Poema com Soneto sobre o meio Ambiente
‘Soneto poesia’
— Poesia, é retroceder ali no jardim de infância, recordar do coleguinha, que tinha tranças,
cumpria promessa, mesmo tão jovem já falava de fé, sem entender direito como é!
— Poesia, é rasgar a neblina do tempo, voltar lá naquele momento, e novamente dar vida ao acontecimento
— Poesia engavetada bloqueia, não presenteia!
— Poetizar, é pousar no papel, palavras que estavam em pleno voo
— Dando sentido, à alegria, ao comprazimento, as experiências vividas, sentidas, e muitas vezes sofridas
— Ser poeta não é nenhuma pretensão, é a forma mais saudável de enfrentar a solidão
— É ser grata pela vida e, dobrar os joelhos em oração
— É compreender com quem temos de ter comunhão
— É fazer de cada afastamento uma saudade
— De cada lágrima vertida a esperança do retorno
— É se sentar à beira do rio, se encantar com o balancé das águas,
— É olhar para o alto, se perder e se achar na rima estelar
— É olhar para as árvores e bailar com farfalhar das folhas,
— Ser poeta, é se sentar pra tomar um vinho, não resistir, e fazer poesias para as rolhas, nunca esquecendo do sentimento chamado ‘amor’ mesclado com a beleza e a simplicidade da flor!
Rosely Meirelles
Soneto de amor perdido
As borboletas de gelo se derretem,
E então se tornam bailarinas salgadas,
Acompanhando a suave chuva álgida
Farta, clamo às bailarinas: Se aquietem
Em lástimas, se cessam e se enfraquecem,
Mas aqueles momentos não se envelhecem.
Músicas me atacam desde sua partida,
Sonhando com o rosto da morte lívida.
Me perguntando se você voltará
Continuo confusa com suas promessas
Permanecendo em solidão intensa.
O triste é saber que isso não cessará,
Nossas vidas nos poemas expressas,
Descobrimos que limite o amor dispensa
Soneto à Diana
O sabor tão amargo de uma vida,
não me privou desta quimera doce,
uma jarra de crítica ferida
que hoje brinda uma paixão precoce...
Cativo desta saudade regida,
fenecer na clausura achei que fosse,
barganhei com teus seios a saída,
tornei-me mais ainda tua posse...
Tocaste-me, anjo, a carne consentida
na compulsão por ti só requerida,
domaste-me, lasciva, em sedução...
Com suas cifras vivas e fundidas,
maestrina destas notas tão ardidas,
soubeste me tornar composição.
Soneto da Felicidade
Há quem diga que para ser feliz,
Precisa-se de algo ou alguém,
Mas sabedoria é saber que o que diz
É que sempre precisamos de alguém ou algo, também.
Eu digo que tenho ambos, com certeza,
Mas felicidade é mais do que isso,
É ter em mente que cada beleza,
Está nas coisas simples do dia a dia, no seu puro sorriso.
Felicidade é ter domingos fartos,
De boas conversas e risadas sem fim,
De amigos por todos os cantos,
E de momentos de paz dentro de mim.
Ela também está nos cantos e choros,
Nas brigas que nos fortalecem,
E no consolo que encontramos no amor,
Felicidade é estar presente em tudo que desejamos e merecemos.
Soneto
— Podem até nomear de idolatria,
— Amor…
— Loucura…
— Magia…
— Mas meu mundo estaria completo com você.
— Me fazendo companhia, trazendo alegria!
— Meu amor por ti, não se definha
— A meu ver, tudo se alinha
— Amor sem fronteiras, sem limites, sem barreiras,
‘amor pra vida inteira’
— Ficar com você é poesia
— Enfrento vendaval com valentia
— Você completaria meu mundo, todas horas do dia, cada segundo
— Em dias ensolarados e noites escuras.
— Amor não se modifica da noite pro dia!
Rosely Meirelles
🌹
Soneto para a Lua.
Ela sempre esteve lá
Eu, eu sempre estive aqui
De tanto quanto te quis e quero
Hoje anelo, te sentir
Que meu verso seja esmero
A ponto de que meu Peito
Seja de você o Eleito
Tú tens em ti algo especial
Sentimento mais puro e sincero
Nele escondes o perfeito e o belo
Tú és a paz angelical
Na verdade, lua
Não és corpo celeste de brilho inerte
Tampouco somente humana, menina ou mero flerte
És um anjo santo
És fogo, água, o frio e o manto
É a calmaria na tempestade, é a letra e o canto
De tantos outros céus que eu poderia ver,
Sorte minha foi conhecer
Você.
Soneto para a Lua.
Na verdade, lua
Não és corpo celeste de brilho inerte
Tampouco somente humana, menina ou mero flerte
És um anjo santo
És fogo, água, o frio e o manto
É a calmaria na tempestade, é a letra e o canto
De tantos outros céus que eu poderia ver,
Sorte minha foi conhecer
Você.
SONETO Nº 1 - VINDAS E PARTIDAS
não venha me dizerque a vida é uma só
tu ainda nem aprendeua desatar o nó
em cada laço faz um entrelaço
esqueceu que somos nada além de poeiras no espaço?
desde que aprendi a lançar um dó
percebi que felicidade é dançar até nos dias sem sol
e que em cada caminho se renasce mais um girassol
deixei em cima da mesaas contas da dor
para pagar com mil cartas de amor
e dos beijos fiz azulejos
para construir meu própriolugarejo
pra ser cantor
nem precisei ser compositor
bastou um pouco de calor
neste peito que tanto já se declamou
pros dias que faltar fé
por puro proveito pus mais cor
neste imenso andor
para pagar promessas a são tomé
e se soubesseque cada abraço teu
fizera ali meu terraço
construiria meu próprio palácio
pros dias que faltar afeto
recolher-me em teu espaço
mas feito a vida
amor é pura vinda e partida
feito torta natalícia
fruta mordida
não se pode levar tudo
só um pedaço
segura-me pelo braço
ame sem cansaço
DEVIR {soneto}
Alvorecendo o dia, percebo a vida diferente...
Vou ate' a janela, descortinada com o ventejar.
O rebolar das flores se despindo do usual, a notar.
Flores murcham, animais morrem, igual a gente...
O som dos pássaros, o balançar das arvores...
Olhando pra fora, percebi o clarão de um recomeço.
Tudo parecia numa conspiração só, um rebuliço.
Vida desprovida, despertei-me destes horrores...
Em nada o existir, tudo num habilita-desabilita.
Não há garantias, nem estabilidade, tudo passa.
Ineficaz e' o existir, um sopro de vida que irrita.
Abraça pra sorrir, aperta pra doer, magoa pra sofrer.
Que gosto tem uma lagrima? Antes era congelada?
Agora pode chorar, a lagrima não e' nada! E' viver.
A ARTE VISTA { soneto}
Será que minha arte e' igual a tua? será?!.
A vejo em casa, no trabalho, na rua...; nua.
Me vejo... a vejo... ensejo de ser, arte crua.
Queria só por hoje saber, Minh 'arte... será
Igual a tua? Vistes por fora melhor que dentro.
Então!. A visão que vês e' a arte forjada ao léu.
Os saberes, que atuam por olhos, sob o céu.
Além... delineando as cores, sóbrio pelo centro.
Despojais de jugos, e dizei-me, dizei-me vós:
Que arte e' esta? Persegue-me a todo lugar,
Na pintura, poesia, rachadura, até mesmo ar.
Deveras devo preocupar-me, estou sem saber.
Moldar-me-ei com outra visão senão a minha.
Será que tinha arte igual a tua? Tinha?!.
poeta_sabedoro
A VOZ DO PASTOR {Soneto}
Ouço grito ecoando pela montanha mais alta.
As pobre-ovelhinhas seguindo o velho pastor.
A relva verde dantes já não se repete pela cor.
O velho levanta o cajado e ordena "as peralta".
Se falta o prover o bom pastor sai a desbravar.
Novas terras há de encontrar sem inseguranças...
As ovelhinhas já acostumadas com mudanças...
Não hesitam na voz seguir, pois cegas alinhavar.
Oh pai, Que nunca um pastor deixe sua ovelha!
São tão cordeiros... pois elas nunca se enfurecem.
Dóceis que vão a perdição sem notar e parelha.
Quando se vê já desvirtuou-se de ser o que era.
Que a voz do pastor não se perca delas, pobres!
Que o pastor não se perca, pobre homem, Fera!
poeta_sabedoro
ROSEIRA {soneto}
Embaixo de uma roseira, apreendo a poesia...
Poesia que faz da roseira uma trepadeira...
Vi uma rosa ao chão escura, da vida se ia...
Vi outra Viçosa que ainda da vida sem beira...
A pobre roseira posta pelo jardineiro arqueada,
Contemplava a vida de focinho pro chão.
Jardineiro desavisado, roseira chateada.
Sua sensibilidade não o chegara então?
O homem sempre destoando a natureza.
Seria a rosa morrendo, o próprio mal?!.
Seria o chão, não o chão, mas "a profundeza"?!
Qual rosa conhece o mal na verdade?
A que estava ao chão morrendo ou...
A outra Viçosa, ou o jardineiro de meia idade?..
poeta_sabedoro
AVENTURAS DA ALMA { SONETO}
A jornada começa com um "traçado caminho":
De sonhos, ânimos acendidos e esperança.
Esperança nova: velozmente ou de mansinho.
A velocidade não conta, mas a temperança.
Num caminho e' possível a felicidade plena.
O que um mar de chuvas nos da' de frescas,
O céu azul em sol e esperança quiçá acena;
Uma nova estação ou somente terras secas.
E' preciso esperar o inesperado pelo coração.
O coração nunca pensa no mais simples,
O coração nunca decora uma canção.
O animo e' da alma o coração não sabe.
O Coração e' cego quando fala a alma.
E mesmo sem razão pede p/ que acabe.
poeta_sabedoro
Ausência {soneto}
Bom dia! Pra onde foi a poesia?..
Se não consigo ver as borboletas...
Se as crianças agora espoletas,
Não pensam em doce-ambrosia...
Bom dia! Pra onde foram os pássaros?..
Se não os vejo celebrando o dia...
Se esconderam com a poesia?..
As aves e homens são muito raros.
Se as palavras pudessem consolar...
Mesmo que pudessem a alma ferir...
As feridas haveriam de estancar...
Se homens pudessem voar, voar...
Se palavras homens pudessem ferir...
E se toda poesia pudesse retornar...
poeta_sabedoro
MALDADE {SONETO}
Em minhas andanças por ai, topei com a maldade
Não era tão boa quanto tão ruim, era desfaçatez.
Bem... era dissimulada a cara meio boa, e talvez,
Inexpressiva, tinha cara de nada, pura bondade!
Exclamei: Quantas maldades não reveladas!
Nunca fui bom em maldade, antes ser bondoso,
Talvez eu quisesse dela ser amigo, era perigoso!
Neste mundo cruento, nefasto, de mãos dadas,
Exclamei: Quantas bondades não reveladas!
Quais bondades ficarão ressequidas no tempo?
Quais maldades serão percebidas a tempo?
Maldades, bondades... são somente palavras:
As maldades na sola dos pés sujos, todos verão.
As bondades no lado esquerdo do peito; coração.
poeta_sabedoro
ETÉREO AMOR {Soneto}
O amor que não questiona nada, somente - É -
A vida aconteceu num sopro e aos ouvidos ma deu:
Viva! A palavra se tornou em decreto porque é o que - É -
Na essência do ser foi como se deu e onde se esqueceu
Porque não se olha para a formiga e diz:
Por que és tão pequena? Por que não foi ser grande?
Não se perturba o elefante perguntado sobre seu tamanho
Isso não se questiona! É a natureza do bicho - elefante -
Natureza intima de todas as coisas
Assim se firmou tudo na terra e céu - assim é o que é -
Nada obscuro quando se tira o véu
Natureza intima de todas as coisas
Amor é só o amor. O que é o amor? - amor é o que é -
Etéreo obedecer da natureza com primor.
Poeta_sabedoro
Soneto de autopostumação
Sensações póstumas devem ser reconfortantes,
pelo alívio do sofrimento de uma vida inteira,
tornando todo o peso do dia a dia uma besteira,
uma vez do outro lado nada mais será como antes...
Preocupações de outrora em vida serão irrelevantes,
parte de uma extinta realidade passageira,
meu espírito, móvel velho em que se tirou poeira;
renovado, fará de angústias e mágoas coisas distantes...
Não há medo, confio no que mereço, por tudo que fiz;
a morte é um processo natural, calmo e bem-vindo,
finalmente terei a chance de ser bem mais feliz...
Ao partir sei que a caminho do maior estarei indo,
será bom, jamais vi uma caveira com semblante infeliz,
todas espontaneamente estão sempre sorrindo.
Soneto de metamorfose
Vida de lagarta.... Total limitação...
A sina de uma existência asquerosa,
de uma condição naturalmente desairosa,
melancólica, frágil e sem opção...
Destino de incomoda sujeição,
uma vida sofrida, triste e morosa,
de uma falta de perspectivas pavorosa,
onde há apenas a morte como solução...
Quando minha alma, este fulgor tépido;
de meu velho corpo irá se separar;
meu caixão, morada do cadáver fétido;
será o casulo que irei abandonar;
e estarei livre, me sentirei lépido;
borboleta pronta para voar.
Soneto de realidade
Outra vez uma história mal contada...
E acada frágil argumentolançado,
quebro, como umvaso despedaçado,
retrato da minha alma machucada...
A decepção bruscamente instaurada...
O afeto assim se fez, menosprezado,
a confiança, este bem tão estimado,
destruída, implodida; reduzida a nada...
Humilhado, sem ter tidoo ônus de errar,
iludido, perdido no limbo desse ínterim,
até sentir o açoite da traição aestalar...
Respiro consternado, perante o fim,
quizera eu, apenas a utopia de amar,
sem que fosse usado isso, contra mim.
Soneto da paixão recente
É felicidade plena,
senti logo de início,
por ti, todo sacrifício,
se torna coisa pequena...
Você faz valer a pena,
tudo... Qualquer artifício,
mesmo sendo malefício,
ou qualquer insensatez terrena.
Por ti faço o que for...
Afim de que resolva,
abrigar-me em teu calor.
Vem... Me leve, me envolva...
Inebria-me com teu amor,
e nunca mais me devolva!
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