhum dos casos?
É, talvez eu esteja criando
caso à toa...
Mas não!
Você é o maior CASO
que eu quero
e espero
na vida.
De todos os CASOS
que eu já vivi
você não é
despedida.
Com base na minha carência,
te quero com tanta urgência
que o meu caso parece
caso de polícia.
Se eu não me policiar,
te prendo em mim
comigo dentro
sem chave
e sem chance
de livramento.
Então, você já sabe que eu quero
realmente,
ter um caso concreto
com você.
E neste caso,
por acaso,
quem sabe
eu caso.
A solidão se concretiza no silêncio.
É a certeza de que só existe ar e concreto,
Entre sua alma e tudo a sua volta.
É o vácuo que pressiona nosso corpo
Contra matérias frias e duras.
DISTORÇÃO DO AMOR CONCRETO.
Às vezes penso, não penso;
Sinto, não sinto;
Sofro, não sofro;
Percebo, não percebo.
Choro e lamento;
Por quem já tive um dia.
Em meio a uma vida rugosa,
Cheios de marcas de um passado desconquistado;
Torno a lamentar, suplicar;
Ao homem que de mim tiraste o meu bem de mais precioso único.
Volto a chorar, choro, choro, choro, choro muito;
Só paro um dia quando a consciência do homem trouxer de volta;
O que tiraste de mim o de mais precioso belo.
Assim, então a minha vida terá de principio,
O cúmulo da felicidade;
Onde se guardas o amor morto que de mim fora tirado.
Lá no fundo, este mesmo homem;
Sofrerá com a rejeição de Marília belas;
Mulher do meu saudoso maltratado generoso coração;
Repudio de tamanho inexplicável.
Se a minha poesia fosse simbolista,
faria versos abstratos com substrato
de cimento e de concreto...
Nestes versos cantaria a canção da despedida,
chegaria enfim o cansaço dos cafés,
das livrarias, das pessoas
das relações mornas, das amizades frias...
Mas na poesia que faço
não há concreto nem cimento,
é tudo sentimento, confissão e fuga. ...
SAMPA
Demétrio Sena, Magé - RJ.
São Paulo é mesmo assim:
fumaça, luzes, ruídos,
concreto, cores, garoa...
e as mesmas pessoas de nunca.
A noite não passou
de um pensamento
Flutuou
qual aos sonhos sonhados
Ponho então
o concreto e o abstrato
Lado a lado
Eu vivi assim devido aos sonhos
ou sonhei assim devido à vida ?
E meu dia já começa
Repleto de perguntas
Não posso mais deixá-las
Todas juntas
Não há calma e nem há pressa
Não há em minh'alma
Nem mesmo a promessa
de que haverá,
em alguma manhã dessas
resposta convincente
Saio à rua e vou viver meu dia
Se não há como saber
Não hei de viver somente
dessa vontade inquietante
de querer saber
Hei apenas de viver como quem gosta
de ler e escrever poesia.
Mimética
Sou da mata, não me acerto na cidade.
Defendo-me do cativeiro de concreto,
Num desejo violento de liberdade.
Desamarroto as asas do pensamento,
Extrapolo pés automotivos, passivos,
Sedentos... Olhos de onça pintada, radar de morcego,
Patas de guará correm no cimento.
Naturalmente anti-cibernética, instintiva, apelativa,
Permissiva... Sou bicho-palha, macaco-prego,
Saci de duas pernas, Caipora, trilha refrescante.
Toda mata vive no meu corpo, plagas verdejantes.
Em mim vivem formas selvagens,
Sonhos que devoram ansiedade, viragens:
Bosque de mil segredos e folhagens.
Minh’alma ponteia verde estandarte.
Disfarçada na anacrônica Campinas fumegante,
Sou anti-vigas de aço, primitivamente blindada.
Naco de floresta oculta por pele esbranquiçada.
Mimética, simbiótica, defendo-me da morte.
Mas se um talho, um corte...
Verão que é seiva meu suporte.
Escudos
Apesar desse concreto que te protege de mim..
Te sinto linda, doce e frágil…
Continuo a te buscar…
Ainda derrubo estes teus escudos…
Concreto
Tudo se inicia do fantasiar o cheiro das flores.
A vontade absorve todo sentimento de coragem e perseverança.
Após a conquista vem a luta do permanecer.
Vez em quando a realidade configura-se perdida, aflita, daí a totalidade do ser aparece.
O sonho antes na conjuntura de algo longínquo havendo somente o almejar.
Já aqui se desperta para o que realizado foi.
No prazer da vida o olhar para o que foi, traz sensações sublimes em que a alma movida duvida, mas se agita, dança, sonha novamente e se impulsiona para conseguir.
O fogo que há no querer é que te lança, vem de dentro, queima, fortalece, revigora, aquece e destrói o não.
Racional, pensativo, pausado, em doses suaves de fortaleza e otimismo.
O que se quer aparece onde ninguém ousaria supor e a gente se por.
Se pôr a frente, correr, ultrapassar barreiras, derrubar muros, avançar.
Até que o longe se faça perto e o concreto vire pedra.
"Corra de mim"
Ouça o som que vem do silêncio do abismo mais profundo e concreto de um coração que simplesmente amou...
Simples e abstrato como os retratos de tal Picasso do qual teve que morrer para ser reconhecido;
Veja a escuridão causada pela solidão e a proeza singela de um sentimento cruel e rústico do fundo de alguém que simplesmente parou.
Dessa vez não, dessa vez não!
Procure e chute qualquer coração, mas deixe-me aqui na solidão.
Abandone-me, largue-me, estrangule-me.
Mas não machuque outro coração.
Imploro...
Não machuque outro coração.
Sentada, no banco de concreto mais frio do universo, me senti a mais idiota e vulnerável garota.
Como você pôde ser tão insensível?
Como dizer que não me veria, depois de tanta coisa ter acontecido nesses 4 meses?
Ai compreendi.
Você nunca falou sério.
Nunca fui a sua princesa.
Era mais uma.
Uma qualquer.
Uma tola menina que dedicou horas do seu dia para alguém incerto.
Voltando para casa, pensei:
"um dia isso será apenas uma lembrança."
O tronco de concreto,
sem frutos, sem folhas,
a luz esconde
a liberdade,
não tem asas,
para o sol visto
de outro horizonte.
passadas estacadas
pensamentos vulgares.
Destino volúveis
trajetos de concreto
chegada prevista.
o que pensar se as palavras não se alinham,
não se resumem não sessam . .
ó dor aperta forte, larga as pétalas, respira.
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