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Poema Colcha de Retalhos

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Retalhos:

Com agulha afiada e linhas tortas, costuro os retalhos coloridos da vida. Saldos de sentimentos, alegrias, melhores momentos. Mas, as tristezas eu também emendo , junto tudo numa colcha de remendos. Assim, como a vida, os retalhos não podem faltar. Com um pouco de tudo que vivo, aprendi a costurar. Alguns tem cores vivas, outros já nem tem mais cor, mas, tudo faz parte da jornada, da vida viviva com amor, Da nossa escolha de vida, ou ainda, inevitável sorte. E assim, produzimos nossas colchas de retalhos ejuntando os remendos construímos a própria sorte, até o fim morte.

Inserida por AdeliaArgolo

⁠Em meio às dificuldades vida, uma força inabalável me fez superar cada dificuldade. Transformei meus remendos em uma obra-prima de resiliência. Tornei-me inteira, repleta de cicatrizes que contam histórias de superação.

Enquanto a dor me envolvia, decidi bordar sorrisos na minha alma rasgada. Costurei as feridas abertas, com cuidado e determinação. Cada ponto dado representava um ato de coragem, um passo em direção à cura.

Hoje, vejo-me vestida de felicidade e gratidão quando olho para o espelho. Essas emoções me envolvem, aquecendo meu coração e iluminando meu caminho. Cada sorriso genuíno em meu rosto é a prova de que é possível vencer qualquer desafio.

Os remendos revelam minha força interior. Eles representam as batalhas travadas e os obstáculos superados. E, assim, encontrei minha própria identidade, feita de retalhos, mas plena de significado.

Agradeço por todas as experiências, boas ou ruins. Cada uma delas foi essencial para minha evolução. Cada ferida cicatrizada trouxe lições valiosas. Sou grata pelas pessoas que estiveram ao meu lado, apoiando-me nessa jornada.

Sou inteira, formada por remendos costurados com amor-próprio e determinação. Meu sorriso é um troféu, uma medalha conquistada com as cicatrizes que adornam meu ser.

Sigo meu caminho em busca de desafios e novas costuras. Entre meus remendos, torno-me cada vez mais forte e resiliente. Mesmo com as incertezas do futuro, sei que estarei sempre vestida de felicidade e gratidão, pois essas são as cores que enfeitam minha alma...

- Edna Andrade

Tô nem aí se o sol não abrir;
Nem ligo se a água estiver fria;
Nem vou me preocupar se minhas roupas estiverem molhadas;
O que eu quero mesmo é viver o momento comigo mesma!

Inserida por RetalhosdaNanda

Vou acordar...
Mas tarde como de costume;
Vou abrir as gaiolas e deixar voar...
O amor ...
Vou abrir meu coração e dizer tudo que sinto hoje...
Amanhã não sei!

Inserida por RetalhosdaNanda

Estava eu escrevendo meus poemas e....
No mesmo rasgo poético de sempre e...

O dono da minha inspiração chegou...Concluo mais tarde...

Inserida por RetalhosdaNanda

Fico aqui pensando ...
Tudo de uma vez e tentando catalogar por cores.
Os sentimentos que você não permitiu viver e só sobrou o cinza!

Inserida por RetalhosdaNanda

Já que a maça é para muitos o fruto do pecado!
"Original de Adão e Eva"
Vou usar o artifício da "Branca de Neve"
No teu beijo acordar!

Inserida por RetalhosdaNanda

Cansei de buscar nos livros as respostas que tenho ...
Em seu olhar
Na sua boca
No seu corpo eu resumo e começo tudo de novo!❤

Inserida por RetalhosdaNanda

Vamos começar de novo?
Então tá...
Aqui vou deixar a chave e o meu coração nesta cápsula.
Não quebre;
Não destrave;
Entre devagar se acomode bem e jogue a chave fora paraninguémmais entrar!

Inserida por RetalhosdaNanda

Não sei por que choro;
Só sei que as lágrimas rolam cada vez que te vejo!
E meu coração fica maior !
Medo de te perder e não suportar tanto amor.
Só sei que choro!

Inserida por RetalhosdaNanda

Já percorri estradas intermináveis...
Já percorri muito ...
Percorri novamente as mesmas estradas e não te encontrei ...
Devo continuar?

Inserida por RetalhosdaNanda

Hoje não coloquei meu bloco na rua;
Não vi o colorido das serpentinas e nem dos teus olhos;
Hoje não deixei o vento balançar meus cabelos;
...mas meu corpo dançou sem música e meus lábios sentiu os seus no mesmo embalo da sua vontade de me ver.
Vem...

Inserida por RetalhosdaNanda

Ovelha de Guarda
Por Mônica Barreto Alves
Fui a filha teimosa, a do contra, a rebelde, a ovelha negra que o rebanho não entende. Desobediente aos olhos de quem queria silêncio, fui o erro, o ruído, o eterno desavenço.
Meus passos eram tortos para a régua da família, enquanto os "escolhidos" brilhavam na trilha. Eles eram os troféus, o orgulho, a perfeição, eu era a sombra, o aperto no coração.
Mas o tempo, esse mestre que não sabe mentir, viu o brilho dos "queridos" um a um sumir. E quando o esquecimento se instalou no teu olhar, nenhum dos adorados veio te segurar.
O Alzheimer chegou, apagando o que restou, e o silêncio da casa os "perfeitos" afastou. Onde estão os troféus? Onde está a devoção? Não estão no teu leito, nem te dão a mão.
E aqui estou eu, a ovelha marcada, aquela que, para você, nunca valia de nada. Sou eu que te limito, que te guio, que te dou o pão, sou eu o teu porto, a tua única direção.
Sou eu quem segura o que a memória perdeu, quem cuida do pai que de mim se esqueceu. Porque o amor de quem foi julgado é o mais verdadeiro: não cuido por mérito, cuido por ser inteira.
A ovelha negra, no fim da jornada, é a única luz na tua estrada nublada.

O Avesso da Presença
Por Mônica Barreto Alves
Éramos cinco, e os olhos dela não brilhavam por mim.
Eu não era a escolhida, a doçura, o jardim.
Entre nós, as palavras eram pedras, o tom era de guerra,
brigas constantes, poeira que nunca se enterra.
Os preferidos viviam no altar da distância,
recebiam o elogio, a saudade, a importância.
Mas na casa deles, o rastro dela não ficava,
era o silêncio da ausência que lá habitava.
Já na minha porta, o passo dela era certo,
vinha com a crítica, com o dedo por perto.
Vinha ver se a casa estava limpa, se eu falhei em algo,
vinha para me acusar, do alto do seu palco.
Mas ela ia.
Mesmo para brigar, ela batia no meu portão.
Enquanto os "queridos" eram visitas de feriado,
eu era o seu destino, o seu porto irritado.
E o destino guardou o retalho mais pesado:
fui eu quem ouviu o seu grito desesperado.
Enquanto os outros estavam longe, no conforto do papel,
fui eu quem viu a dor rasgar o seu véu.
Fui eu quem chamou ajuda, quem correu pro hospital,
fui o braço que a segurou no portal final.
Ali ela entrou, e de lá nunca mais saiu,
mas foi nos meus olhos que o mundo dela ruiu.
Tive o que os outros, no luxo do orgulho, perderam:
a presença constante, os dias que se sucederam.
Fui o alvo das frases, mas também o seu retiro,
fui a última mão, o seu último suspiro.

O Teu Olhar Sobre Mim
Por Mônica Barreto Alves


Senhor, eu Te agradeço pelo caminho percorrido,
Pelo que foi ganho e pelo que foi perdido.
Olho para trás e vejo a Tua mão em cada traço,
Dando-me forças quando o cansaço vencia o meu passo.


Obrigada pela força naquelas pernas cansadas,
Que pedalaram 40 minutos por estradas isoladas.
Obrigada pelo "fiado" que alimentou os meus três,
E pela fé que me fez caminhar ao trabalho outra vez.


Obrigada, Pai, por me mostrares a verdade,
Naquela noite em que a janela foi a minha liberdade.
Tu ouviste a minha prece no escuro da rua,
E trocaste a minha dor pela paz que é só Tua.


Obrigada por cuidares da minha mãe no seu descanso,
E por me dares paciência neste mar que não é manso.
Por me ajudares a honrar o pai que se esquece de quem sou,
Enquanto o Teu amor, de mim, nunca se apartou.


Obrigada pelo encontro naquele banco de igreja,
Pelo parceiro que hoje luta comigo, seja o que for que esteja.
E pelo João, meu milagre, meu riso, minha luz,
A prova viva de que a Tua graça me conduz.


Não sou mais a ovelha negra, perdida ou sozinha,
Sou a filha amada que sabe a força que tinha.
Hoje o meu livro se fecha com o Teu nome no final,
Pois sem o Teu amor, nenhuma lição seria real.


Amém.

O Pequeno Pai
Por Mônica Barreto Alves


Jonathan, meu primeiro, o fruto da minha imaturidade,
Crescemos juntos na luta, na dor e na saudade.
Nossa relação foi divina, o início de tudo,
O menino dos meus olhos, o meu porto seguro.


Mas o JOKAANA precisava de um pilar, de um cais,
E tu, tão pequeno, assumiste o papel de pai.
Enquanto eu trabalhava, o asfalto sob o pé,
Cuidavas e alimentavas os teus irmãos, com toda a tua fé.


Essa carga pesou, o cansaço te roubou a infância,
A adolescência chegou com a dor da distância.
O ódio veio à tona, os traumas foram jogados,
Decidiste partir, deixar os teus laços quebrados.


Foste morar com o pai, buscar o que parecia lindo,
Mas a realidade doía, o sonho ia sumindo.
Um ano depois, o destino nos uniu na rodoviária,
Eu e a Ana, chorando, numa prece extraordinária.


Recebemos-te de braços abertos, o perdão selado ali,
Pois o amor de mãe nunca morre, eu sempre soube de ti.
Hoje és o meu mais velho, o orgulho que me invade,
Mesmo com as marcas de uma vida com tanta dificuldade.


Sigo orando por ti, por cada sonho realizado,
Terreno e carro aos 25, o teu sucesso é sagrado.
Conseguiste o que eu ainda não alcancei, meu filho amado,
E a minha felicidade é ver o teu futuro abençoado.


O JOKAANA está de pé, e tu és a sua primeira pedra,
O pequeno pai que cresceu, e que o amor agora regra.
Amo-te além das falhas, além do tempo e da dor,
Pois tu és o início de tudo, o meu primeiro amor.

Qualquer lugar...

O melhor lugar?
esteja com a melhor pessoa e todos os e com ela se tornarão o melhor lugar.

Inserida por katiacristinaamaro

Luz!!!

É tão mais fácil do que escuridão. Luz se esgueira rapidinho por qualquer fresta.
Escuridão só entra depois de fecharmos todas as janelas ou apagarmos todas as luzes, ainda assim se ficar uma fresta a insistente luzinha entra.
SEJA LUZ.
Se não achar um bom motivo para ser, faça-o nem que seja porque dá menos trabalho

Inserida por katiacristinaamaro

Ser avô e avó é como fazer uma colcha de retalho sim, como muitos dizem, é juntar pedaço por pedaço de cada quadradinho, de cada retângulo, de tamanhos diferentes, de cores diferentes, mas sempre cores vivas, alegres, cheias de vida e transformando aqueles pequenos retalhos num ato de amor, mesmo que cada um tenha estilo próprio.

Conquistar um coração de verdade dá trabalho,
requer paciência, é como se fosse uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um amor, tratar de um jardim, cuidar de uma criança.